... e já que se fala em Diário de Aveiro, aproveita-se para realçar que essa publicação diária está mais 'nua', fruto da extinção do Governo Civil de Aveiro por ordem expressa do senhor Coelho. Saudosos tempos em que na degustação de uma página de culinária de permeio com a folheatura de uma secção de astronomia, encontrávamos José Mota de visita a uma escola primária da região, a cumprimentar um detido numa prisão, 'especado' na fila de uma conservatória, presente numa investidura de uma dessas confrarias da treta que só servem para comer bom bacalhau à borla, ou até uma noticia de uma ida a Lisboa, certamente munido de megafone, para 'dialogar' algo com o Poder Central, numa tentativa de "dar mais voz ao distrito", como eles costumam dizer; isto nos dias pares, porque nos ímpares era o Presidente adjunto, Fernando Mendonça, que aparecia nas parangonas do jornal, como convidado de honra durante a apresentação de um torneio "jovem", o homem que espetava o crachá no peitoril do bombeiro mais bem comportado lá da corporação, outras vezes como palestrante num colóquio da seca, sobre comportamentos 'sócio culto recreativo educativo empresariais' do jovem empreendedor-barra-gestor, visitas a fundações em obras (ainda por cima sem capacete de segurança), inspecções aos calabouços da PJ, recepção aos membros do Governo, especialmente quando estes se perdiam no caminho e por acidente tomavam o ramal da auto-estrada que vinha desaguar em Aveiro, enfim, todo aquele trabalho de sapa que consistia em fazer tudo o que fosse aborrecido, excepto o único exercício que realmente valia a pena: largar a província por umas horas e ir a Lisboa dar umas 'curvas'.
Todas estas aparições de Fernando Mendonça, em semanas consecutivas de Diário de Aveiro, deram origem a um fenómeno de vendas: As Aventuras de Mendonça - o ubíquo. [Apresentação oficial AQUI]
Não esquecendo que, algures no meio de toda esta azáfama, ainda tirou uns dias para ir a Madrid desafiar CR0 numa peladinha em estilo 'slalom' contra o boneco, and last but not least, voltou ao cargo de vereador na Câmara de Estarreja, por imposição de Sua Excª o Presidente de todos os estarrejenses, Sr. Dr. Comendador, José Eduardo de Matos. Há até quem diga que o Dr. de Matos tomou esta severa medida porque, segundo a sua douta opinião, rei há só um, Messi e mais nenhum.
Off the record: de facto, quando a 'clubite' penetra na política, é uma chatice.

Não satisfeito com as suas proezas e com energia para vender e arrendar, Fernando Mendonça ainda tirava tempo para construir uma moradia no centro de Estarreja, acompanhar a evolução dos trabalhos e receber os fiscais camarários, que todas as semanas lá iam inspeccionar tudo e mais alguma coisa, desde um fio eléctrico que não estava descarnado como manda a Lei (pelo menos a Lei da Câmara de Estarreja) até às vigas biapoiadas que não estavam conformes, pois toda a gente sabe que as vigas de todas as construções que (ainda) se vão erguendo por Estarreja devem ser assentes em formato contínuo e nunca em biapoiado, especialmente quando esses fulanos que estão a construir a casa são casados com pessoas cujo nome é Marisa Macedo. São de facto muito exigentes as normas de construção em Estarreja e deve ser por isso que o êxodo desde 2001 para cá é assustador. Até sou capaz de apostar que 90% dos foragidos que nestes 10 anos rumaram a outros concelhos eram socialistas. Sempre é mais fácil construir e manter uma herdade, fora daqui, do que construir uma casota para o cão, em território estarrejense.
Mas, Mendonça não abrandava e insistia em querer 'aparecer'. Numa das suas múltiplas funções, como por exemplo fazer o papel de pai, Mendonça foi visto em pleno parque de jogos do CDE, arrastando pela mão uma criança - contra a vontade desta que chorava copiosamente - criança essa que presumivelmente era seu filho. Como se não bastasse, depois de a ter arrastado a 'zorros' durante 50 metros, ainda lhe comprou um gelado - no caso, um super maxi - no bar do CDE, numa clara tentativa de suborno premeditado.
Off the record: este trecho de literatura dá a sensação de ter sido escrito por Moita Flores. (cá para mim o fulano entrou-me no computador à socapa)
Algumas vozes indignaram-se, acusando Fernando Mendonça de já estar a preparar terreno para as próximas autárquicas, as mesmas vozes que já o tinham acusado de andar a fazer campanha para as autárquicas de 2009, sempre que ia ao CDE levar o filho aos treinos.
Off the record: de facto, quando a 'partidarite' penetra nos clubes, é uma chatice.
Mas, voltando ao tema de fundo, a nudez e falta de interesse actual do Diário de Aveiro, sem as façanhas diárias de José Mota e Fernando Mendonça - e sabendo que José Mota já tem o futuro assegurado na presidência da Junta de Freguesia de Espinho (segundo o próprio, um SONHO de sempre) - penso que a questão de como voltar a aparecer nos 'media', relativamente ao amigo 'nando', pode ser resolvida de uma das seguintes formas:
a) candidatar-se (e ganhar*) à presidência do Clube Desportivo de Estarreja, o clube que todos os anos tenta subir de divisão mas nunca consegue;
b) candidatar-se (e ganhar*) à presidência da Comissão Política do PS-Estarreja, voltando a ter uma voz activa nos comunicados enviados à imprensa, com direito à respectiva fotografia da prache;
c) candidatar-se (e ganhar*) à presidência da ACE, e dessa forma, pelos menos durante os meses de Janeiro e Fevereiro, ser uma verdadeira 'estrela' no panorama jornalístico regional. E a partir de Março já pode ir à sua 'vidinha', de preferência com os bolsos... cheios;
d) candidatar-se (e ganhar*) aos órgãos sociais da RVR e fazer com que aquela estação comece finalmente a passar música que não tenha sido produzida há mais de 30 anos (estavam à espera que a candidatura dele fosse por motivos políticos? Nah... política não entra nessa casa... até porque seria uma chatice se os 'partidarismos' penetrassem nas rádios);
e) se tudo isto falhar, ou seja se não vencer as eleições para as diferentes presidências - parecendo que não, no caso de Fernando Mendonça isto é importante - pode sempre pegar na bicicleta e anunciar que vai fazer um Estarreja--->Moscovo em 4 meses, como forma de angariar apoios sociais para uma causa "nobre", da qual nunca, jamais, em tempo algum, alguém ouviu falar... mas, não obstante, é um 'ramo' profissional que costuma ter bastante saída nos jornais.
Opções não faltam, camarada, e quem percebe da 'Arte' e conhece a 'História', tem sempre 'saída'.