sábado, 21 de Novembro de 2009
"O barba com álcool imita bem os burros"
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Um dia no parque infantil de Canelas
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Atesta-lhe
Ainda a visita de Estado
Fermelanidades Leite de Matos - leme malfadado rei desistente
Adolfo Vidal - vi lado do alf
Hilario Matos - ai rolha misto
Camilo Rego - o ogre clima
Pedro Vaz - voz padre
Alberico - boi lacre
Marco Braga - gamar barco
Americo Oliveira - veleiro rio acima
Sara Silva - sisa larva
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Tabu
Quem conta um conto - para ler, hoje, antes de ir dormir
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Cada terra o seu Tino!
Eu sou um bacano, fiz tudo p´ra sobreviver,
em nome da terra, no fundo p´ra me promover,
glorifica os meus feitos, jamais quero esmorecer,
faz de mim o teu herói, um politico assim se constrói.
Tudo o que eu fiz, cabe num único dossier,
a minha comutatriz, é apenas o meu "parlapié",
sei o que valho, às vezes não sei é se valho a pena,
a vida é pequena,
por isso encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, o meu nome rima com benigno.
Significa "dureza", "qual e tal" o Rei Saladino,
recebe este pedido, para seres o meu adido,
é formal e é sentido, em forma de balido.
Eu venho do nada, mas já cheguei a efectivo,
na vereação, o meu padrinho foi decisivo.
Sou um saltitante, Estarreja é o meu "diamante",
mais fácil que fazer o pino, não fosse eu um "diamantino".
Tudo o que eu fiz, cabe num único dossier,
a minha comutatriz, é apenas o meu "parlapié",
sei o que valho, às vezes não sei é se valho a pena,
a vida é pequena,
por isso encosta-te a mim.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Oculto sangue
domingo, 15 de Novembro de 2009
“99% Fermelã” desde 2008 no Arquivo Municipal

sábado, 14 de Novembro de 2009
A carga pronta e metida nos contentores
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Não é um risco. É já um facto consumado. Grandes "cidades" como Oliveira de Azeméis e até Albergaria-a-Velha, começam a arrastar atrás de si um fluxo populacional e económico bastante assinalável, deixando a pousio a periferia circundante, que apenas serve para corredor de passagem das vias de comunicação, dado que é muito mais fácil mandar abaixo uma favela em Santiais ou no Barreiro de Cima, que uma "penthouse" nos Q1 de Oliveira ou Albergaria.
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
O mexedor do caldeirão
Este post serve apenas para criar a "tag" «Hilário Matos», pois parece-me que vamos ouvir falar dele regularmente. É só o tempo necessário de lhe arranjarem um qualquer cargo camarário à pressa. O «godo» e o «Sith» não se têm poupado a esforços junto do senador!quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Estarreja e a Guerra das Estrelas - Sub Episódio The Rise of the Sith
Fig. 1 - não sei quem é o responsável pela criação desta animação de abertura, mas está tão fraca e deprimente, que o sujeito devia ser atropelado pelo "voo nocturno de um cargueiro espacial"Se me perguntarem o que é que isto significa, eu não sei explicar, portanto, vamos continuar...
Tudo começou por volta dos 13 anos como servente de trolha, o que por si só justifica a forma bazofeira do seu caminhar. A instrução primária foi praticamente toda feita na obra, nomeadamente, todo o léxico de dichotes de galanteio, dirigido às senhoras da 3ª idade. Este homem não reúne as condições mínimas de decoro para se deslocar ao Santoínho, porque com tanta carne de idade avançada a rolar por lá, ainda acaba a tarde a levantar o laser sobre alguma.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Qualquer tentativa de aproximação à realidade...
Os requisitos minimos para entrar para a CME
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Classificados

Foto enviada por um fã de 99%
Afinal, o TGV sempre faz um favor a Estarreja
domingo, 8 de Novembro de 2009
Comentador portátil de televisão
Assim uma espécie de João Marcelino ou de Martim Avilez. Para quem não os conhece, basta dizer que o primeiro foi durante muitos anos analista futebolistico, ou seja, uma espécie de nosso João Evangelista, mas em versão "futebol a sério", ou seja, mais comedido e menos anedótico. Portanto, se há treinador de bancada com aptidão para o analismo politico, é o Marcelino. O apelido é que não ajuda, pois parece nome de padeiro e fica muitos pontos atrás de um Rebelo, de um Júdice, de uma Roseta ou de um Nobre Guedes. O Avilez tem um apelido forte e adequado para a área do analismo profissional, mas tem a desvantagem de mandar num jornal nacional intitulado "I". Ora bem, se os requisitos para se ser analista politico num canal de televisão são apenas estes, então sinto-me habilitado para o exercício da função, pois sou director interino de um blogue que tem no titulo mais letras, números e símbolos que o jornal desse senhor (99% Politica - 2 números, 8 letras e 1 símbolo). Ao nível do dirigismo de bancada, das pipocas e das pantufas, não conheço ninguém melhor que eu, venha o Avilez que vier.
Mas que raio tem esta nova vaga de analistas em especial? É pá, são giros na medida em que percebem tanto de politica como eu percebo de engenharia civil, como percebe o Adolfo Vidal, que não percebe de rimas, mas disso percebe o Diamantino. Só que esta recente geração de analistas possuem uma grande vantagem, se comparados comigo. São legítimos donos e possuidores de um portátil onde estão inseridos todos os dados importantes da vida politica portuguesa relativa aos últimos 30 anos. As abstenções, os vetos, as tomadas de posse, os desmaios, as exonerações, os processos jurídicos e todas as estatísticas em geral. Sempre que o moderador televisivo questiona o Marcelino e o Avilez sobre algo, eles primeiro fazem uma pausa, tentam perceber aquilo que é pedido, bebem um golo de água proveniente daqueles copinhos que estão sempre cheios em cima do balcão, e depois de uma rápida pesquisa no portátil, eis que a nossa ignorância sobre as matérias politicas é saciada em forma de gráfico estatístico. Podemos ficar à mesma sem saber porque é que a Manuela perdeu as legislativas, o Marcelino e o Avilez também não sabem, mas assim que consultam o aparelho dizem-nos prontamente que esta propensão para a Manuela perder eleições já vem do tempo da escola secundária onde a chefe - até ver - do PSD costumava perder todas as votações paras as listas concorrentes à associação de estudantes. E assim se dá a volta à questão...
Estes analistas não precisam de assimilar profundamente o fenómeno politico, pois o portátil, tal como o Liedson, resolve. Mas agora, já me sinto mentalmente preparado para entrar nesta selva que é mercado de trabalho do analismo profissional. Assim que o meu puto receber a nova geração de "Magalhães", vou pegar no dito e no meu currículo de director de serviço noticioso blogosférico de cariz anónimo e candidatar-me aos concursos que as estações de televisão costumam promover a cada nova legislatura para admissão de novos "comentadeiros". O futuro deste país passa muito por isso. O futuro deste país é todos atrás de um balcão a consultar um portátil e a analisar "coisas" vitais para o bom funcionamento do "coiso". E olhem que esta forma original de ganhar a vida já chegou a Estarreja. É vê-los no novo bar do parque municipal todos recostados nos sofás a beber uma fresquinha e a consultar os dados no portátil. Gosto quando um se vira para o parceiro - também ele analista portátil de "coisas" - e diz que o Orçamento de Estado para os próximos 7 anos está todo calculado no seu aparelhinho de regaço. Mas gosto ainda mais, quando o analista de parque municipal defende a sua tese alternada com potentes arrotos provocados pelos gases da Imperial.
E é precisamente neste aspecto que irei marcar a diferença relativamente aos restantes analistas de TV e é por isto que tenho a certeza que irei lá chegar a curto prazo. Irei ser o primeiro analista a usar o portátil em estúdio, não para consultar "coisas", mas para servir de base ao copo da Imperial e ao pires dos tremoços, peças essenciais ao bom funcionamento de qualquer debate sobre a actualidade. Não há nada como "escorrer" sobre um assunto, ao mesmo tempo que a cerveja "discorre" pela garganta. Ou será o contrário? Bem ...não interessa! Também aqui o portátil será de grande utilidade, pois assim que vislumbrar o fundo ao vasilhame, basta carregar no botão de abertura do portátil e os respectivos copo e pires irão pelos ares até à "régie" da estação, onde será renovado o stock de petiscos para mais meia hora de analismo politico...
sábado, 7 de Novembro de 2009
Um homem que vale 14%.
Os 55 anos são só o princípio...





"Caixa activa" para quem, com 50 anos, ainda tem projectos de vida.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
O Carnaval da(o) Figueira

A actualidade em rapidinhas
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Ainda as fotos e os programas
- o Eco-Parque e o seu efeito multiplicador na fixação dos jovens;Como é facilmente diagnosticável, apenas Fermelã cumpre o requisito da fixação de jovens. Eles foram fixados logo abaixo da freguesia de Canelas, apesar de não me parecer que tenham idade para entrar para o EcoParque.
- Educação: Escola Secundária de excelência, Parque Escolar requalificado com a paralela criação de 4 Centros Escolares;
Uma vez que não está prevista a construção de um pavilhão gimnodesportivo, dado que o orçamento foi totalmente gasto na piscina, as aulas de Educação Física e Psicologia Motora vão ter lugar na freguesia de Beduído, como é fácil de notar.
- Rede viária: Circular à Cidade, beneficiação da EN 109, entre outras;
Claramente uma aposta ganha da freguesia de Salreu, não fosse essa freguesia a legitima proprietária, em regime de usocapião, da rotunda mais famosa das redondezas e uma localidade onde as carrinhas são transaccionadas como quem compra packs de peúgas na feira dos ciganos. Mais uma vez, as fotos são conclusivas.
- Agenda 21 Local;
Esta designação faz lembrar aquelas semanas temáticas dedicadas à cultura e às colectividades, mas assim uma coisa mais virada para a religião, tipo um simpósio organizado pela IURD - neste caso seria o 21º simpósio a ter lugar, desta vez, em Estarreja - ou uma cimeira que reúna as 21 maiores seitas Evangélicas do país. Sei lá, uma vez que o Presidente da Câmara, de vez em quando, gosta muito de trazer até nós estes certames aberratórios, olhei para a foto da freguesia de Veiros e lembrei-me que calhava lá bem uma "Agenda 21" de um qualquer grupo de fanáticos que falam com Deus regularmente e têm o contacto telefónico dos Apóstolos.
Quanto à fotografia que caracteriza a freguesia de Avanca, recuso-me a falar nela enquanto não meterem a foto do "pobre" Artur Pinho a acompanhar a sua freguesia de "eleição".
Ai Jezur!!
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Uma imagem vale mais que mil discursos
De volta ao pequeno caso
domingo, 1 de Novembro de 2009
Os miúdos gostam e os graúdos apreciam
Foi precisamente o amigo Astérix que recentemente completou 50 anos e ainda continua aí para as curvas. Assim como, o seu camarada de caminhada, Obélix, mas este curvas é com ele, parece um enchido insuflável. Dizem que comeu muito javali no espeto quando era pequenino e agora os efeitos da poção mágica nele são permanentes. Pois bem, como forma de homenagear esta dupla inseparável e sabendo que os irredutíveis políticos de Estarreja também os leram nas suas juventudes, aqui fica o livro preferido de cada qual, o livro que os políticos locais escolheram de entre o vasto manancial de obras de Astérix e que ainda hoje o guardam solenemente bem acomodado por entre o estrado e o colchão da cama de casal. No caso daqueles políticos que ainda dormem sós, também lá deve ter um ou outro número da Tânia a acompanhar o Astérix.
«Algures no meio da Gália, existe um pequeno concelho de irredutíveis coligados gauleses que resistem, hoje e (quase) sempre, ao invasor socialista romano.»1 Astérix o Gaulês (Eduardo Matos) - apresentação do herói desta narrativa. Um verdadeiro chefe de alcateia, que graças aos efeitos milagrosos da poção mágica, lá vai conseguindo defender o seu reduto de todos os invasores externos e ...internos. O seu amuleto - todos os heróis têm o seu amuleto - é uma velinha de mão de Nª Senhora.
2 A Foice de Ouro (Américo Soares) - um habitante do Leste da Gália a quem saiu a taluda. É um verdadeiro agente infiltrado no seio das divergências entre Romanos e Gauleses.
3 Os Godos (Adolfo Vidal) - um guerreiro nacional-socialista, oriundo da Alta Germânia - claro está - sedento por se tornar em "manda chuva" de alguma coisa, cujo objectivo mais ambicioso é conquistar o pequeno concelho de irredutíveis a médio prazo. Compensa a falta de carisma politico, com o comentário anónimo em blogues da especialidade.
4 O Gladiador (Marco Braga) - Um Otomano que é pau-para-toda-obra! Um gladiador versátil que Astérix de Matos se lembrou de ir buscar para o ajudar a deliberar "coisas" nos plenários e assembleias dos druídas. Se não toma cuidado com o que faz, passa de herói dos quadradinhos, para gladiador que vê o sol aos quadradinhos.
6 Os Bretões (Manuel do Nascimento) - reino aliado à Gália Municipal - com um líder tirano que tem morada aberta - que por força do isolamento face ao resto do continente, possui comportamentos e taras muito próprias. Por exemplo, é costume verificar que nesse reino as quadrigas rolam nas estradas em sentido contrário, o que provoca inúmeros acidentes quando se cruzam com quadrigas continentais. Quando chove neste reino, as ruas ficam alagadas de tal maneira que as quadrigas têm que dar lugar às galeras. É impossível lá entrar quando o canal da Mancha se eleva acima da cota da estrada. Há quem diga, que no próximo mandato, faz lá falta um eurotúnel a preço de centro cívico.
7 Os Normandos (José Henriques) - Eterno rei que caiu no trono por acidente, pois num reino onde ninguém liga nada aos assuntos públicos, bastou o voto de meia dúzia de celtas para o conduzir no cargo, até hoje. Rei Henriques, que aliás, é tipicamente Normando, pois nunca sabe se há-de estar do lado dos Aliados ou dos Nazis. Dos Godos ou dos Visigodos. Dos Gauleses ou dos Romanos. Dos PSD´s ou dos Outros.
8 O escudo de Arverne (Diamantino Sabina) - A história de um bem proporcionado legionário que participa nas reuniões da legião e diz que sim a tudo. Já o avisaram que fazer politica protegido pelo escudo paterno é fácil. O problema vai ser um dia quando for preciso largar o escudo, agarrar o gládio e enfrentar sozinho o batalhão romano. É grande rival do Godo Adolfo.
9 O Caldeirão (Hilário Matos) - Não confundir esta obra com outra intitulada "O calmeirão". No livro da colecção Astérix, "o caldeirão", conta-se a história do moço que revolve a panela onde se prepara a poção mágica que faz os gauleses derrotar, batalha após batalha, as investidas romanas. E mesmo que o jovem queira bater as asas dali para fora para almejar outros voos, não pode, porque agrilhoaram-no à base do caldeirão e daquela exclusiva função já não se livra.
10 Na Hispânia (Carlos Amador) - Uma coisa é ganhar batalhas graças aos efeitos miraculosos da poção mágica extraída a partir do óleo de untar os javalis que rodam no espeto. Outra coisa é tentar ganhá-las em locais onde a malta não se deixa iludir por espetadas assadas. Na Hispânia avancanense, as touradas e os "strips" à porta fechada ainda têm muito poder e os gauleses coligados bem que podem tirar o javali da chuva antes que a carne fique estragada.
11 A zaragata (Abílio Silveira) - gaulês bon-vivant que revela bom entendimento nas negociações politicas entre seres do mesmo sexo, mas possui mau trato nas relações com o sexo oposto. É casado com Latraviata (ver livro 21).
12 Entre os Helvéticos (Mário Simão) - Um senador proveniente do país dos neutros, que tanto lhe pode dar na tola e lutar ao lado dos gauleses, como daqui por uns anos defender a causa Romana. Tem muito a ver para que lado do cantão sopra o vento. É especialista em espreitar por cima do ombro dos outros. Na Helvécia, é considerado gesto de reverência.
13 O Adivinho (José Matos) - Os gauleses temem o Deus Toutatis, enquanto os Romanos veneram Júpiter, Urano, Neptuno e o cometa Halley. Mas este gaulês é ateu e é perito em lançar as pedras para prever o desfecho das batalhas entre Romanos e Gauleses. Nunca ninguém o leva a sério, mas o que é certo é que o pitonisa acerta sempre nas suas cartomancias.
14 O presente de César (Catarina Rodrigues) - guerreira Romana a quem foi tirada a presença na Assembleia dos Congressistas, com a promessa que lhe seria dado um cargo no Senado Camarário. Um verdadeiro presente de César foi o que recebeu esta Romana traída.
15 A Grande Travessia (Camilo Rego) - gaulês mutante que começou gaulês e acabou romano. A cena deste amigo é mais "X-men" e não tanto o Astérix. Tem uma particulariedade particularmente particular. Na assembleia onde ele está, sabe mais do que os tipos que mandam nele. Às vezes acontece.
16 Obelix e Companhia (José Valente & companhia) - Obélix sempre será uma figura secundária nesta história. Astérix é que é a figura central. Portanto, Valente & companhia bem que podem esgravetar nas Assembleias que nunca irão livrar-se da condição de meros carregadores de menires.
17 O Grande Fosso (Fernando Mendonça) - decurião Romano que tentou afogar a pequena aldeia irredutível gaulesa, mas apenas conseguindo que a cota de alagamento chegasse a 28,54%. O que é notoriamente insuficiente. Sem a poção mágica, o melhor é estar quieto.
18 A Odisseia (Gabriel Tavares) - pequeno bardo gaulês, que sem saber ler nem escrever, chegou em poucos anos a um cargo na orquestra que outros músicos demoram décadas a atingir. Se bem que o problema não será tanto lá chegar. O problema é sair, porque é um processo atávico que se entranha no ADN e custa a "desencardir". O druida Simõespintix que o diga...20 A Rosa e o Gládio (Marisa Macedo) - Entre a espada e a parede. Entre a continuidade e a demissão. Entre Estarreja e Lisboa. Nunca uma obra de Astérix revelou uma faceta tão introspectiva, como esta.
21 Astérix e Latraviata (Mónica Pereira) - Sabendo o Imperador Romano, Julius Mendonça, que um rabo de saias pode virar a cabeça a qualquer um e até influenciar o desfecho de batalhas, astuto como é, introduziu uma bela cantora de ópera para tentar desafinar a harmonia da trincheira inimiga, mas o melhor que conseguiu foi fazer com que os gauleses ficassem com ela e a incorporassem na luta.
22 O dia em que o céu caiu (Vladimiro Silva) - Os gauleses só têm medo de uma coisa, que o Deus Toutatis lhes faça o céu cair em cima. Em 2001 caiu mesmo, mas foi em cima de um centurião romano, hoje em dia exilado na Córsega.
23 Astérix e os índios - Este é o livro preferido daqueles gauleses que gostam de escrever em murais de tribunal.
24 Os 12 Trabalhos (Teixeira Valente) - Este gaulês de ar aparentemente achacadiço, com aspecto de sherpa atarracado, é responsável por efectuar o pagamento aos tipos que dão formação académica aos gauleses da aldeia. O problema é que ele nunca sabe como é que há-de fazer o pagamento. Se em sestércios? Se em javalis? Ou em menires? (O seguinte comentário contém spoilers) No fim do livro, não lhes paga.
25 O golpe do menir (Daniel Batista) - Num pequeno aglomerado a sul do Concelho irredutível, existe um ancião que não se deixa levar pela conversa de chacha e persiste em detectar ilegalidades várias aquando da realização das assembleias plenárias, para depois fazer passar essa informação aos romanos. Há gauleses que já não o podem ver, mas enquanto não lhe acertarem com um menir, vão ter que levar com ele. (com o ancião e não com o menir)
26 O filho de Astérix (Carlos Albérico) - Se Diamantino Sabinix é o filho afilhado de Astérix de Matos, então Carlos Albérix é o neto. O vice de Sabinix e novo líder de bancada da coligação gaulesa só sabe falar de orçamentos e mesmo que lhe perguntem se o FC Petitbonum terá hipóteses de ser campeão, ele responde como responde quase sempre: "o orçamento é quem manda".
27 O domínio dos Deuses (Carlos Vítor) - Se houvesse prémio para a ubiquidade teria que ser entregue a este gaulês descarnado, mas muito fiel às suas cores. A sua vida familiar deve ser muito monótona, porque para além de ter tempo para aparecer em quase todo o lado, este agora deputado, também já chegou a chefe do Carnaval irredutível. E quando existe um acontecimento e ele não é informado, faz birra e amua.
Lembram-se disto?
sábado, 31 de Outubro de 2009
"Helipista" é um termo um bocado "panisgas"
Um dos TGV´s era conduzido pelo jornalista do Diário de Aveiro e varreu com Fermelã do mapa. No outro, vinha aos comandos o Dr. José Eduardo, que eliminou grande parte de Pardilhó. Que pena o impacto não ter sido TGV com TGV...
E esta vai ser a grande aposta da coligação PSD/CDS para este mandato. Para tanto "atravessamento" só existe uma solução: Estarreja corrida a zebras!!!
«Assim, e tendo em vista os interesses do concelho, há que escolher entre a insistência na contestação e o aproveitamento do tempo para elaborar um caderno de contra-partidas devidamente fundamentado, a ser apresentado e negociado a seu tempo.» Assunção de opinião de Camilo Rego no seu blogue acerca da linha de AV - Aveiro / Salamanca
A tentativa é boa. A chamada de atenção é conveniente e o timing escolhido oferece garantias que ainda se vai muito a tempo de estudar todas as variantes inerentes à construção de um "atravessamento" desta grandeza. É por isso que irei já pegar no meu burro e na minha velinha de mão para que nada falte na hora de negociar as contrapartidas de mais uma espinha "atravessada" na goela do concelho. Ninguém me pode criticar por esta atitude, pois foi assim que os doutores do meu município me ensinaram...
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Crónica d´Avintes
Anatomia do comentário anónimo
É raro eu vir aqui, porque eu trabalho e estou metido em muitas Associações do Concelho, não faço mais porque não tenho disponibilidade para mais, no entanto de cada vês que venho aqui, fico muito desiludido...ofendem-se uns aos outros, criticam tudo e todos...falam mal da terra que vos rodeia. Porquê tanta amargura? Estão infelizes assim tanto com a vossa vida...eh pá...vão dar uma volta, olha vão até África...que isso vos passa num instante. Caso contrário, arregassem as mangase trabalhem, vão ver que nem tempo têm para dizer disparates.
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Do 8 para o 80
*1 - Nunca-jamais-nenhuma-vez-em-tempo-algum, o termo "casa da junta" foi tão bem aplicado para nos referirmos ao local-sede de um executivo de freguesia.
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Ufff... por momentos pensei que fossem 4 anos de outra coisa qualquer
"Paços" de Ferreira
Outra e outras curiosidades do mês
PSD/CDS - 24.871
PS - 13.493
CDU - 2.750
Brancos - 742
Nulos - 624
9 Empresários e Engenheiros
8 Técnicos de qualquer coisa
4 Operários (devem ser comunistas)
3 Gerentes de qualquer coisa
- -existe o "agente de seguros" e o "profissional de seguros". Qual a diferença? O primeiro especializou-se em seguros durante a semana, e o segundo, ao domingo. Por isso é que é "profissional";
- -para o correcto desempenho da função autárquica, destaco a "Doméstica" para meter ordem na casa, a "Supervisora" para ver quem trabalha e quem está na Internet, o "Mecânico" para não deixar os executivos meterem muita água e o "Chefe" pois é sempre bom haver quem mande;
- -os "Reformados" lideram a lista, mas são os "Técnicos de qualquer coisa" os mais abrangentes, profissionalmente falando. Temos os "Técnicos Oficiais de Contas", os "Técnicos Psicossociais", os "Técnicos Superiores" e outro tipo de "Técnicos", que não sendo "oficiais" nem "superiores" aos restantes, são uns meros "Técnicos de Produção" que é aquilo que na minha terra se chama "Técnico de Grua";
- -perante isto só ficou a faltar o "Técnico de Blogue", que poderia ser a profissão de Camilo Rego, José Matos ou Pedro Vaz, mas um é encarregado, outro astrónomo e o terceiro é estudante;
- -como podem verificar não há desempregados, o que é espantoso. Quem vier de fora ainda fica a pensar que Estarreja é um oásis no panorama distrital. Embora exista uma fulana cuja profissão é ser "Licenciada em qualquer coisa" o que é quase o mesmo que estar no desemprego;
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Hoje, 21h30, Paços do Concelho
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Curiosidade do mês
sábado, 24 de Outubro de 2009
É pá, ainda não me indignei hoje
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Piores que uma rameira de estrada
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Estarreja e a Guerra das Estrelas - Episódio II A vingança dos Matos
Os rebeldes socialistas tinham a orquestra bem ensaiada. Os jovens aprendizes montaram um vídeo onde cantavam e dançavam com o intuito de entreter as forças do mal e enquanto isso, 'Obi Wan' Mendonça aproveitava a distracção geral e alagava o centro de operações onde funcionavam os altos comandos dos 'Dark Lords of the Sith' do PSD. Desde a linha do TGV (Transporte Galáctivo em Via-férra) até à turbina do reactor da cidade, tudo ficaria debaixo de água, e deste modo, com o pânico instalado seria muito mais fácil penetrar com as naves e derrubar o Império Eduardiano. O plano estava de facto bem gizado e tudo parecia correr sob boa combustão. Até o frodo Marco 'Han Solo' de Braga, um viscoso mercenário que sempre trabalhou fielmente por quem lhe pagasse mais, ajudou à festa dando tiros nos pés e enrodilhando os dedos de tal forma que se espetou num asteróide, pois as coordenadas de voo inseridas no piloto automático da sua Millenium Falcon tinham sido adulteradas pelo próprio.

Starring: José Valente as 'Vice Roy Gunray'

Em foco, no Volume 1 desta saga, esteve 'Amídala' Marisa 'Padmé', sempre interventiva, lutando lado a lado com 'Obi Wan' Mendonça pela independência municipal. Mas o elenco mudou - quase todo - para a realização deste Volume 2 e a participação de Marisa 'Padmé' ficou reduzida a um ou dois grafites nos murais citadinos, impedindo-a assim de chegar ao almejado Óscar da academia. Aproveitando-se do silêncio de Marisa, o infame general Jacinto 'Grivious' atacou-a sem contemplações, aproveitando-se da sua condição de guerreiro desconhecido para mostrar truques de combate até aí pouco conhecidos do público em geral. Jacinto 'Grivious' só atacava nas entrelinhas, ao contrário da normalidade, que é atacar por entre as linhas inimigas. Estratégia hilariante, embora ineficaz. .jpg)
Also starring: Mário Simão as 'Chewbacca' and Marco Braga as 'Han Solo'
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E quantos aos outros ilustres actores do Volume 1?
Pois bem, o tirânico José Augusto 'Darth Vader' chegou a dar a impressão de estar fora de combate por uns tempos, pois descobriu que o seu raio laser lhe tinha proporcionado um filho, mas assim que regressou da paternidade ninguém mais o parou e voltou à velha táctica do esmagamento mental. Um a um, os rebeldes socialistas foram caindo ao manuseio do seu "light-saber". Sabre que agora era de cor azul, sinónimo de poderes redobrados após o parto.
Já o Chanceler 'Palpatine' de Matos mantinha as suas tácticas costumeiras, entregando o trabalho sujo ao seus gregários e tomando em mãos a responsabilidade de ir inaugurando novas "estações" espaciais na reserva natural de Canelas, assim como cais de acoplagem de naves fluviais no sub-sistema do Mourão e na lua de Salreu. 'Palpatine' de Matos também criou novas "vias", não só a Láctea como a das Patas. O excêntrico 'Tino of the Sith' observava de perto todos os passos do seu mentor 'Palpatine' de Matos. Se ele inaugurava, Tino estava lá. Se 'Palpatine' calcorreava, Tino justaponha-se-lhe. Se 'Palpatine' mandava, Tino obedecia. Digamos que 'Tino of the Sith' ia cumprindo todas as fases de treinamento rumo à categoria de Master do "darkside". Um patamar apenas ao alcance dos predestinados, mas o 'Chanceler' sabia bem quem tinha a seu lado. Já o 'Chewbacca' Simão Mário assistia a tudo de longe, limitando-se a enviar impropérios via FACEBOOK..jpg)
Also also starring: Tino of the Sith as 'himself'
Mas não se pense que era apenas o Império que angariava lutadores para a sua causa. Do outro lado do sistema, 'Obi Wan' Mendonça conseguiu "mendonzear" dezenas de guerreiros, alguns deles até aí impensáveis de ver a seu lado, como o irrequieto ancião 'cunhabeliano'. Um superior militar perito em desfazer adversários através de asperoso vernáculo. A fluidez substantiva do ancião não tinha paralelo, fosse o paralelo 33 ou qualquer outro paralelipípedo conhecido. Para o ajudar no caso de conseguir penetrar nas forças defensivas do Império, 'Obi Wan' Mendonça arregimentou o até então desterrado Marechal José 'Gunray' Valente, para ser coadjuvado pelo pequeno robot de protocolo 'PedroR2Vaz', habituado que estava o pequenote a prestar assistência à 3ª idade, como aconteceu com a eleição do Senador Organa Vital à confederação europeia..jpg)
Special guest: Pedro Vaz as 'R2D2'
O povo permanecia na dúvida. Lutar por quem? Pela continuidade da escravidão Imperial ou pela hipótese de luz ao fundo do buraco negro? Manter o hábito de comer carne assada de porco espetado no sabre, ou mudar de rumo e passar a comer caviar na península autóctone da cidade do Carnaval? Optar entre o "darkside" ou a "lagoa azul"? Como dizia vezes sem conta o master 'Obi Wan' Mendonça antes de cada debate radiofónico: alea jacta est!
Mas um volte-face inesperado marcou a contenda...
Ninguém contava com a "morada aberta" do templo Jedi socialista, que de tão aberta que estava, certa noite, os senhores do lado negro entraram pelo interior da sede politica e roubaram-lhes o disco rígido do computador de bordo onde constavam todos os planos de ataque ao Império. Começou aqui a derrocada dos rebeldes. 'Obi Wan' Mendonça ficou piurso. No dia da batalha, o dia 11 do mês Balança do ano bilionésimo nono, desencadearam-se maquiavélicos confrontos em 7 luas e 2 sistemas planetários da Galáxia. Apenas na lua de Avanca os rebeldes Jedis foram bem sucedidos. A lua de Canelas foi perdida na recta final dos confrontos e as restantes foram uma razia absoluta de sangue Jedi. Então na lua de Pardilhó, eles foram completamente dizimados e quase que até os "gremlins" da CDU os comiam vivos, como se não bastasse. 
Writers: 'Chewbacca' Simão Mário and Marco 'Han Solo' de Braga
Muitos Jedis socialistas pereceram. Outros saíram queimados e outros desapareceram no vácuo. Após os cânticos vitoriosos perpetrados pelos súbditos coligados ao Império, ficou um ambiente soturno na Galáxia, apenas interrompido por uma ou outra gaitada de nave inter-estelar de alta rotação. As bandeiras com as cores do Império sairam às ruas. Os corpos moribundos foram enviados para valas comuns. Quem melhor que o tenente Adolfo 'Darth' Vidal para executar esse serviço?
Special participation: ancião 'cunhabeliano'
'Obi Wan' Mendonça refugiou-se em Naboo, constelação do "Couto". 'Gunray' Valente fugiu para Tatooine, quasar pertencente a Salreu. 'PedroR2Vaz' exagerou na fuga e mudou-se para Angola. 'Amidala' Marisa 'Padmé' ainda hoje não recuperou da refrega e continua sem saber se permanece em Estarreja, onde tem como missão julgar casos de Jedis desavindos com créditos mal parados, ou se emigra para a galáxia longínqua de Lisboa, para se aliar a novos guerrilheiros da Esquerda planetária. Se Maria 'Madalena' de Belém subir a escada governamental, 'Padmé' também subirá. Até os blogues locais - cobardes maledicentes que mais não fazem que lançar foguetes de longe a coberto do anonimato - sucumbiram à força impiedosa dos números.
And the Óscar goes to: General Jacinto 'Grivious'
Este cruel desfecho implica que a Estrela da Morte continue a espalhar o seu terror durante mais 4 anos. Que sejam anos-luz, pelo menos. As águas vão ser inflacionadas e cortadas a quem não as quiser/puder pagar. O PDM terrestre, responsável pelas regras de construção das colónias de refugiados, continuará a ser revisto a passo de nano-caracol. O EcoParque de papel manterá a sua politica de recepção de boas vindas a pequenos e incipientes quiosques monolaborais. Os aborígenes em fim de vida continuarão a ser resgatados anualmente para lavagem cerebral em local de baile lá para os lados da Quinta Dimensão. Os comensais do Império irão continuar a alimentar-se do mesmo gamelo. Uma bacia de retenção poderá ser construída, para onde virão descarregar os dejectos humanos oriundos da Estrela da Morte. A Galáxia estarrejense continuará a ser governada por nómadas que habitam outras constelações e apenas cá vêm "assinar" o ponto. Que o "assinem" correctamente, é o minimo que se pede...
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
O que pensou F. Mendonça assim que se apercebeu dos resultados
Só mesmo um Ulisses para executar o serviço...
Ulisses Manuel, líder do PSD Aveiro, Diário de Aveiro, 15/10/09
...até porque nesse dia o Hércules não está disponível e o Sansão tem não sei quê lá em casa da Dalila!
O ataque dos clones Matos
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
O cortejo da vitória
Para quem não sabe, os partidos têm gente especialmente preparada para efectuar este tipo de trabalho. São os chamados "Fangios" pós-eleitorais. São treinados para sair à rua apenas depois das eleições. E atenção que o trabalho desta gente tem muita importância. A sociedade precisa deles. É que nos confins de algumas freguesias, ainda há residentes sem acesso ao saneamento, à Internet, à rede móvel ou ao Jornal de Estarreja, portanto, sem acesso à informação. Estes residentes do interior concelhio não se podem dar ao luxo de consultar os resultados enquanto cagam, como faz qualquer um de nós que habita o litoral. Não só porque a informação em folha de papel não lá chega, como a sanita não está ligada a qualquer conduta de evasão.
É aqui que entram os "Fangios". Através das estridentes buzinadelas levadas a cabo por volta das 10h da noite, é possível à população saber instantaneamente quem ganhou a eleição. Alguns até já estão deitados, mas deixam a janela entreaberta para assim receber a informação sonora. Quando as buzinadelas são potentes, nota-se que são provenientes de veículos de alta cilindrada, logo, é sinal que ganhou o PSD. Quando as buzinadelas são frouxas e provenientes de carros em 2ª mão, ganhou o PS. Foi assim, através dos tons das buzinas, que me habituei a ter conhecimento dos resultados eleitorais, antes de haver telemóveis e Internet.
Contudo, este acto festivo de derreter pneu, gastar embraiagem e queimar gasosa, só porque se ganhou uma eleição, deixa-me perplexo perante alguns imbróglios levantados durante a campanha. Então não foram alguns elementos da coligação que questionaram de onde viria o financiamento da "campanha agressiva" - palavras do Diário de Aveiro - realizada pelo PS? Ai agora que ganharam já deixaram de ser poupadinhos, não se importam mais com a crise do petróleo e já se esqueceram dos 4 pneus novos que vão ter que meter no fim do mês para levar a carroça à revisão?
sábado, 17 de Outubro de 2009
Crónica em cadeia - Do Jacinto para a prisão
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Anónimos que se assumem como tal
Já não recebia um pedido tão ternurento como este, publicado no Jornal de Estarreja desta semana, desde o dia em que a minha senhora me injuriou com recurso à utilização de vernáculo hediondo, só porque eu lhe entrei pela casa dentro com as galochas da vacaria cheias de estrume, deixando o tapete da entrada mais asqueroso que uma bacia de retenção repleta de moscas em tarde de sol intenso.
