Não sei quem é - nem nunca tinha ouvido falar na personagem - o pároco António Antão, natural de Salreu e que 'lecciona' na paróquia de Oliveirinha, mas pelo que é constado, pode vir a tornar-se no próximo 'cromo' de estimação deste blogue (é que já cá tínhamos 'poucos').
Diário de Aveiro - 02/06/11
Quando deparei-me com o titulo desta noticia pensei, numa primeira fase, que as "agressões" fossem de carácter carnal e que a mulher, de 35 anos, tivesse sido sexualmente molestada pelo cónego, de 89. Seria, portanto, uma noticia 'normal' para os dias que correm. Mas, não... afinal o prior "investiu" contra a paroquiana unicamente por causa de uma "CONVERSA" acerca de uma certidão de crisma 'concluído'.
É lamentável que, em pleno Séc. XXI, tanto com o 'simplex' de Sócrates como com a 'abertura' da Igreja Católica às novas tecnologias, ainda não seja possível obter uma certidão desta natureza na Internet e seja preciso ir chatear os padres... mas, adiante.
«Entretanto, pelo meio da conversa, prossegue a mulher, "começou a insinuar que eu já me tinha prostituído (...) nessa altura, já lá estavam mais pessoas, que estavam a ouvir tudo, e eu avisei-o de que o podia processar por difamação".»
Confesso que não consigo entender esta passagem, nomeadamente, o motivo da acção judicial contra um representante de Deus na Terra, o que é sempre perigoso, por causa das línguas de fogo e tal. A senhora "pode processá-lo" porque aquilo que ele insinuou é totalmente falso? Ou "pode processá-lo", simplesmente, porque estavam lá mais pessoas a assistir à fantochada, independentemente do juízo do padre ser, ou não, uma calúnia?
Ou será que o motivo do processo prende-se com o facto do padre não ter respeitado o sigilo profissional no que a serviços de confessionário diz respeito?
Uiiii... que esta foi forte!!!!
Bom, para bem de ambos - especialmente da senhora - espero que quando forem a tribunal, as testemunhas arroladas sejam apenas as que estavam presentes na Igreja quando se deu o acontecimento, senão começa já a ser muita gente a saber.
«Acertou-me com um murro no ouvido e arranhou-me num peito e num braço... continuou a agredir-me enquanto cospia para o chão (...) calculo que já esteja senil, por causa dos seus quase 90 anos.»
Acredito que o homem seja senil, sim, mas isso não é responsabilidade da idade. Qualquer um, que escolha ir para padre, é pessoa que não 'bate' bem da bola e só pode, de facto, ser senil... tenha 18, 36 ou 99 anos. Mas, para compensar a senilidade, o pároco apresenta uma forma física invejável, tendo conseguido 'derreter' à porrada uma pessoa mais nova, com apenas um terço da sua idade.
Eu, se estivesse no lugar desta senhora, teria optado por ficar mudo(a) - e muito menos chamar a comunicação social - e assim tentar evitar cair na ridícula situação dos leitores do Diário de Aveiro descobrirem que fui espancado(a) por um 'padre-hércules' de 89 anos.
E clamo, agora, a vossa especial atenção para as declarações do marido da 'vitima': «o senhor prior passou uma grande parte da missa a criticar as mulheres que usam saias (...) isto dá uma má imagem à Igreja.»
Deixem-me rir durante alguns minutos e já faço a minha análise a esta sentença.
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Ai Meu Deus!!!
Desde há muito que não me ria assim.
Não quero precisar mas, desde a última vez, mais ou menos.
Ora bem, já recomposto, quero aqui escrever que apoio o padre a 200%, nesta severa reprimenda que faz às mulheres. Realmente não se percebe. Porque é que as mulheres vão à missa de saia e deixam o 'bikini' em casa? Ainda por cima com este calor doentio que tem estado? Ora aí estava uma forma de transformar, a "má imagem" da Igreja, numa imagem 'boa' e até aposto que este maridão protector também não se importava (isto, se é que ele frequentou alguma missa nos últimos 15 anos, pois cá para mim, enquanto a sua esposa era 'devorada' pelo 'padre-rambo' e talvez por algum dos seus acólitos, o individuo estava em casa a ver televisão com uma cerveja na mão e com a outra a coçar os... dedos dos pés).
Entretanto apareceu um 'popular' nas redondezas e por consequência, entrou directamente para a noticia. Confesso que, ao aproximar-me do final da reportagem, comecei a sentir uma certa angústia, precisamente porque faltava-me ler apenas 2 parágrafos e ainda ninguém tinha entrevistado o popular do 'costume'. No 'post' das prostitutas de Albergaria, se bem se recordam, havia um popular - até mais que um - e é óbvio que esta reportagem, sobre problemas no clero de Oliveirinha, só ficaria concluída com chave d´ouro se algum popular se predispusesse a prestar algumas declarações que atestassem a veracidade dos factos. Ou não.
«Ele está aqui há mais de 50 anos e eu nunca gostei dele (...) já levantou muitas vezes a mão (...) já não está mentalmente são para ser padre (...) se aparecer um abaixo-assinado para o afastar tenho a certeza de que quase todos vão assiná-lo.»
Raios!! Eu, que até nem gosto de padres - incluíndo os que eventualmente são sãos - começo a sentir pena deste em especial - mesmo sabendo que o homem já não é tenrinho como outros padres mais viçosos, cujos as devotas tanto apreciam. A idade não perdoa e 50 anos a 'conviver' sempre com o mesmo pároco dá cabo de qualquer 'rata-da-sacristia'. É que os defeitos do padre passam a sobrepor-se às suas qualidades e isso não é bom para quem, como as paroquianas, frequenta regularmente o púlpito, a sacristia e a sala das opas.
Um abaixo-assinado? É a típica conversa de 'popular' e é por isso que eu gosto tanto dos populares. Se fosse preciso assinar uma merda de um papel para requerer a manutenção do serviço de um centro de saúde, ou reclamar por melhores condições numa qualquer escola, ninguém se prontificava a assinar o dito rabisco e muito menos teriam tempo a perder com tais ninharias. Mas, como é para expulsar um padre, a mobilização da paróquia é praticamente de 100%. Oxalá que a taxa de afluência às urnas da população de Oliveirinha, no próximo domingo eleitoral, seja idêntica à mobilização popular em torno de um padre flatulento.
Perante isto, os meus votos para este padre de Salreu, são: amigo pastor, se o seu fim for mesmo esse - o de ser expulso pelos cordeiros e cabras que tanto trabalho lhe deram a ordenhar durante 50 anos de devoção à paróquia de Oliveirinha - venha exercer os seus serviços para Fermelã, porque aqui dá-se prioridade à experiência e ainda pode 'valorizar-se' mais um bocadinho, antes de atingir os 100. Se eles na Junta duram tanto, na paróquia, com a ajuda divina, ainda mais.