Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

A impreparação dos turistas

Turista em pleno centro da cidade: Olhem, por favor, sabem indicar onde fica o "complexo de... de... de... desporto... qualquer coisa de desporto"... ?
Nativo local:  Complexo de Desporto e Lazer de Estarreja, certo?
Turista: Sim sim, é isso!
Nativo: Pronto, o nome é esse apesar de ser uma piscina.
Olhe... segue por aqui, vira ali, contorna acolá e quando chegar ao Pingo Doce, é lá.
Turista (com ar de quem ficou com a orientação espacial ainda mais retorcida): Ok, muito obrigada.

Este diálogo intenso e recheado de comicidade remeteu-me para um inesquecível diálogo que mantive no Bioria com outra turista.

Turista: Boa tarde. Sabe informar-me onde fica o percurso de Salreu?
Coelho: Você está com os pés nele.
Turista: Então mas não existe ninguém para mostrar?
Coelho: Não faço a mínima ideia. O barracão deles por acaso até está fechado. Mas isto é fácil, se for por ali tem que virar sempre para a sua direita, excepto num local em que deve virar à esquerda. Se for por aqui tem que virar sempre à sua esquerda, excepto no tal local.
Mas se vocês se perderem, isso tem placas por aí espalhadas!!!
Turista (com ar de quem ficou com as voltas todas trocadas): Ok, obrigado.

É sempre reconfortante saber que em Estarreja existe sempre um nativo prontificado a ajudar os turistas perdidos. Ainda vou fazer vida disto... um balcãozinho de orientações geográficas em plena Praça Francisco Barbosa e ganho mais que qualquer vereador!

Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

Ide todos para o Congresso que vos pariu

"...temos 430 mil cidadãos cultos e saudáveis..."
"...fiquei surpreendido que a população desconheça a quantidade de eventos culturais que decorrem na região..."
José Eduardo de Matos, na abertura do Congresso da Região de Aveiro

Esta coisa de ser 'culto' e 'saudável' depende muito do conceito de cada um. Para José Eduardo ser 'culto' é ir ao teatro. Para mim é saber onde é que a gasolina e a alimentação estão mais baratas. Para José Eduardo ser 'saudável' é realizar umas partidas nos novos campos de 'squash' ou umas caminhadas no Parque Municipal de Estarreja. Para mim é morar o mais longe possível de Estarreja e do seu parque quimico.

Tal como escrevi no inicio, depende muito do conceito e das necessidades de cada um, a menos que três sessões semanais de teatro ajudem a pagar o meu carro, a casa, as facturas, a farmácia e o infantário, etc.

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Mais um fenómeno totalmente 'made in' Estarreja (também chamados 'filhos-da-terra')

A freguesia de Canelas, localizada na sub-desenvolvida região de Estarreja, é considerada uma das localidades portuguesas com maior distribuição de 'doutores' tendo em conta a sua dimensão geográfica. Isto apesar de andar sempre às voltas com falta de médicos no seu centro de saúde.
É também uma das localidades com maior profusão de empreitadas eleitorais em véspera de autárquicas. Por lá faz-se em 2 meses aquilo que não se fez durante o resto do quadriénio.
Para finalizar, é também uma zona vinicula reconhecida além-município, constituída por gentes bastante apreciadoras de uma boa espetada de porco, com um cartaz cultural que não pede favores às capitais europeias da cultura que por aí circulam, exímios patinadores em velocidade (chegam a ganhar mais medalhas numa única competição de patins do que a China num campeonato mundial de ginástica) e inúmeras outras referências em diversas áreas da sociedade, como por exemplo na música (banda filarmónica centenária), no ramo automóvel (stands e mais stands espalhados pelas bermas da EN109), na industria agrícola (Canelas tem as melhores vacas da região, segundo a classificação do exigente júri da Agrovouga) e na vigarice profissional.


O ilustre Vítor Pinto da Costa faz parte do imenso leque de 'doutores' canelenses que na verdade nunca chegaram a sê-lo, mas são. Vítor Pinto da Costa não conseguiu o doutoramento pela habitual via académica mas atingiu-o por outros meios: o trabalho de campo!
Vítor Pinto da Costa é uma espécie de Braulio, embora em versão muito mais vanguardista. Basta ver que Vítor Pinto da Costa é 'filho-da-terra' de Canelas - freguesia dos 'doutores' - e Braulio é 'filho-da-terra' de Fermelã - terra dos agricultores. Um anda de Opel e o outro de Porsche. Enquanto D. Braulio vê-se 'negro' para conseguir aparecer nas medíocres páginas do social local, Vítor Pinto da Costa é regularmente noticia no Público, na Visão, Correio da Manhã, entre outros.
Vítor Pinto da Costa é realmente um fenómeno, não só por carregar um apelido tão distinto, como também por possuir mais empresas em seu nome do que o Sporting tem grupos directivos e comissões administrativas. Não é fácil mas ele consegue-o.


Contudo, entre D. Braulio e Vítor Pinto da Costa também se arranjam semelhanças. Resta saber se Vítor Pinto da Costa também vota PSD.
D. Braulio é muito conhecido por ser um indivíduo aéreo, já Vítor Pinto da Costa notabilizou-se pelo seu percurso no negócio da aviação. Portanto, ambos passam a vida na troposfera.
Um tentou que a sua passagem pela superfície terrestre fosse constituída por uma vida de 'luxo' e o outro, mais ágil e escorreito, enveredou pela 'Air Luxor', que é muito mais chique e dá prestigio.
Um e outro são também especialistas de primeira linha em levar gente à falência, a diferença é que um vai depenando uma pessoa de cada vez e o outro é aos magotes em cada oportunidade que lhe aparece.
Por falar em 'depenar', Vítor Pinto da Costa, não contente com a sua actuação no sector da aviação, também interessou-se pelo negócio aviário, ou seja, a atracção por coisas que voam manteve-se.


Esqueceu-se é que os frangos - ao contrário dos aviões - para dar lucro têm que ser alimentados. Ou então foi algum dos fieis capangas que lhe assessoriam os negócios e protegem o seu escalpo, que se esqueceu de o avisar. Resultado, milhares de aves foram à vida e o afamado empresário passou a ser conhecido pelo cognome de Vítor Pintos em Bosta.


É realmente um Ás do mundo empresarial e apenas lamento que a imprensa de Estarreja perca tempo entrevistando 'filhos-da-terra' tão sem interesse, como caçadores escritores, emigradas no Bangladesh, cónegos-da-fundação-não-sei-das-quantas, etc., quando aqui bem perto, num aviário de Oliveira de Azeméis, existe um 'filho-da-terra' com uma experiência de vida extremamente enriquecedora, exemplo benigno para as legiões de jovens gestores e empresários locais que estão agora a iniciar a vida profissional, um tipo que podia até palestrar nas escolas básicas da zona como forma de motivar esta triste 'estudantada', que passa a vida a reclamar que depois do ensino vem o desemprego, quando toda a gente sabe que com Vítor Pinto da Costa isso não é verdade. No ponto de vista de Vítor Pinto da Costa as oportunidades são para se aproveitar. Seja um Boeing 797 ou um frango de criação. Desde que voe, tanto faz!!


E por aqui me fico nesta temática, pois não sou grande apreciador de rebentamento de petardos, tentativas de atropelamento, quadros eléctricos destruídos, intimidações e ameaças de morte.
E da própria carne de frango posso dizer que já fui muito mais adepto.
Eu agora é mais carne de avestruz.
Tenho noção que poderá não ser tão rentável mas, como avestruz é bicho que não voa, tenho a certeza que Vítor Pinto da Costa jamais se interessará por esta área e não virá por aí de rompante tentar estragar o meu negócio... coisa em que ele é perito!!!


Como é que uma paróquia tão mesquinha e enfezada como Canelas, produz tanta matéria de qualidade???


Não sabemos...

Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Próxima empreitada da JF Canelas

Ponte levadiça na Marina

...para permitir a passagem dos veleiros até ao ancoradouro

Resultado da votação popular: "um nome para a ponte"



Outros resultados:
Ponte Abílio Silveira 23.33%
Ponte para lado nenhum 13.33%
Ponte Coelho Tinhoso 10%
Ponte para o outro lado 6.67%
Ponte Sem Nome 6.67%
Ponte sobre o Antuã 3.33%
Ponte Delgada 0%
Ponte Largada 0%
Pontes Rosa 0%
Ponte 28 de Setembro (ou outra data qualquer) 0%

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Aí está a primeira medida política adoptada pela nova direcção da Concelhia da JSD


Sábado, 26 de Março · 20:00 - 23:00
Local: Restaurante Tivoli - Estarreja
Ementa: entradas, sopa, grelhada mista, bebidas e café
Preço: 9 Euros

Observação: é de facto uma medida política de enaltecer e a JSD está de parabéns por ter tido a coragem, a desenvoltura e o arrojo necessários, para mexer neste periclitante 'dossier'. Há que manter as tradições gastronómicas locais e não deixar cair as tainadas políticas. Assim eles estão de facto no "Bom Caminho". No entanto, aquilo que mais impressiona nesta análise meramente superficial é que trata-se da primeira vez que tomo conhecimento de uma comezaina que tem horário estipulado para começar e para... TERMINAR. Geralmente, quando tomamos parte nestes 'comicios', temos horas marcadas para sentar à mesa mas a partir desse momento o tempo passa para segundo plano. Os relógios saem dos pulsos e os telemóveis ficam no carro. A menos que se trate do telemóvel do Dr. Sabina, que anda sempre grudado na palma da sua mão como se fosse algum tumor benigno que foi desenvolvendo com o tempo e com o avolumar de responsabilidades. Mas, exceptuando o epifenómeno atrás mencionado, a regra é desligar celulares, concentrar ao máximo no desempenho da função, esgrimir argumentos com os parceiros do lado e da mesa da frente e ficar por lá até às três, quatro ou cinco da manhã... o horário para finalizar a reunião é totalmente irrelevante quando se trata de discutir a actualidade e encontrar soluções de 'fundo', ainda para mais quando se começa a ver o 'fundo' ao garrafão.
Abandonar o local apenas no dia seguinte é também perfeitamente aceitável, assim como ficar uma semana completa ligado às máquinas, embora não seja muito comum, compreende-se que também possa suceder.
Agora, ser obrigado a abandonar o barco às 23h? ...ainda a noite é uma criança? Com a agravante de ter que dar 9€?
SUMA-SE!!!
É pá (!!!) ... eu sei que a maior parte desta malta é jovem, têm que deitar cedo e tal mas não é preciso exagerar!!! Portanto, ainda estou a pensar muito seriamente se irei assinar a inscrição para o I Mega Jantar, até porque não estou com muita vontade de chegar às 23h e ter que 'levar' com o Vitinho a mandar a malta para a cama.

"Está na hora da caminha
vamos lá dormir
vê na porta a JSD
a mandar sair..."

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

"Projectos"

Se fosse possível fundir o "projecto" Mendonça de 'alagar' Estarreja com o "projecto" Zé Eduardo de 'atravessar' Estarreja, o resultado final seria capaz de ser parecido mais ou menos com isto:


Não esquecendo que qualquer travessia, pedonal, rodoviária ou até aérea, possui sempre o seu caderno de normas:

Enfim, são "projectos"!!!

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Os meu votos de boa sorte para a edição 2011

...até porque Carnaval é sempre que a malta quiser!
(desde que não dê prejuízo)


Ps: o Presidente da Associação Carnavalesca fez grande segredinho acerca da identidade do Rei. Querem ver que o Rei é anónimo? Querem ver que o Rei é quem menos se espera? Querem ver que...?

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Pause

'Aviscosidades' inicia hoje um micro-período de férias. Este micro, só para as pessoas terem uma ideia, é maior que o Roxico mas mais pequeno que 'o' de um individuo de raça negra. Dizem que lá no Sudão vem tudo em macro. Mas o meu não, o meu é micro. É um micro que poderia perfeitamente ser colocado antes da palavra 'empresa' e assim ter lugar no EcoParque. Por acaso tenho uma prima que trabalha lá para esses lados, mas o dela é Micra. Ganha pouco e tal, e depois o chulo ainda lhe leva o resto. Ainda por cima faz como alguns patrões e controla as vezes que ela vai ao WC. O que vale é que ela não tem eucalipto certo. Bom, não interessa. Até à minha volta, os Exmos. anónimos - sejam de Estarreja ou de Albergaria - têm muita matéria - cuidadosamente depositada por aí abaixo - para consumir com avidez. Este blogue assemelha-se muito à berma da estrada da EN1 e eu não quero que vos falte nada. Desde que paguem, obviamente. É que isto sem apoios não pode ser.

A carta do munícipe que nunca chegou a ser publicada no boletim quadrimestral por falta de espaço

Olá, Exmo. Sr. Presidente da Câmara,

não sou morador de Estarreja mas frequento a mesma uma vez por semana, para fazer a ronda às gasolineiras abastadas aí do vosso município. Semana após semana, são visíveis as melhorias e a evolução desta cidade, nomeadamente ao nível do arranjo das vias rodoviárias, vias essas que eu e o meu bando utilizamos para efectuar a fuga à bófia. Venho por este meio felicitá-lo pelo excelente trabalho desenvolvido, pois no concelho onde resido é praticamente impossível roubar um posto de combustível ou uma estação dos CTT, sem empenar a jante ou até mesmo furar o pneu da viatura 50, metros mais adiante. É também com inesgotável agrado que o parabenizo, em nome de toda a classe fora-da-lei do distrito, pela obra que levou a cabo na nova Piscina Municipal, apesar de não ter sido Sua Excª a lixar o coiro na empreitada, durante estes meses de frio e chuva. O problema é que não conheço a identidade dos trolhas que efectivamente lá trabalharam e assim, quem arrecada sempre os louros, é a sua pessoa. Deixe, contudo, que faça um pequeno reparo relativamente ao estado da via, pois torna-se uma missão deveras dificultada um gaijo planear um assalto à estrutura, sabendo que o estado da via é totalmente deplorável entre a Piscina e o campo da bola do CDE. Não há condições e ainda por cima escapar pelo lado do Pingo Doce está fora de questão devido aos semáforos, cruzamentos, passadeiras e toda essa merda que impede o sucesso do furto. Asfaltar esta estrada seria a melhor hipótese. Por diversas vezes já foi dado a conhecer a Vª Excª essa mesma necessidade, tendo mesmo ficado prometido que esta situação iria ser resolvida em 2010 e até agora nada!

Estou a escrever para o cumprimentar - portanto, OLÁ - e dar os meus  sinceros parabéns pela forma como governa a Câmara e por, em tão pouco tempo, já ter feito muito pela cidade de Estarreja e pelos seus arrumadores. Se há coisa que eu não suporto é concorrência e Estarreja é hoje um lugar com mais oportunidades de assalto para os vilões portugueses, agora que essa corja de ciganada de leste foi toda corrida para a Forca-Vouga de Aveiro.
Ora aí está mais uma prova da sua boa vontade e bom empenho de Presidente apesar de muitas vezes ter de remar contra a maré. Deve ser por isso que a sua bateira ficou encalhada na rotunda da Caixa, começou a remar em seco e apeou o casco. Porém, os meus parabéns não circunscrevem-se apenas ao concelho de Estarreja e suas 7 freguesias. A minha localidade também evoluiu bastante graças a si e aos seus actos de benemérito. Sarrazola é hoje uma freguesia com uma obra social bastante avançada, se comparada com a realidade de há 10 anos. No tempo do Vladimiro, Sarrazola não era nada!!! Também lhe concedo graças por tudo aquilo que fez na Quinta do Gato, quer pelo aproveitamento do espaço que está fantástico, quer pela oportunidade de termos um espaço convidativo para o lazer, desporto, crianças e convívio em geral. O mundo é hoje um lugar melhor graças à benevolência e aos projectos por si encabeçados. Deixe que lhe diga que até o meu casamento melhorou desde a sua entrada em funções. Você - espero que me desculpe - é o Ghandi reencarnado!!! As suas doses industriais de generosidade davam para atafulhar um EcoParque. Eu bem sei quem é que merecia um Nobel, uma estátua, uma medalha de mérito e uma condecoração presidencial. Mas a sociedade moderna não é justa, baseia-se na inveja e na dor de cotovelo, ainda vive na mais santa das ignorâncias e não sabe reconhecer bondosos samaritanos como Sua Excª, que tanta obra fazem e muitas das vezes em prejuízo próprio, sem horas para chegar a casa, sem pausa para almoço e ganhando pouco mais que um salário mínimo. Às vezes, dá até a impressão que é mais fácil distinguir honorificamente quem nada faz na vida em vez dos honrados filantropos que, desinteressadamente, tanto trabalham em prol de uma comunidade e lutam pelo bem estar e felicidade dos povos. Estas merdas indignam-me e compreendo perfeitamente que as pessoas de bem, por vezes, optem por largar tudo e encarrilem pelo ramo da bandidagem. Falo por experiência própria, que assalto gasolineiras desde a crise do Outono de 2005, quando lançaram o primeiro Orçamento de Estado que veio foder isto tudo. Mas você Sr. Presidente, um profundo 'gentleman' da causa pública, não tem culpa de nada disto. Aliás, a culpa consigo morre solteira. O Parque Municipal tem estado às escuras e duas moças já foram violadas contra a parede da vertente nordeste do café do Parque, a mais ventosa do recinto, mas a culpa é desse Vladimiro da treta, que não acautelou a situação dos ventos.  Que o Sr. Presidente e os seus colaboradores, continuem a desenvolver projectos desta qualidade e a trilhar este caminho, sem dúvida o "melhor caminho".

Do sempre seu, amigo e admirador, Beto Mãos Largas
Sarrazola 2011

O síndrome "Andy Kaufman"

Regra geral, tirando uma ou outra 'urgência', frequento a cidade de Estarreja para aí de uns 8 em 8 dias. Curiosamente, esse é exactamente o mesmo período de tempo que o Jornal de Estarreja demora a chegar à minha casa, exceptuando uma ou outra semana em que o feriado calha à 6ª feira. Isto tudo só para estabelecer um ponto de comparação entre as saídas do Jornal, as minhas idas à cidade e a evolução dessa mesma cidade.

De facto, praticamente todas as semanas fico boquiaberto - com os tais 8 dias de intervalo - com a tonelada de empreitadas camarárias que o Jornal de Estarreja faz menção de publicar. Porém, sempre que viajo até à cidade - após os tais 8 dias de reclusão na província - fico com a sensação que Estarreja está sempre na mesma. Mas que caralho fazem às obras bonitas que enfeitam as páginas do Jornal a cada ciclo de 8 dias? Guardam-nas na gaveta? Alguém as rouba? Fogem para outro município? Então mas um gajo fica estupefacto de 8 em 8 dias para nada? Um gajo cria ilusões na cabeça mas depois quando chega ao local não está lá nada? Ou será que está, mas eu é que não vejo? O problema será meu? Ou será do Jornal? Sim, porque da Câmara não é de certeza...

Nota: o síndrome "Andy Kaufman"  é quando um gajo compra bilhete para ir assistir a uma peça de comédia e quando lá chega o artista passa o espectáculo todo a declamar poesia.

Perdidos (mas achados)

«Como sempre vivi num mundo de fantasia...escrevi então uma história sobre criaturas e lugares imaginários...desde então, a personagem principal, a sereia, sempre viveu dentro de mim, e considerei que agora era o momento indicado para a dar a conhecer...»
Ana Mafalda Pais Pinto [AQUI]

Tal como a Ana Mafalda, eu também criei uma história sobre criaturas e suas aventuras em lugares imaginários. Mas nunca a Câmara Municipal me apoiou, porque em vez de uma 'sereia', a personagem principal era um político obeso muito parecido com um 'hobbit', acompanhado de uma compacta vereadora que dá sempre a impressão que está acabadinha de chegar das gravações do 'Lost', tão misteriosa e enigmática é a sua actuação 'vereativa', e de 3 simpáticos vereadores, por sinal bastante "amigos", cujos recadinhos que vão enviando uns aos outros fazem muito lembrar o 'Lost in Translation'. Ainda por cima, um deles também possui uma Scarlet.
Chamava-se 'O Senhor das Águas e a Irmandade do Farnel'.
Mas neste país não há apoios!!
Lamentável!!

reciproCIDADES

Parece que os leitores do portal de Albergaria [AQUI] apreciaram e soltaram algumas gargalhadas por causa do 'post' de Aviscosidades' acerca da guerra de prostitutas por pinhais e bermas de estrada de Albergaria-a-Velha, pelo menos a avaliar pela caixa de comentários da referida ligação. É realmente uma frente de combate bastante interessante de acompanhar e lamenta-se apenas que as tv´s deste país optem pelo Egipto, quando aqui bem perto a disPUTA é muito mais acalorada.

Não obstante, posso afirmar que o sentimento é mútuo. Eu explico. Eles preferem os 'blogues' de cá e nós preferimos as 'pêgas' de lá*. No fundo, trata-se de 'mexer' em mixórdia, tanto numa como noutra situação.


* as 'novas'. Não as 'fora' da validade.

Outras pontes pedonais sobre o rio Antuã

«...então a ideia da ponte pedonal, é um must...já pudemos imaginar mais esta notável obra de engenharia, uma sólida estrutura para aí com dez metros, erguida sobre as bravas águas do antuã, ligando finalmente a cidade, à margem sul, pondo assim fim ao isolamento das populações daquela margem. Aqui, antevê-se o aproveitamento dos improdutivos terrenos para a implantação de estruturas públicas necessárias ao apoio de desempregados, velhos e mandriões, tais como umas mesas para merendas – área em que o concelho é carenciado – uns escorregas para os gaiatos, mesas e bancos para torneios de sueca, pistas olímpicas para chinquilho, etc...» restante [AQUI]

'Aviscosidades' acha esta ideia de "bater punhetas a grilos" bastante interessante e foi também à caça deles, ou seja, fomos fazer um levantamento de todas as pontes pedonais sobre o rio Antuã.

(Nota: por acaso a intenção de recensear todas as pontes pedonais sobre o Antuã até que era uma boa ideia mas eis que de repente começou a levantar-se uma aragem do catano e o trabalho a modos que... ficou a meio.)

(Pode ser que no tempo do estio, com tempinho mais convidativo, se faça um levantamento mais completo.)

(O Vitória de Guimarães bateu a Académica, na outra meia final da taça.)

(Aquilo no Egipto Egito está f......!)

(O tempo vai melhorar no fim de semana.)

(Renato Seabra está inocente.)
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Ponte pedonal 1


Ponte pedonal 2 (em projecto)


Ponte pedonal 3

Arquitectura tradicional, sentido estético clássico, menos dispendiosas, o mesmo propósito das de € 500.000: passar pessoas!

Ps: e ainda executam trabalhos de represa e retenção de objectos sólidos.
Um 'must'!!

Ps2: tenho pena que o dique do Parque Municipal, junto à feira dos ciganos, não dê também para atravessar a pé. Às vezes passo por lá e dá-me uma súbita vontade de atravessar o espelho d´água para o outro lado... e não posso! Há que rever...

Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

Golpe de génio

Após alguns relatos, mais ou menos verídicos, de tractores agrícolas que atalhavam arrogantemente pelo parque infantil/merendas, como forma de chegar mais rapidamente aos seus terrenos de descarga séptica, a Junta de Freguesia de Canelas não foi nada meiga e instalou um sistema de segurança bastante complexo, que impede a partir de agora, que se assistam a cenas lamentáveis de munícipes que consumiam descansadamente a sua merenda nas (duas) mesas propositadamente lá colocadas para o efeito e tinham que aguentar com a poluição sonora (menos mal) e ambiental (muito pior) que teimava em transitar - irregularmente - a cerca de 6 metros de distância.

Foto nº 006.008.456.657.jPEG

Isto já para não falar em outros merendeiros, que chegados ao local, deparavam-se com as mesas REPLETAS de vários utentes e optavam por estender a toalha na verde relva, tropeçando em bosteiras de vaca despreocupadamente largadas pelos atrelados 'semi-rotos' dos cavaleiros do apocalipse canelenses.

Mas tudo isso pertence ao passado. O parque infantil/merendas de Canelas é hoje um local mais 'puro' e os seus habituais 2 utentes anuais podem agora desfrutar do seu farnel em condições higiénicas minimamente decentes. Bravo! O parque de merendas/infantil está pronto e "preparado para chegar a 2020" na plenitude das suas capacidades, nomeadamente ao nível da sombra arborícola, isto se os arbustos embrionários não morrerem entretanto ou caso não sejam trasladados, como agora parece ser 'moda'.