Ora vamos lá então aprofundar em profundidade esta coisa do túnel. Em primeiro lugar, túnel do TGV só para Beduído é voltar à cantiga do costume, ou seja, beneficiar sempre as grandes metrópoles do concelho e "botar pra canto" o incómodo arrabalde. Isto é assim: ou se faz um túnel para todas as localidades concelhias atravessadas pela linha do TGV (Veiros e Pardilhó que tenham paciência, pode ser que lá passe a linha do autocarro como medida compensatória), ou então a Câmara que se deixe estar bem quietinha, como lhe é reconhecido atributo, para não perturbar o bom andamento da empreitada.
Em segundo lugar, temos que fazer jus à nossa natureza primata e agarrar com as 4 mãos esta oportunidade única para pegar em Estarreja e enfiá-la num túnel. Já que a Lagoa megalómana de Fernando Mendonça não foi adiante - dado que o porco no espeto não votou nela - há que pensar em novas megalomanias. Porque não um túnel com 15 Km a perfurar Estarreja de uma ponta à outra? Assim, todas as 5 freguesias atravessadas (mais Roxico), lucrariam com a obra. Aliás, 99% disponibiliza já as primeiras imagens computadorizadas da empreitada. Imagens tão bem trabalhadas, tão nítidas, que parecem quase reais. Eis o inicio do túnel do TGV na zona de Fermelã...

Não obstante o facto da linha do TGV ser uma obra do Governo, é lógico que ao passar por Estarreja a empreitada vai ganhar tiques característicos das obras que costumam ter lugar na nossa zona: as chamadas obras-camarárias-em-cima-do-joelho-que-estavam-programadas-há-4-anos-mas-que-só-avançam-no-terreno-na-véspera-eleitoral-por-motivos-que-só-os-entendidos-em-engenharia-são-capazes-de-compreender-e-que-nós-comuns-mortais-oriundos-da-plebe-nunca-iremos-sequer-ficar-próximos-de-entender.
O respiradouro foi concebido depois dos engenheiros terem visitado o dito BIORIA e ficado impressionados com a quantidade de buracos e abatimentos de terra existente por M2, naquele percurso de promoção turística. Se alguns desses buracos são capazes de engolir um homem canelense adulto, então também terão tamanho suficiente para servir à exaustão de gases de um túnel com dezena e meia de Km´s. Sensivelmente a meio do percurso (aos 7,5 Km de túnel) ali mais ou menos no Souto de Stº Amaro, existirá uma saída pedonal pela qual um tripulante do TGV sairá para ir num instante à Área de Serviço da A1 buscar 5 litros de S/ Chumbo 95, para permitir que o TGV chegue pelo menos ao próximo reabastecimento.
Pois, mas esta 'coisa' toda será no projecto "TGV a Poente da A1".E se for o projecto "TGV a Nascente da A1" o vencedor do concurso?
Nesse caso, teremos um túnel ridículo e retalhado, pois o atravessamento far-se-á, maioritariamente, pelos concelhos de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis e por lá a linha será de "ar livre", pois só Estarreja é que é "especial de corrida" entre todos os municípios portugueses rasgados pelo TGV.
Era montar as bancadas que se usam no Carnaval e seria sinónimo de mais turistas numa manhã de domingo - para assistir ao "looping" - do que o BIORIA Canelas recebe num ano.


















2 A Foice de Ouro (Américo Soares) - um habitante do Leste da Gália a quem saiu a taluda. É um verdadeiro agente infiltrado no seio das divergências entre Romanos e Gauleses.
3 Os Godos (Adolfo Vidal) - um guerreiro nacional-socialista, oriundo da Alta Germânia - claro está - sedento por se tornar em "manda chuva" de alguma coisa, cujo objectivo mais ambicioso é conquistar o pequeno concelho de irredutíveis a médio prazo. Compensa a falta de carisma politico, com o comentário anónimo em blogues da especialidade.
4 O Gladiador (Marco Braga) - Um Otomano que é pau-para-toda-obra! Um gladiador versátil que Astérix de Matos se lembrou de ir buscar para o ajudar a deliberar "coisas" nos plenários e assembleias dos druídas. Se não toma cuidado com o que faz, passa de herói dos quadradinhos, para gladiador que vê o sol aos quadradinhos.
8 O escudo de Arverne (Diamantino Sabina) - A história de um bem proporcionado legionário que participa nas reuniões da legião e diz que sim a tudo. Já o avisaram que fazer politica protegido pelo escudo paterno é fácil. O problema vai ser um dia quando for preciso largar o escudo, agarrar o gládio e enfrentar sozinho o batalhão romano. É grande rival do Godo Adolfo.
10 Na Hispânia (Carlos Amador) - Uma coisa é ganhar batalhas graças aos efeitos miraculosos da poção mágica extraída a partir do óleo de untar os javalis que rodam no espeto. Outra coisa é tentar ganhá-las em locais onde a malta não se deixa iludir por espetadas assadas. Na Hispânia avancanense, as touradas e os "strips" à porta fechada ainda têm muito poder e os gauleses coligados bem que podem tirar o javali da chuva antes que a carne fique estragada.
11 A zaragata (Abílio Silveira) - gaulês bon-vivant que revela bom entendimento nas negociações politicas entre seres do mesmo sexo, mas possui mau trato nas relações com o sexo oposto. É casado com Latraviata 
13 O Adivinho (José Matos) - Os gauleses temem o Deus Toutatis, enquanto os Romanos veneram Júpiter, Urano, Neptuno e o cometa Halley. Mas este gaulês é ateu e é perito em lançar as pedras para prever o desfecho das batalhas entre Romanos e Gauleses. Nunca ninguém o leva a sério, mas o que é certo é que o pitonisa acerta sempre nas suas cartomancias.
14 O presente de César (Catarina Rodrigues) - guerreira Romana a quem foi tirada a presença na Assembleia dos Congressistas, com a promessa que lhe seria dado um cargo no Senado Camarário. Um verdadeiro presente de César foi o que recebeu esta Romana traída.
17 O Grande Fosso (Fernando Mendonça) - decurião Romano que tentou afogar a pequena aldeia irredutível gaulesa, mas apenas conseguindo que a cota de alagamento chegasse a 28,54%. O que é notoriamente insuficiente. Sem a poção mágica, o melhor é estar quieto.
18 A Odisseia (Gabriel Tavares) - pequeno bardo gaulês, que sem saber ler nem escrever, chegou em poucos anos a um cargo na orquestra que outros músicos demoram décadas a atingir. Se bem que o problema não será tanto lá chegar. O problema é sair, porque é um processo atávico que se entranha no ADN e custa a "desencardir". O druida Simõespintix que o diga...
21 Astérix e Latraviata (Mónica Pereira) - Sabendo o Imperador Romano, Julius Mendonça, que um rabo de saias pode virar a cabeça a qualquer um e até influenciar o desfecho de batalhas, astuto como é, introduziu uma bela cantora de ópera para tentar desafinar a harmonia da trincheira inimiga, mas o melhor que conseguiu foi fazer com que os gauleses ficassem com ela e a incorporassem na luta.
22 O dia em que o céu caiu (Vladimiro Silva) - Os gauleses só têm medo de uma coisa, que o Deus Toutatis lhes faça o céu cair em cima. Em 2001 caiu mesmo, mas foi em cima de um centurião romano, hoje em dia exilado na Córsega.
24 Os 12 Trabalhos (Teixeira Valente) - Este gaulês de ar aparentemente achacadiço, com aspecto de sherpa atarracado, é responsável por efectuar o pagamento aos tipos que dão formação académica aos gauleses da aldeia. O problema é que ele nunca sabe como é que há-de fazer o pagamento. Se em sestércios? Se em javalis? Ou em menires? (O seguinte comentário contém spoilers) No fim do livro, não lhes paga.
