Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

TGV - Túnel de Grande Viabilidade

«O estudo de passagem em túnel na zona habitacional mais afectada no concelho (Beduído) é também uma possibilidade há muito defendida pelo presidente da Câmara Municipal de Estarreja, José Eduardo de Matos, e já formalizada ao Governo.» Nota à imprensa
Ora vamos lá então aprofundar em profundidade esta coisa do túnel. Em primeiro lugar, túnel do TGV só para Beduído é voltar à cantiga do costume, ou seja, beneficiar sempre as grandes metrópoles do concelho e "botar pra canto" o incómodo arrabalde. Isto é assim: ou se faz um túnel para todas as localidades concelhias atravessadas pela linha do TGV (Veiros e Pardilhó que tenham paciência, pode ser que lá passe a linha do autocarro como medida compensatória), ou então a Câmara que se deixe estar bem quietinha, como lhe é reconhecido atributo, para não perturbar o bom andamento da empreitada.

Em segundo lugar, temos que fazer jus à nossa natureza primata e agarrar com as 4 mãos esta oportunidade única para pegar em Estarreja e enfiá-la num túnel. Já que a Lagoa megalómana de Fernando Mendonça não foi adiante - dado que o porco no espeto não votou nela - há que pensar em novas megalomanias. Porque não um túnel com 15 Km a perfurar Estarreja de uma ponta à outra? Assim, todas as 5 freguesias atravessadas (mais Roxico), lucrariam com a obra. Aliás, 99% disponibiliza já as primeiras imagens computadorizadas da empreitada. Imagens tão bem trabalhadas, tão nítidas, que parecem quase reais. Eis o inicio do túnel do TGV na zona de Fermelã...

E o seu término, 15 Km mais a Norte, em Avanca...Não obstante o facto da linha do TGV ser uma obra do Governo, é lógico que ao passar por Estarreja a empreitada vai ganhar tiques característicos das obras que costumam ter lugar na nossa zona: as chamadas obras-camarárias-em-cima-do-joelho-que-estavam-programadas-há-4-anos-mas-que-só-avançam-no-terreno-na-véspera-eleitoral-por-motivos-que-só-os-entendidos-em-engenharia-são-capazes-de-compreender-e-que-nós-comuns-mortais-oriundos-da-plebe-nunca-iremos-sequer-ficar-próximos-de-entender.
É óbvio que o túnel é responsabilidade do Governo, mas se for inaugurado próximo de alguma eleição autárquica, o PSD fará disso campanha, embora já não com Eduardo Matos aos comandos da locomotiva laranja.
Posto isto, inspirados nessa grande execução que dá pelo nome de BIORIA Canelas, aqui fica em 1ª mão um esboço dos respiradouros do túnel.O respiradouro foi concebido depois dos engenheiros terem visitado o dito BIORIA e ficado impressionados com a quantidade de buracos e abatimentos de terra existente por M2, naquele percurso de promoção turística. Se alguns desses buracos são capazes de engolir um homem canelense adulto, então também terão tamanho suficiente para servir à exaustão de gases de um túnel com dezena e meia de Km´s.

Outras imposições de segurança são obrigatórias para a aprovação de obras desta magnitude, por exemplo, as saídas de emergência, para o caso da coisa dar para o torto e o comboio ficar sem gasolina a meio da travessia subterrânea.
Sensivelmente a meio do percurso (aos 7,5 Km de túnel) ali mais ou menos no Souto de Stº Amaro, existirá uma saída pedonal pela qual um tripulante do TGV sairá para ir num instante à Área de Serviço da A1 buscar 5 litros de S/ Chumbo 95, para permitir que o TGV chegue pelo menos ao próximo reabastecimento.Pois, mas esta 'coisa' toda será no projecto "TGV a Poente da A1".
E se for o projecto "TGV a Nascente da A1" o vencedor do concurso?
Nesse caso, teremos um túnel ridículo e retalhado, pois o atravessamento far-se-á, maioritariamente, pelos concelhos de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis e por lá a linha será de "ar livre", pois só Estarreja é que é "especial de corrida" entre todos os municípios portugueses rasgados pelo TGV.Nesta hipótese teremos um túnel de 2,79 Km entre Fermelã e Canelas, depois o comboio voltará para a superfície terrestre quando apanha Albergaria, voltando a penetrar nas entranhas do planeta ali na zona de Beduído, durante mais 1,84 Km. Seguidamente, os passageiros terão nova chance para voltar a ver a paisagem de Oliveira de Azeméis durante mais alguns Km´s, voltando o comboio e enfiar o focinho no subsolo ali numa zona remota de Avanca, onde fará os últimos 1170 metros em recinto tapado. Depois de passar pelas profundezas de Estarreja, o TGV segue tranquilo rumo a Vigo, para bem longe de todas estas trapalhadas políticas.
Logicamente que esta será a solução mais barata, pois serão apenas 5,8 Km de túnel em oposição aos 15 Km do projecto a Poente. Eu por mim estou naquela. Pode ser escolhida qualquer proposta, pois se eu não costumo enjoar nos transportes públicos, também não irei ficar mal disposto por andar num TGV cuja linha está constantemente a ir acima e abaixo da crusta continental. Para ficar ainda mais parecida com a montanha russa da Feira Popular, era fazer com que a linha do TGV fizesse um "looping" à superfície, ali mais ou menos por terras de Salreu, para depois voltar às profundezas do município.
Era montar as bancadas que se usam no Carnaval e seria sinónimo de mais turistas numa manhã de domingo - para assistir ao "looping" - do que o BIORIA Canelas recebe num ano.
A não ser que o Presidente Eduardo Matos, quando se referiu à construção de um túnel, estivesse apenas a "regar" uma pequena ideia que alguém lhe segredou. Sempre me ensinaram que "regar" é pecado (a menos que se seja Presidente de um município).
PS: É pá, agora é que me lembrei! E que tal a linha do TGV em viaduto sobre Estarreja?? Já imaginaram 15 Km de viaduto!!?? Isso é que era uma coisa mesmo megalomaníaca. A ponte Vasco da Gama até se borrava toda de inveja...

PS2: E em escadinha!!?? Assim a começar em Fermelã a 10 metros de altitude e terminar em Avanca a 500 metros de elevação? Tipo teleférico das Penhas...

PS3: E porque não a linha do TGV na A29?? Para pagar portagem já temos a A1, portanto a A29 não faz falta a ninguém e pode perfeitamente levar com carris em cima do lombo...

Sábado, 28 de Novembro de 2009

Top Secret

Está confirmado!


Os pedreiros, cantoneiros e demais azeiteiros, que trabalham para a Câmara Municipal de Aveiro, são muito mais desbocados de língua que os seus colegas que laboram para a Câmara Municipal de Estarreja. Ontem, escutei uma invectivação de tal ordem severa, dirigida por um destes criadores de rifões populares a uma filha de um vereador aveirense, que me recuso a publicá-la neste blogue.


Por isso, cá vai...


O vernáculo utilizado pelo desentupidor de esgotos, foi nem mais, que este: "pensas que tens a p*** da mania por seres filha de um vereador, mas levas na c*** como as outras."

Resta saber quem são as "outras"? Serão as "outras" mulheres em geral? Ou apenas e só as "filhas" de vereadores? Ele não especificou. É um dos problemas da cultura portuguesa, seja na politica, no futebol, na justiça ou na trolhice. Nunca se concretizam os raciocínios e ficamos sempre sem apurar a verdade dos factos. É lamentável...

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Homenagem aos "putos", que com 20 e tal, já adquiriram cativo na A. Municipal

Sub 24
Música: GNR
Letra: Rui Reininho e FLM


Tu já foste eleito;
O difícil p´ra ti está feito;
és um deputado;
Choves no molhado;
Usas o cabelo em pé!
Não tens encargos;
E salta pula dança e vota no Tomázia!

Mas aos vinte e quatro, já tens o teu fato;
Tens o desgosto de mal vestir como o Eduardo;
Bué felizardo;
Já falta pouco p´ra tornares num afilhado;

Largas-te a chupeta;
Começas-te a dieta, já;
Que o fato aperta;
Estás fashion beauty lovely gorgeous até demais!

Mas aos vinte e quatro, já tens o teu fato;
Tens o mau gosto de vestir como o Eduardo;
Bué felizardo;
Já falta pouco p´ra tornares num afilhado;
Só de uma vez;
Tens o desplante de manter a mão levantada;
És só fachada;
Já falta pouco p´ra ficares um trintão apagado;

Trintão apagado!
Trintão apagado!



Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Cut and paste de noticiário

Começa a tornar-se um pouco monótono acompanhar a actualidade das noticias concelhias. Vou ter que passar a optar entre lê-las na fonte ou esperar que elas saiam na imprensa especial de corrida. É uma perda de tempo irrecuperável estar a folhear um jornal só para ler algo que já todos lemos uns dias antes no site institucional camarário. Aliás, o organograma das noticias concelhias é mais ou menos este:

Se aquilo que lemos nos jornais de papel é uma cópia exacta daquilo que já se leu no www.cm-estarreja.pt/, chega-se à conclusão que os jornais de papel só servem para gastar dinheiro e borrar os dedos de negro.
A mesma coisa para os jornais electrónicos. Diga-se em abono da verdade que o Jornal de Estarreja ainda se preocupa em alterar alguns textos para evitar tornar-se repetitivo, mas o que é que, por exemplo, este, este e mais este, trazem de novo ao universo que nós já não saibamos???
Isto de receber o e-mail do gabinete de imprensa da Câmara e fazer um corta & cola para a folha de jornal vai ter que acabar. Assim também eu sou jornalista profissional.

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Os vereadores de veraneio

Muito se tem falado sobre os 4 vereadores a tempo inteiro e seus respectivos vencimentos. Hum... OK... se calhar é exagero da minha parte e a malta até se está a borrifar para quem vereia quem, para quem é vereado por quem e quanto ganha o gajo que vereia o outro, que vereia mais pastas que o primeiro veraneante, mas ganha menos do que o que veraneia mais. Mas vamos todos fazer de conta que este é um assunto realmente polémico, que marca a actualidade politica local, para assim termos algo com que nos entreter enquanto não se descobre algo verdadeiramente escandaloso, tipo um cheque a pagar serviços prestados assinado por um analfabeto, ou pior ainda, por um maneta.
As acusações que têm sido feitas aos nossos 4 mosqueteiros veraneantes têm sido muito injustas. Principalmente por quem nunca lá meteu os cascos. Verear uma Câmara não é tarefa para qualquer delinquente vindo de bairro social problemático. Verear uma pasta, daquelas com argolas, requer muito conhecimento de causa, intenso trabalho de gabinete e vasta prospecção de mercado. Por exemplo, ninguém imagina a dificuldade que é, hoje em dia, encontrar uma secretária que saiba tirar um bom café com leite. Assim com a natinha do leite quase como que a flutuar sobre o manto aveludado do café. Não existe! Sejamos práticos! Pura e simplesmente, não existe! É embaraçoso e desolador, mas há que o admitir. As secretárias de agora fazem a coisa tão rapidamente que um vereador nem consegue tirar prazer dessas pequenas coisas que lhe alegra a manhã e o prepara para mais um demolidor dia de vereação. Chega-se ao ponto em que é o próprio vereador – imagine-se!!! - a mexer o seu próprio leite para meter no café. Ao que isto chegou!! Se bem que esta atitude, na qual o vereador assume as rédeas do pequeno almoço, demonstre desenvoltura e coragem, ou seja, exactamente aquilo que é preciso para verear.
Contudo, acredito que para alguns vereadores seja humilhante serem vistos a efectuar acções que estão destinadas a subordinados seus. Mas aqui o problema não é tanto da vereação. É mais uma questão de educação. A plebe que trabalha numa Câmara já não guarda respeito aos vereadores. Velhos são os tempos em que o vereador ordenava a uma mera recepcionista: “dobra-te e vê porque é que a dobradiça está a ranger” e ela executava o serviço sem estrebuchar nem piar. Se fosse necessário meter óleo, ela fazia com que o óleo viesse e o vereador ficava regalado e não precisava de se preocupar com mais nada. Nos dias que correm, o vereador pede à assistente que se dirija ao Arquivo para vasculhar uns dossiers importantes à governação do coiso e ela - depois de saber que vai ter que fazer horas extraordinárias - tem o descaramento de perguntar:
“o que é que eu ganho com isso?”Chega a meter dó a insolência presente nesta nova vaga de colaboradoras. Não há uma que se aproveite. Se fosse para fazer horas extraordinárias com outro vereador, ela já estaria disponível, pois recebendo dos dois, arranjava-se sempre um furo na agenda. Mas, para auxiliar este vereador a trabalhar a coisa pública, já não dá, porque não se contenta em receber só de um. Ela podia muito bem arranjar um escareador para alargar o furo e dar para os dois vereadores, mas é gente que não quer trabalhar. Isto é gente que pensa que a coisa lhe vai ter à mão sem fazer esforço. Depois, lá está, o vereador tem que concluir sozinho com as suas obrigações, com prejuízo pessoal e familiar e muitas das vezes com as luzes da Câmara já apagadas. Portanto, é perfeitamente legitimo que o vereador seja compensado por isso, através de um chorudo ordenado e outras “mais valias” a que só os predestinados têm acesso.
Outra função na qual os vereadores sofrem para caramba é nas cerimónias públicas, que por vezes duram toda uma manhã. Isto depois do vereador ter passado a noite em claro por causa do trabalho de campo, que é tão ou mais destrutivo para o organismo do vereador, que o trabalho de gabinete. Mas é assim que tem de ser, pois foi nele que caiu a escolha da Santíssima Divindade para levar a bom porto a vereação das ovelhas do Senhor. Aliás, nas exéquias públicas, o vereador tem que possuir uma paciência de Job para aguentar com tantas merdas protocolares e depois de todos os outros já terem orado, ter que descobrir uma qualquer “velha” inspiradora que lhe possibilite arrotar qualquer coisa que ainda não tenha sido dita e assim não ficar mal visto perante a confraria da broa, dos rotários, das batatas, ou dos caçadores de gambuzinos do Gonde.
E a pose do vereador? Ó céus, a pose! Isso então é um berbicacho de todo o tamanho. Enquanto o auditório está praticamente todo sentado, o vereador tem que estar permanentemente na vertical – antes do almoço, obviamente – pois o vereador é a máxima figura de Estado ali presente. O vereador é para estar firme, sem tossir, fungar, resmungar e apenas pestanejar quando estritamente necessário. Toda a gente quer ter o vereador em ponto de mira e só na vertical é que ele será um alvo de fácil detecção por parte do corpo militar de coscuvilhice municipal. “Olha, já reparas-te, o vereador está mais magro”, diz uma munícipe. “Pois está, está! E aquela barba fica-lhe bem, mas o cabelo está muito espigado”, responde a outra. “Este vereador estava bem mas era a verear os lençóis da minha casa de praia”, acrescenta uma terceira.
Não é mesmo nada fácil ser-se vereador. Ainda por cima em Estarreja. Eu, por exemplo, não podia. Nas cerimónias costumo estar com as mãos nos bolsos e um vereador está completamente proibido de fazer pose com as mãos escondidas. O que diriam de um vereador com mãos nos bolsos? “Olha, olha, ainda no outro mês casou e já está a esconder a aliança”, avança a primeira munícipe. “É um “devação” este vereador”, ajuíza a segunda. “Com ou sem aliança, eu vereava este vereador até ao tutano”, finaliza a terceira, sempre mais acutilante.
Posto isto, concordo e aceito que os vereadores sejam principescamente remunerados, porque já vimos que é um cargo de risco. Estão sujeitos a intenso desgaste físico e ao aparecimento de eventuais lesões que lhes coloquem a carreira em risco. Já muito vereador de “olho à belenenses” teve que abdicar do cargo. Por outro lado, lamento que eles não sejam ainda em maior número a verear-nos, para nosso deleite e satisfação. Quatro é pouco. Eu quero e exijo mais. E não falo por mim. É por eles. A mutualidade politica é isto mesmo. É o vereador fazer tudo por tudo em prole da nossa felicidade e em sinal de gratidão, fazermos o vereador feliz em função dos nossos impostos. Só que é uma tarefa bastante desigual. Os 4 vereadores fazem milhares de estarrejenses felizes, enquanto nós, os estarrejenses de 2ª igualha, apenas ajudamos 4 deles. Chega a ser desmotivadora esta nossa incapacidade para protegermos e dar abrigo a mais um ou outro vereador. Ou mais 3 ou 4. Afinal, fomos colocados neste mundo para quê? Não foi para ajudar o PRÓXIMO? Então que venham os PRÓXIMOS vereadores, que nós estamos a transbordar de miminhos para lhes dar.
De quem partiu a ideia de Estarreja ter “apenas” 4 vereadores a tempo inteiro? Quatro vereadores não dá nem para a suecada, porque se um deles fica doente em casa, lá se vai embora a sueca. Quanto muito pode dar para uma senegalesa ou para uma ucraniana. É pá, devia haver pelo menos uns 16 vereadores. Houve muita qualidade a ficar de fora, no que a este executivo bebé diz respeito. Alguns deles de enorme e invejável rodagem “politica”.

Elite Model Look

Uma coisa tem que ser dita. Neste mandato, em termos de vestuário formal, o Presidente José Eduardo Matos anda a caprichar como nunca lhe tínhamos visto anteriormente. Nota-se que há dedo por trás.

O Cavaco não percebe nada de frigoríficos e eu de seguros

Hoje, logo para começar o dia em grande:

A agente: não quer fazer um seguro de vida?
Eu: já tenho um. Obrigado.
.
.
.
A agente: mas pode manter os dois em simultâneo.
Eu: dois seguros de vida? Mas, afinal, quantas vezes é que eu vou morrer?

Domingo, 22 de Novembro de 2009

Estarreja pode estar descansada que já não vai ser exonerada

O Presidente Cavaco esteve debaixo de escuta intensa neste fim de semana finito. Conta quem acompanhou, que o Presidente gostou de tudo o que viu na Murtosa e em Estarreja gostou ainda mais. Fantástico! Ninguém o pode acusar de pessimismo. Em Estarreja aprendeu a lidar com um frigorífico, esse aparelho doméstico tão complexo no qual as nossas senhoras fazem aquelas fantásticas torradas que nos satisfazem a libido alimentar. Ainda em Estarreja ensinaram-lhe como se fazem os "colchões espuma", os tais colchões onde você ouve "duas" como se fosse "uma". Estou a falar de escutas, evidentemente. Valha-nos que desta vez não houve ameaça de bomba no Parque Industrial. José Sócrates, quando cá esteve, foi muito mais marcante nesse aspecto.
Na verdade, toda a gente sabe que o Presidente Cavaco é um ser inofensivo. Só assim se compreende que tenha apelidado a Murtosa de "município modelo". Ainda bem que estas visitas são raras, porque se é para vir à província enxovalhar as pessoas, é melhor ficar junto da lareira de São Bento. Se a visita durasse mais um pouco e se ninguém lhe metesse o açaime, o que iria ele dizer de Estarreja? Que era para aí a "Miss Universo" das autarquias, não?


Cavaco levou para casa uma arca frigorífica de oferta. Porreiro. Já tem onde assar as febras e grelhar o peixe que levou da AquaCria. Pena Estarreja não ter um IKEA, pois podia ser que ele recebesse uma tábua de engomar para ter onde guardar as garrafas de tinto que recebe por esse país fora.


E foi isto.


Basicamente.

Sábado, 21 de Novembro de 2009

"O barba com álcool imita bem os burros"

Ao contrário do autor deste blogue, por quem nutro sincero respeito pelo trabalho efectuado, pois é um tipo que não dá a cara mas dá o nome, considero este vídeo uma verdadeira obra de arte. Não quer dizer que não seja uma merda, mas, pelo menos, uma merda genuína, pura e natural. O blogue 99% e muitos outros blogues também são uma merda e nós não passamos um dia sem lá ir. Os BIORIAS estão uma merda, mas sempre que faz sol nós aproveitamos para lá ir exercitar o EcoTurista que existe nas profundezas do nosso Ser. A programação do CTE às vezes sai uma merda, mas nós demos 25E para ver essa merda. Sobre o vídeo. Os actores são talentosos, o futuro é risonho, os óculos dão aquele toque pacóvio q.b. e as cavas demonstram bem que estamos na presença de dois machos autênticos da freguesia pardilhoense. Eu ainda sou do tempo em que para ir namorar uma moça a Pardilhó era necessário adquirir um colete à prova de balas. Naquele tempo, Pardilhó era sinónimo de faroeste e até os cafés se assemelhavam a saloons, pois quem entrasse no tasco armado em azeiteiro, tinha grandes possibilidades de sair de lá na horizontal. Mas a genética pardilhoeira foi degenerando. Começaram a casar-se com fulanas da Póvoa de Baixo e a usar tanto desodorizante e creme hidratante, que a raça foi sendo adulterada aos poucos até chegar ao culto da metrossexualidade. Chegou-se ao lamentável cúmulo dos homens de Pardilhó começarem a rapar as axilas, enquanto algumas suas congéneres do lado feminino mantinham a floresta bem à vista, como mandava a tradição local. Hoje em dia, o exemplar másculo pardilhoense está em extinção, mas fica o apontamento do esforço destes dois protótipos em tentarem, na medida do possível, manter uma certa linhagem de comportamento ancestral que se foi perdendo no decorrer dos tempos. Infelizmente.

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Um dia no parque infantil de Canelas

Já tive a oportunidade de fazer o test-drive ao parque infantil de Canelas e digo-vos já que vim de lá desolado, pois aquele espaço de recreação fica a milhas de qualidade relativamente ao seu parente de Fermelã. Nota-se bem que foi feito à pressa e inaugurado em pleno sábado de reflexão eleitoral. Em Fermelã, temos um parque com cavalinho, peixinho e hipopótamo, enquanto o de Canelas se fica pelos dois primeiros, pois o paquiderme de Canelas foi desviado para a junta, na vez de o meterem no parque. Como se isto já não fosse suficientemente grave, para cúmulo, o parque infantil canelense não possui castelo com torre de menagem, enquanto o de Fermelã traz esses extras todos, incluindo o ar condicionado. Mais. Em Fermelã, nunca borramos os pés ao tentar "penetrar" no reduto infantil. Nem mesmo o Carlos Cruz. Já em Canelas, é preciso equipar cada criança com um par de galochas, mais outro par para a minha senhora - tudo o que lhe dou é aos pares - que vai para lá efectuar o croché, enquanto nós os homens da família, nos divertimos nos equipamentos lúdicos que a querida da Câmara tão gentilmente nos cedeu. Só em galochas já vão 4 pares. Isto sem contar com os sogros - que assistem de longe às nossas brincadeiras a tourear o cavalinho com arções - enquanto aviam uma sandocha no parque de merendas. Para eles tem que ser umas galochas e um fato de oleado, porque como as mesas do parque de merendas são ao relento, pode cair chuva no chouriço da sandes. Só aqui já vão 8 pares de galochas e 4 fatos de oleado. "Fodasse que mais valia ter ido a um restaurante de luxo", penso eu. Entretanto, deu a dor na bexiga à minha senhora e teve que ir aliviar nas terras de milho circundantes. Isto porque os lavabos do parque de merendas ainda não receberam a plaquinha de acrílico do Matos. Ainda pensei dizer-lhe para ir "mijar na Estação Viva", que essa já tem acrílico, mas ninguém sabe das chuvas ... perdão... das chaves!


Mas o melhor estava para vir. Quem passava de tractor, rumo aos campos agrícolas, lançava um olhar gélido de reprovação por causa da nossa atitude em utilizar o recinto. Sabem, os ilustres anónimos, o porquê da indignação dos populares? É simples. Não era pelo facto de eu ser um adulto a fazer uso de um parque infantil. Não senhor. No executivo da junta de freguesia passa-se precisamente o contrário e ninguém se importa com isso. Lá há crianças a fazer uso de um parque para adultos. A indignação também não era por sermos de Fermelã e encontrarmo-nos em território inimigo. Era, basicamente, por estarmos a UTILIZAR o parque infantil. Isso mesmo! UTILIZAR!!!! Sim, porque o parque não foi feito para UTILIZAR. O parque e os respectivos acessórios foram ali metidos para ficarem intactos, sem arranhadelas, limpinhos, "à espera que venha o senhor da Câmara tirar a fotografia para aparecer no jornal." Não há dinheiro que pague o prazer de ver as faces indignadas das gentes para quem "as coisas que são feitas pela Câmara para as pessoas usarem, não são para as pessoas usarem." Já estou em pulgas esperando pelo dia em que o cavalinho irá aparecer com o pescoço partido e as mesmas pessoas vão dizer peremptoriamente: "hoje em dia estragam tudo. Mexem nas coisas e depois é isto."


Mas isto foi só um aparte. Nada disto desculpa a Câmara. Aquele parque foi mal concebido. Os engenheiros brincaram com os sentimentos da pequenada. O cavalinho está empenado na orelha esquerda, o peixinho tem a mola muito presa quando vai abaixo e havia um sapo dos campos pousado numa bosteira de vaca mesmo ao lado das mesas de merenda. Não fiquei utente. E mesmo o meu puto diz que "atirar pedras aos comboios é muito mais divertido". Eu agora só lá volto quando as palmeiras do andebol de praia derem fruto. É que apesar destas obras todas motivadas pela candidatura do Camilo Rego, Canelas continua mal apetrechada de equipamentos culturais. Estou a falar daqueles recintos onde um gajo apura mesmo a cultura. Se foi para isto que meteram a tasquinha de "comes" do "pulgo" ao chão, mais valia deixá-la ficar. No parque infantil de Canelas a pessoa cansa-se ao fim de pouco tempo e foge para o de Fermelã, pois lá tem mais variedade de balancés. O meu sogro, um PSD empedernido, que concorda com tudo o que a Câmara faça, respondeu-me de pronto que "ah e tal o coiso de Canelas parece mais pequeno porque os baloiços estão mais concentrados que os de Fermelã". E eu não me deixei ficar e retorqui-lhe "a comissão politica do PSD também está toda concentrada na direcção da ACE e não é por isso que a gente não queira manter a distância dessa malta."
Já aqueles comensais que têm por hábito praticar a arte do "merendeio" de ar livre, fogem para Salreu, pois só lá é possível provar a chicha sem levar com água no lombo. É que até a minha prima, que apareceu lá mais tarde, reparou que o chão das merendas de Canelas tem muito menos preservativos que o de Salreu. Querem melhor indício para o facto do parque de merendas de Canelas não ser frequentado por ninguém? Metem lá um telhado roto e depois é isto!!! Urge rever o PDM do parque infantil canelense. Canelas merece mais do que passar os dias a rodar no canal V da Cabovisão. Muito antes de Canelas chegar ao audiovisual, já Fermelã lá tinha estado com o roubo das coroas da Nª Senhora. Vamos, todos juntos, fermelanenses e canelenses, pegar em Canelas e fazer como fizeram com Estarreja, ou seja, VIRAR Canelas para (dentro da) a ria.

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Atesta-lhe

Quando Hilário Matos efectuou a previsão de que a noite eleitoral iria ser "a good night" certamente estava à espera que a noite acabasse como no vídeo dos Black Eye Peas. O rapaz é novo e ainda acredita na fada madrinha que satisfaz os desejos dos pequenitos. Alguém que o avise que "muledo" daquele é só mesmo nos filmes.

Ainda a visita de Estado

Venho por este meio dar a mão à palmatória e fazer eco da visita de Estado de Sua Excª o Presidente de quase todos os portugueses, que nos visita no próximo sábado para gáudio da legião de fãs, onde eu me incluo. Ele vai fazer um périplo pela região e não se vai confinar apenas e só ao EcoParque Industrial. Posto isto, vamos aos factos:

Quem? Sua Excª o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Exmo. Sr. Luís Filipe Vieira
Quando? sábado, 12h30
Onde? Albergaria-a-Velha
Para quê? inauguração da casa do Benfica local
Vai haver porco? não. O porco estará em Estarreja no mesmo dia
Então quem vai estar? águia Vitória e o seu tratador Juan Barnabé
Vai ser preciso votar em alguém? Este ano já não

Fermelanidades Leite de Matos - leme malfadado rei desistente

Toda a gente sabe o que é um anagrama, portanto, passemos à frente. Eis o anagrama de alguns políticos das redondezas. Pelo menos, os mais anedóticos...
Adolfo Vidal - vi lado do alf
Hilario Matos - ai rolha misto
Camilo Rego - o ogre clima
Pedro Vaz - voz padre
Alberico - boi lacre
Marco Braga - gamar barco
Americo Oliveira - veleiro rio acima
Sara Silva - sisa larva
Mas também há anagramas em inglês. Eis um exemplo:
Diamantino - An Idiot Man
Lindo!

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Quem conta um conto - para ler, hoje, antes de ir dormir

Nos Inícios, Deus criou José Eduardo dos Santos à Sua imagem e semelhança. Logo, Deus deve ter um aspecto muito próximo ao de um orangotango macho. Mas José Eduardo dos Santos meteu-se em negociatas confusas com petróleo, daí a cor da pele. Deus não foi de modas e lançou o dilúvio sobre o Paraíso, guardando uma costela do José Eduardo negro para criar, logo a seguir, José Eduardo Moniz, à Sua imagem e semelhança. Desta vez, Deus acertou na cor da pele, mas a aparência primata mantinha-se, para além do facto de José Eduardo Moniz ter cometido o pecado original de tentar tomar a presidência do clube de futebol do filho de Deus, o mister Jesus. Deus não acertava uma e voltou a lançar as pragas sobre o Egipto, enviando José Eduardo Moniz para as labaredas da Ongoing. À 3ª tentativa, Deus criou José Eduardo Bettencourt à Sua imagem e semelhança. Notava-se, pelos cabelos brancos de Bettencourt, que Deus começava a denotar sinais evidentes de fadiga. Ou então, depois de um negro e de um branco, decidiu criar um albino. José Eduardo Bettencourt prometeu servir o Papa "Bento" forever, mas as câmaras da televisão apanharam-no ao lado de outro Papa muito mais influente, o Papa do Norte. Deus blasfemou e pediu perdão a si próprio, não se conteve e lançou uma língua de fogo sobre o José Eduardo do cabelo grisalho. Já exausto, com as ideias esgotadas e o caixote das costelas esvaziado, Deus pegou na varinha mágica e efectuou uma ultima tentativa, naquela que podemos baptizar de tentativa do desespero. Deus tentou uma vez, tentou outra, voltou a tentar e saiu um... Diamantino!! Que grande "gaffe" de Deus, pois esse não pertencia a este conto, não tinha José Eduardo no nome. Deus esforçou-se mais um bocadinho. No fundo, não era difícil criar uma criatura ...vá lá ...melhorzinha que a anterior. Deus aplicou-se tanto, que na vez de um, saíram dois Josés Eduardos: o Agualusa e o Martins. Só que o primeiro escrevia bem demais para ser José Eduardo e o segundo vestia melhor que qualquer José Eduardo. Deus estava velho e caduco e só lhe restava uma única tentativa de fazer algo pela humanidade. Deus passou-se da tampa, e num gesto quase irreflectido, criou José Eduardo de Matos à Sua imagem e semelhança. Deus finalmente descansou, pois este não dava trabalho a ninguém. O problema é que na hora de inserir as coordenada que iriam levar José Eduardo de Matos até à sombra de um belo chaparro no Baixo-Alentejo, alguém falsificou a maquineta e a invenção do Todo Poderoso veio cair no meio de Estarreja. O resto da história é conhecida. José Eduardo de Matos cresceu, Estarreja prosperou e os velhinhos concelhios viveram felizes para sempre.

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Cada terra o seu Tino!



Encosta-te a mim, se já tens idade p´ra ter juízo.
Encosta-te a mim, se já te cresceu o dente do "ciso".
Encosta-te a mim, vais querer estar onde eu já estou,
não olhes aquilo que eu não faço, mas sim o que sou.

Eu sou um bacano, fiz tudo p´ra sobreviver,
em nome da terra, no fundo p´ra me promover,
glorifica os meus feitos, jamais quero esmorecer,
faz de mim o teu herói, um politico assim se constrói.

Tudo o que eu fiz, cabe num único dossier,
a minha comutatriz, é apenas o meu "parlapié",
sei o que valho, às vezes não sei é se valho a pena,
a vida é pequena,
por isso encosta-te a mim.

Encosta-te a mim, o meu nome rima com benigno.
Significa "dureza", "qual e tal" o Rei Saladino,
recebe este pedido, para seres o meu adido,
é formal e é sentido, em forma de balido.

Eu venho do nada, mas já cheguei a efectivo,
na vereação, o meu padrinho foi decisivo.
Sou um saltitante, Estarreja é o meu "diamante",
mais fácil que fazer o pino, não fosse eu um "diamantino".

Tudo o que eu fiz, cabe num único dossier,
a minha comutatriz, é apenas o meu "parlapié",
sei o que valho, às vezes não sei é se valho a pena,
a vida é pequena,
por isso encosta-te a mim.

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Oculto sangue

Depois do "Face Oculta", o próximo escândalo a assolar a reputação das gentes de Aveiro vai ser o escândalo "Eclipse Motel"...

Domingo, 15 de Novembro de 2009

“99% Fermelã” desde 2008 no Arquivo Municipal

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade aprovar o protocolo que visa o Depósito da Colecção de posts do “99% Fermelã” no Arquivo Municipal. Conforme explica o vereador do Pelouro da Educação e Cultura, João Alegria, “após contactos com os responsáveis do blogue “99% Fermelã”, foi acordado encetar o trabalho de conservação e divulgação da sua vasta colecção de posts, cujo início remonta a 28 de Março de 2008”. Com base no artigo 23º do Regulamento do Arquivo Municipal, “a Câmara Municipal de Estarreja, através do seu Arquivo Municipal, deve também intervir fora do seu espaço institucional, incorporando, por compra, doação ou depósito, fundos arquivísticos de natureza diversa, provenientes de entidades públicas ou privadas, em qualquer tipo de suporte (papel, filme, banda magnética, registo electrónico, etc.) que tenham interesse para a salvaguarda e conhecimento da memória cultural e colectiva do concelho”. De acordo com o protocolo, o proprietário do blogue, herdeiro de "Poeta de Fermelã", entrega toda a colecção de posts, a título de depósito, por um período de 30 anos, eventualmente renovável por igual prazo, para tratamento arquivístico, digitalização, divulgação e conservação. Do tratamento arquivístico consta a limpeza mecânica, ordenação, numeração, recenseamento e descrição arquivística, consoante as normas arquivísticas em vigor e sua acomodação em unidades de instalação apropriadas à tipologia dos documentos. O trabalho de estudo, conservação, divulgação e promoção do riquíssimo património cultural concelhio é um instrumento de fundamental importância para a Comunidade Estarrejense. Através do conhecimento da sua história, mais se identifica e valoriza, e, melhor prepara o seu futuro. Esse esforço tem sido visível na conservação dos escritos de interesse público, na promoção dos autores locais e na publicação de temas da nossa história e cultura local, de que a Revista "Blogues do Antuã" representa um bom exemplo deste envolvimento colectivo e da inovação da Câmara na preservação das nossas raízes.

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

O mexedor do caldeirão

Este post serve apenas para criar a "tag" «Hilário Matos», pois parece-me que vamos ouvir falar dele regularmente. É só o tempo necessário de lhe arranjarem um qualquer cargo camarário à pressa. O «godo» e o «Sith» não se têm poupado a esforços junto do senador!

Ultima hora: - JEM é fanático da playstation

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Estarreja e a Guerra das Estrelas - Sub Episódio I The Rise of the Sith

Fig. 1 - não sei quem é o responsável pela criação desta animação de abertura, mas está tão fraca e deprimente, que o sujeito devia ser atropelado pelo "voo nocturno de um cargueiro espacial"


«A metamorfose foi-se dando graças aos diferentes estádios de crescimento a que o sujeito foi submetido, ou seja, períodos distintos de intermitência na interacção social que foram modelando a excentricidade do seu carácter, assim como a mudança constante de habitat, ora cá, ora lá. A falta de um ambiente familiar e a reclusão a que foi sujeito, foram criando pequenos focos de conflitualidade interna que haveriam, anos mais tarde, de o conduzir à aceitação do Lado Negro da Força.»

Se me perguntarem o que é que isto significa, eu não sei explicar, portanto, vamos continuar...

Tudo começou por volta dos 13 anos como servente de trolha, o que por si só justifica a forma bazofeira do seu caminhar. A instrução primária foi praticamente toda feita na obra, nomeadamente, todo o léxico de dichotes de galanteio, dirigido às senhoras da 3ª idade. Este homem não reúne as condições mínimas de decoro para se deslocar ao Santoínho, porque com tanta carne de idade avançada a rolar por lá, ainda acaba a tarde a levantar o laser sobre alguma.
Seguiu-se a passagem para outra pasta. O lado negro ainda estava longe. A próxima função baseava-se na escavação em profundidade através de sonda que analisava a riqueza dos solos terrestres com vista à criação de furos para captação de águas. Dizem que o jeito era pouco, mas sendo a sonda um objecto que permite estudar o grau de habitabilidade de cada ecossistema, ele chegou à conclusão que ainda não era ali que iria ser feliz.

Foi a partir da mudança para os "Estates of da América" que a sementezinha do lado negro começou a destruir as restantes células que ainda restavam puras no seu sangue. A labuta na construção viária indicou-lhe qual o "melhor caminho" a seguir para atingir o estrelato, a que sucedeu o trabalho operário nas paragens de fábricas, onde se deu um terrível acidente que trouxe ao de cima o "darkside", finalmente revelado. Ao fechar uma janela, trancou um dedo no postigo e o grito de dor lancinante ecoou pelos 4 cantos do armazém. A desumanização estava completa. Eis criado o mito "Tino of the Sith". O lado negro comandava agora aquele corpo no modo piloto-automático.

Começa como avençado na CME a ganhar 500€ por mês. Por algum lado teria que começar. Depois, em menos de um parsec, é chamado à cabine de controlo e passa a chefe de gabinete do Imperador Palpatine de Matos, a ganhar mais que qualquer outro cavaleiro dos ares. Tinha agora a sua própria nave espacial, com secretária incluída. Por lá foi andando, incógnito por entre a sombra da cintura de asteróides que orbitava a Câmara, nessa altura. Um dia, acordou de sono profundo, e já era Presidente da Comissão Galáctica e Politica do PSD. Foi nessa altura que se começou a destacar na escrita, no canto e na poesia, em forma de crónicas radiofónicas, abandonando de vez as ferramentas que fizeram dele um homem, principalmente o sabre, a sonda, o fio de prumo e o martelo pneumático. Já não havia qualquer rasto de humanidade naquele físico. Era agora uma máquina de matança.

Na qualidade de Senhor Presidente, tinha agora uma equipa fielmente canina, que é bem pior que possuir uma equipa caninamente fiel, pois estes últimos exemplares - os de 4 patas - são bem mais leais que os primeiros. Uma vez, ele e a sua equipa deslocaram-se à lua de Canelas para uma reunião onde se iria decidir o candidato PSD à junta local e lá chegado pediu ideias, sabendo todos os presentes de antemão, que se havia coisa que ele não dava era ideias. O egoísmo era a sua imagem de marca, pois guardava todas as suas ideias para dentro e é por isso, que ainda hoje, ninguém lhe conhece uma ideia.

Mas o lado negro não parava de o consumir. No presente em que estas linhas são escritas, o seu ultimo cargo conhecido era o de vereador camarário, enquanto o seu vice já vai em líder de bancada no Senado Municipal. Contudo, uma vez que efectuei uma pausa neste parágrafo para atender uma chamada telefónica, se calhar, quando chegar ao fim desta crónica, Tino of the Sith já irá estar a ocupar outro cargo qualquer na pirâmide politica municipal. É de facto um verdadeiro guerreiro, conhecedor de todos os truques apropriados a uma correcta ascensão militar, apesar de ter falhado a tropa... (to be continued)

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Qualquer tentativa de aproximação à realidade...

...não é coincidência. É mesmo mau gosto!Palmeiras do Rossio de Aveiro


Palmeiras do Rossio de Canelas


Reparem no espectacular estado de conservação deste maravilhoso espaço verde, apenas um mês após a sua pomposa e retumbante inauguração pré-eleitoral.

Os requisitos minimos para entrar para a CME

Ficha de inscrição para a Câmara
(para cargo elegível ou metido)


Nome:
_____________________________


Titulo: (escolha uma das seguintes opções)
Engº.:___ Dr.:___ Prof.:___ Outra:___


Naturalidade:
Se é de cá, qual freguesia?___________
Se é de fora, qual o concelho onde foi parido?_________


Profissão: (escolha múltipla)
sucateiro:___ paraquedista politico:___
profissional de assinaturas:___ chulo:___
subsidiado:___ gerente/gestor:___
candidato ao coiso:___ meu pai era rico:___


É fumador:
Sim:___ Sim:___ Depende do evento:___


No local de trabalho, onde fuma:
À janela:___ No WC:___ Venho cá fora:___
Só fumo em horário de expediente:___


Pensa deixar de fumar se entrar para a CME?
Claro que sim, aliás, estou a pensar deixar de fumar desde 1983:___
Não, porque só penso quando fumo:___
Não, porque eu fumo enquanto penso:___
Não, porque se deixasse de fumar ao entrar para a Câmara, já não precisava de entrar para a Câmara, pois o que é que eu iria fazer ao entrar para a Câmara se deixasse de fumar?___


Se conseguiu responder acertadamente a todas as questões, independentemente se a resposta que deu esteja certa ou não, teremos muito gosto em admiti-lo para os próximos 4 anos, que prometem ser "de trabalho"...

Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Classificados

Aceita-se - novo - motorista para conduzir a relíquia abaixo publicada, pois o antigo condutor abdicou da função temendo que ao conduzir uma sucata destas pelas ruas da freguesia, chamasse a atenção dos inspectores responsáveis pelo caso "Face Oculta". A mesma composição destinada ao transporte de gado vivo, encontra-se semi-abandonada há cerca de uma semana num parque de estacionamento contíguo à igreja matriz, pois o antigo motorista pensa que é assim, largando tudo, que irá purificar a sua alma após anos e anos de cometimentos pecaminosos. Dado que o ex-funcionário, "Barrete", não pretende mais continuar a enfiar o "Barreto", está desta forma aberto um concurso público para escolher uma nova mão direita para auxiliar o presidente Henriques no desempenho da sua função. Dá sempre jeito na hora de esgalhar a 5ª velocidade...
Foto enviada por um fã de 99%

Afinal, o TGV sempre faz um favor a Estarreja

"Américo Soares não esteve com meias medidas e acusou o Estado de estar a tentar enganar a população, por não indicar no estudo que habitações serão demolidas, referindo apenas que uma fábrica - a Sabina - será destruída"
Comunicado à imprensa

Domingo, 8 de Novembro de 2009

Comentador portátil de televisão

Se o meu sonho de ser "implantado" no 20º lugar de uma lista politica não vier a ser concretizado, tenho a esperança de um destes dias chegar a analista politico de televisão. Mas não me conformo em ser um analista qualquer, do género desses Júdices e demais intelectuais desterrados sabe-se lá de onde, que alapam o traseiro na cadeira de estúdio e só se mexem quando a grua os for erguer para os levar para o dormitório que fica na arrecadação por trás dos estúdios. Tem que ser uma coisa dinâmica e com impacto pessoal e social. Assim um cruzamento entre as ancestrais, embora prazenteiras, tiradas de génio de um Gabriel Alves miscigenado com o modernismo basculatório de um Freitas Lobo. Virado para a politica, claro está. Quero ser daqueles analistas que possuem o seu portátil no regaço. O Pacheco Pereira, por exemplo, tem um regaço com portátil, mas não diz nada de jeito. Já o Marcelo diz algumas coisas com jeito, mas o seu regaço não é portátil. Eu quero ser daqueles analistas, que tendo um portátil no regaço, tentam dizer alguma coisa que se aproveite.

Assim uma espécie de João Marcelino ou de Martim Avilez. Para quem não os conhece, basta dizer que o primeiro foi durante muitos anos analista futebolistico, ou seja, uma espécie de nosso João Evangelista, mas em versão "futebol a sério", ou seja, mais comedido e menos anedótico. Portanto, se há treinador de bancada com aptidão para o analismo politico, é o Marcelino. O apelido é que não ajuda, pois parece nome de padeiro e fica muitos pontos atrás de um Rebelo, de um Júdice, de uma Roseta ou de um Nobre Guedes. O Avilez tem um apelido forte e adequado para a área do analismo profissional, mas tem a desvantagem de mandar num jornal nacional intitulado "I". Ora bem, se os requisitos para se ser analista politico num canal de televisão são apenas estes, então sinto-me habilitado para o exercício da função, pois sou director interino de um blogue que tem no titulo mais letras, números e símbolos que o jornal desse senhor (99% Politica - 2 números, 8 letras e 1 símbolo). Ao nível do dirigismo de bancada, das pipocas e das pantufas, não conheço ninguém melhor que eu, venha o Avilez que vier.
Mas que raio tem esta nova vaga de analistas em especial? É pá, são giros na medida em que percebem tanto de politica como eu percebo de engenharia civil, como percebe o Adolfo Vidal, que não percebe de rimas, mas disso percebe o Diamantino. Só que esta recente geração de analistas possuem uma grande vantagem, se comparados comigo. São legítimos donos e possuidores de um portátil onde estão inseridos todos os dados importantes da vida politica portuguesa relativa aos últimos 30 anos. As abstenções, os vetos, as tomadas de posse, os desmaios, as exonerações, os processos jurídicos e todas as estatísticas em geral. Sempre que o moderador televisivo questiona o Marcelino e o Avilez sobre algo, eles primeiro fazem uma pausa, tentam perceber aquilo que é pedido, bebem um golo de água proveniente daqueles copinhos que estão sempre cheios em cima do balcão, e depois de uma rápida pesquisa no portátil, eis que a nossa ignorância sobre as matérias politicas é saciada em forma de gráfico estatístico. Podemos ficar à mesma sem saber porque é que a Manuela perdeu as legislativas, o Marcelino e o Avilez também não sabem, mas assim que consultam o aparelho dizem-nos prontamente que esta propensão para a Manuela perder eleições já vem do tempo da escola secundária onde a chefe - até ver - do PSD costumava perder todas as votações paras as listas concorrentes à associação de estudantes. E assim se dá a volta à questão...
Estes analistas não precisam de assimilar profundamente o fenómeno politico, pois o portátil, tal como o Liedson, resolve. Mas agora, já me sinto mentalmente preparado para entrar nesta selva que é mercado de trabalho do analismo profissional. Assim que o meu puto receber a nova geração de "Magalhães", vou pegar no dito e no meu currículo de director de serviço noticioso blogosférico de cariz anónimo e candidatar-me aos concursos que as estações de televisão costumam promover a cada nova legislatura para admissão de novos "comentadeiros". O futuro deste país passa muito por isso. O futuro deste país é todos atrás de um balcão a consultar um portátil e a analisar "coisas" vitais para o bom funcionamento do "coiso". E olhem que esta forma original de ganhar a vida já chegou a Estarreja. É vê-los no novo bar do parque municipal todos recostados nos sofás a beber uma fresquinha e a consultar os dados no portátil. Gosto quando um se vira para o parceiro - também ele analista portátil de "coisas" - e diz que o Orçamento de Estado para os próximos 7 anos está todo calculado no seu aparelhinho de regaço. Mas gosto ainda mais, quando o analista de parque municipal defende a sua tese alternada com potentes arrotos provocados pelos gases da Imperial.
E é precisamente neste aspecto que irei marcar a diferença relativamente aos restantes analistas de TV e é por isto que tenho a certeza que irei lá chegar a curto prazo. Irei ser o primeiro analista a usar o portátil em estúdio, não para consultar "coisas", mas para servir de base ao copo da Imperial e ao pires dos tremoços, peças essenciais ao bom funcionamento de qualquer debate sobre a actualidade. Não há nada como "escorrer" sobre um assunto, ao mesmo tempo que a cerveja "discorre" pela garganta. Ou será o contrário? Bem ...não interessa! Também aqui o portátil será de grande utilidade, pois assim que vislumbrar o fundo ao vasilhame, basta carregar no botão de abertura do portátil e os respectivos copo e pires irão pelos ares até à "régie" da estação, onde será renovado o stock de petiscos para mais meia hora de analismo politico...

Sábado, 7 de Novembro de 2009

Um homem que vale 14%.

Após a demissão de Paulo Bento, as acções do Sporting valorizaram cerca de 9%. Em Estarreja, existe um homem que vale muito mais que isso.


Pelo que me é dado a perceber, o PSD nunca precisou do CDS para ganhar a Câmara, dadas as diferenças para o PS. Seja em 2005 ou agora. A pergunta que eu faço - e penso que seja justificada - é porque é que o PSD continua a propor a união de facto aos azuis, sem necessidade, sujeitando-se a que aconteçam insólitos como os ocorridos na recente AF de Salreu, onde se assistiu a uma autêntica facada no matrimónio coligado?

Os 55 anos são só o princípio...



...para quem tem ainda muito para viver!

Tudo bem que Simone de Oliveira, Moniz Pereira e Carlos do Carmo fizeram muito por este país (há quem diga que sim), mas ter 55 anos , ou mais, já não se usa em parte alguma. O que está a dar agora, é ter 50. Vejam aquela mão estendida do nosso (praticamente) meio centenário Presidente da Câmara...
Aqueles 5 dedos dizem tudo:
ter 50 anos é ter mais 5 anos para fazer alguma coisa na vida do que aqueles que já vão nos 55.


É por isso que a CGD de Estarreja vai lançar um anúncio para ser rodado na RVR com o slogan:

50 anos são só o princípio para quem tem ainda muito para fazer!
"Caixa activa" para quem, com 50 anos, ainda tem projectos de vida.

Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

O Carnaval da(o) Figueira

Felizmente que para tomar de assalto a direcção da Ass. Carnaval Estarreja não é necessária a realização de testes psicotécnicos porque senão tenho dúvidas que alguns dos seus elementos estivessem aptos a assumir funções.

A actualidade em rapidinhas

Dizem que o Barreto se demitiu. Não irei tomar nenhuma posição oficial pois o meu concessionário ainda não me informou de nada.


A nova direcção da Associação de Carnaval tomou posse. A ultima vez que tinha visto tantas laranjas juntas tinha sido no pomar do meu sogro.


O desemprego desceu 2,52% no concelho de Estarreja e o novo executivo camarário passa a ter 4 vereadores a tempo inteiro, que não sendo ilegal, não é muito comum. Agora percebo porque é que a RVR anunciou que vinham aí 4 anos de ...trabalho!


Diamantino Sabina assumiu a pasta das freguesias. Caro Alexandre Fonseca, peço sinceras desculpas por tudo o que escrevi sobre a tua falta de jeito para verear as freguesias. Volta rápido!

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Ainda as fotos e os programas

Por falar nas fotografias dos presidentes, vereadores e demais eleitos - ou falta delas - este mapa colocado na página da Câmara pode ter várias leituras, tendo por base o programa apresentado pela coligação, na recente posse da tomada nos Paços do Concelho.- o Eco-Parque e o seu efeito multiplicador na fixação dos jovens;


Como é facilmente diagnosticável, apenas Fermelã cumpre o requisito da fixação de jovens. Eles foram fixados logo abaixo da freguesia de Canelas, apesar de não me parecer que tenham idade para entrar para o EcoParque.
- Educação: Escola Secundária de excelência, Parque Escolar requalificado com a paralela criação de 4 Centros Escolares;
Uma vez que não está prevista a construção de um pavilhão gimnodesportivo, dado que o orçamento foi totalmente gasto na piscina, as aulas de Educação Física e Psicologia Motora vão ter lugar na freguesia de Beduído, como é fácil de notar.
- Ambiente: continuar a virar Estarreja para a Ria com o renascer das nossas Ribeiras e do Parque do Antuã;


Estarreja deve ser mesmo pesada, pois andamos há séculos a tentar virá-la para a Ria, mas ela continua renitente em mover-se. Factos são factos e evidências são evidências. As imagens falam por si e neste momento, apenas 28% do território municipal está virado para a Ria, Canelas e Pardilhó.


- Rede viária: Circular à Cidade, beneficiação da EN 109, entre outras;
Claramente uma aposta ganha da freguesia de Salreu, não fosse essa freguesia a legitima proprietária, em regime de usocapião, da rotunda mais famosa das redondezas e uma localidade onde as carrinhas são transaccionadas como quem compra packs de peúgas na feira dos ciganos. Mais uma vez, as fotos são conclusivas.
- Agenda 21 Local;
Esta designação faz lembrar aquelas semanas temáticas dedicadas à cultura e às colectividades, mas assim uma coisa mais virada para a religião, tipo um simpósio organizado pela IURD - neste caso seria o 21º simpósio a ter lugar, desta vez, em Estarreja - ou uma cimeira que reúna as 21 maiores seitas Evangélicas do país. Sei lá, uma vez que o Presidente da Câmara, de vez em quando, gosta muito de trazer até nós estes certames aberratórios, olhei para a foto da freguesia de Veiros e lembrei-me que calhava lá bem uma "Agenda 21" de um qualquer grupo de fanáticos que falam com Deus regularmente e têm o contacto telefónico dos Apóstolos.
Quanto à fotografia que caracteriza a freguesia de Avanca, recuso-me a falar nela enquanto não meterem a foto do "pobre" Artur Pinho a acompanhar a sua freguesia de "eleição".

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

De volta ao pequeno caso

O - até aqui - impensável vai acontecendo nas tomadas de posse e primeiras deliberações dos diferentes executivos do Poder local. Para a Assembleia de freguesia de Salreu, apesar da maioria da coligação, a nova presidente da mesa é do PS, justamente porque na votação para escolher Presidente e Secretário, o único elemento do CDS votou contra, permitindo assim que a lista do PS saísse vencedora. Já dizia o Rui Veloso no Anel de Rubi: "não se pode amar alguém que não ouve a mesma canção".
Já no caso de Canelas, a votação para Presidente da Mesa ainda foi mais espectacular, pois foi necessário recorrer ao número 7 da lista da coligação para encontrar alguém capaz. Ou não. Diga-se, em nota de rodapé, que o número 7, habitualmente nem dá direito a ocupar lugar na mesa da Assembleia, quanto mais chegar a presidente. Depois da Ribeira, das Palmeiras, do andebol de praia, do parque de merendas, do parque infantil e do bioria II, está encontrada a 7ª maravilha de Canelas, de seu nome, Miguel Valente.

Domingo, 1 de Novembro de 2009

Os miúdos gostam e os graúdos apreciam

Antes da chegada da Internet e dos seus malefícios, o que estava a dar - para além das instrutivas revistas da Tânia - era a Banda Desenhada. Quem nunca acompanhou as aventuras do cowboy Tim Tim e do seu cavalo Joly Jumper? Quem nunca teve vontade de assaltar a caixa forte de moedinhas do Tio Patinhas, como faziam vezes sem conta os Irmãos Dalton? Quem nunca teve vontade de possuir a pontaria certeira de um Lucky Luke, que acompanhado do seu coiote Milu, ia eliminando todos os Romanos que lhe azucrinavam a vida lá no Faroeste? Ou beber da poção mágica do Astérix, para ultrapassar os Metralhas que rolam nas nossas estradas a 25 km/h e conseguirmos assim, chegar a horas ao trabalho? Ou ter a força de um Mickey, que levantava menires na pequena aldeia irredutível gaulesa? Ou ser como o Homem Aranha que quando se arreliava ficava verde e espumava da boca, devido aos efeitos nocivos da Kryptonite? Quem nunca imaginou ter um corpo flexível como o do Homem Elástico, que por causa de ter sido picado por uma aranha, começou a atravessar paredes porque passou a ser transparente? A esta hora o estimado leitor anónimo já deve estar maravilhado com os meus conhecimentos acerca do fenomenal mundo da BD. Só faltou dizer que a Clarabela é uma porca, a Miss Piggy uma mula e o Pateta um membro da Assembleia Municipal.

Foi precisamente o amigo Astérix que recentemente completou 50 anos e ainda continua aí para as curvas. Assim como, o seu camarada de caminhada, Obélix, mas este curvas é com ele, parece um enchido insuflável. Dizem que comeu muito javali no espeto quando era pequenino e agora os efeitos da poção mágica nele são permanentes. Pois bem, como forma de homenagear esta dupla inseparável e sabendo que os irredutíveis políticos de Estarreja também os leram nas suas juventudes, aqui fica o livro preferido de cada qual, o livro que os políticos locais escolheram de entre o vasto manancial de obras de Astérix e que ainda hoje o guardam solenemente bem acomodado por entre o estrado e o colchão da cama de casal. No caso daqueles políticos que ainda dormem sós, também lá deve ter um ou outro número da Tânia a acompanhar o Astérix.
«Algures no meio da Gália, existe um pequeno concelho de irredutíveis coligados gauleses que resistem, hoje e (quase) sempre, ao invasor socialista romano.»


1 Astérix o Gaulês (Eduardo Matos) - apresentação do herói desta narrativa. Um verdadeiro chefe de alcateia, que graças aos efeitos milagrosos da poção mágica, lá vai conseguindo defender o seu reduto de todos os invasores externos e ...internos. O seu amuleto - todos os heróis têm o seu amuleto - é uma velinha de mão de Nª Senhora.2 A Foice de Ouro (Américo Soares) - um habitante do Leste da Gália a quem saiu a taluda. É um verdadeiro agente infiltrado no seio das divergências entre Romanos e Gauleses.3 Os Godos (Adolfo Vidal) - um guerreiro nacional-socialista, oriundo da Alta Germânia - claro está - sedento por se tornar em "manda chuva" de alguma coisa, cujo objectivo mais ambicioso é conquistar o pequeno concelho de irredutíveis a médio prazo. Compensa a falta de carisma politico, com o comentário anónimo em blogues da especialidade.4 O Gladiador (Marco Braga) - Um Otomano que é pau-para-toda-obra! Um gladiador versátil que Astérix de Matos se lembrou de ir buscar para o ajudar a deliberar "coisas" nos plenários e assembleias dos druídas. Se não toma cuidado com o que faz, passa de herói dos quadradinhos, para gladiador que vê o sol aos quadradinhos.
5 Astérix e Cleópatra (Lurdes Breu) - Uma rainha vareira bastante evoluída para a altura, que queria dominar a Gália Municipal sem sequer saber o nome das freguesias e condados que a compunham. Era tão poderosa, mas tão poderosa, que após a sua partida do mundo físico, a sua alma por cá continuou em forma de mosaico de parede. Séculos mais tarde, chegou o acrílico. A marca sexual mais excitante desta rainha era o seu nariz superiormente arrebitado. Parecia a haste de uma bandeira.
6 Os Bretões (Manuel do Nascimento) - reino aliado à Gália Municipal - com um líder tirano que tem morada aberta - que por força do isolamento face ao resto do continente, possui comportamentos e taras muito próprias. Por exemplo, é costume verificar que nesse reino as quadrigas rolam nas estradas em sentido contrário, o que provoca inúmeros acidentes quando se cruzam com quadrigas continentais. Quando chove neste reino, as ruas ficam alagadas de tal maneira que as quadrigas têm que dar lugar às galeras. É impossível lá entrar quando o canal da Mancha se eleva acima da cota da estrada. Há quem diga, que no próximo mandato, faz lá falta um eurotúnel a preço de centro cívico.

7 Os Normandos (José Henriques) - Eterno rei que caiu no trono por acidente, pois num reino onde ninguém liga nada aos assuntos públicos, bastou o voto de meia dúzia de celtas para o conduzir no cargo, até hoje. Rei Henriques, que aliás, é tipicamente Normando, pois nunca sabe se há-de estar do lado dos Aliados ou dos Nazis. Dos Godos ou dos Visigodos. Dos Gauleses ou dos Romanos. Dos PSD´s ou dos Outros.8 O escudo de Arverne (Diamantino Sabina) - A história de um bem proporcionado legionário que participa nas reuniões da legião e diz que sim a tudo. Já o avisaram que fazer politica protegido pelo escudo paterno é fácil. O problema vai ser um dia quando for preciso largar o escudo, agarrar o gládio e enfrentar sozinho o batalhão romano. É grande rival do Godo Adolfo.
9 O Caldeirão (Hilário Matos) - Não confundir esta obra com outra intitulada "O calmeirão". No livro da colecção Astérix, "o caldeirão", conta-se a história do moço que revolve a panela onde se prepara a poção mágica que faz os gauleses derrotar, batalha após batalha, as investidas romanas. E mesmo que o jovem queira bater as asas dali para fora para almejar outros voos, não pode, porque agrilhoaram-no à base do caldeirão e daquela exclusiva função já não se livra.10 Na Hispânia (Carlos Amador) - Uma coisa é ganhar batalhas graças aos efeitos miraculosos da poção mágica extraída a partir do óleo de untar os javalis que rodam no espeto. Outra coisa é tentar ganhá-las em locais onde a malta não se deixa iludir por espetadas assadas. Na Hispânia avancanense, as touradas e os "strips" à porta fechada ainda têm muito poder e os gauleses coligados bem que podem tirar o javali da chuva antes que a carne fique estragada.11 A zaragata (Abílio Silveira) - gaulês bon-vivant que revela bom entendimento nas negociações politicas entre seres do mesmo sexo, mas possui mau trato nas relações com o sexo oposto. É casado com Latraviata (ver livro 21).
12 Entre os Helvéticos (Mário Simão) - Um senador proveniente do país dos neutros, que tanto lhe pode dar na tola e lutar ao lado dos gauleses, como daqui por uns anos defender a causa Romana. Tem muito a ver para que lado do cantão sopra o vento. É especialista em espreitar por cima do ombro dos outros. Na Helvécia, é considerado gesto de reverência.13 O Adivinho (José Matos) - Os gauleses temem o Deus Toutatis, enquanto os Romanos veneram Júpiter, Urano, Neptuno e o cometa Halley. Mas este gaulês é ateu e é perito em lançar as pedras para prever o desfecho das batalhas entre Romanos e Gauleses. Nunca ninguém o leva a sério, mas o que é certo é que o pitonisa acerta sempre nas suas cartomancias.14 O presente de César (Catarina Rodrigues) - guerreira Romana a quem foi tirada a presença na Assembleia dos Congressistas, com a promessa que lhe seria dado um cargo no Senado Camarário. Um verdadeiro presente de César foi o que recebeu esta Romana traída.
15 A Grande Travessia (Camilo Rego) - gaulês mutante que começou gaulês e acabou romano. A cena deste amigo é mais "X-men" e não tanto o Astérix. Tem uma particulariedade particularmente particular. Na assembleia onde ele está, sabe mais do que os tipos que mandam nele. Às vezes acontece.
16 Obelix e Companhia (José Valente & companhia) - Obélix sempre será uma figura secundária nesta história. Astérix é que é a figura central. Portanto, Valente & companhia bem que podem esgravetar nas Assembleias que nunca irão livrar-se da condição de meros carregadores de menires.17 O Grande Fosso (Fernando Mendonça) - decurião Romano que tentou afogar a pequena aldeia irredutível gaulesa, mas apenas conseguindo que a cota de alagamento chegasse a 28,54%. O que é notoriamente insuficiente. Sem a poção mágica, o melhor é estar quieto.
18 A Odisseia (Gabriel Tavares) - pequeno bardo gaulês, que sem saber ler nem escrever, chegou em poucos anos a um cargo na orquestra que outros músicos demoram décadas a atingir. Se bem que o problema não será tanto lá chegar. O problema é sair, porque é um processo atávico que se entranha no ADN e custa a "desencardir". O druida Simõespintix que o diga...

19 As 1001 Horas (Jacinto Vieira) - subitamente, um excêntrico samurai proveniente das Terras Altas Mongóis, alia-se aos gauleses do concelho irredutível e propõe-se a exterminar os Romanos, um por um, à velocidade de uma crónica por hora. Portanto, daqui a 1001 crónicas, todo o Império Romano terá desaparecido por entre as entrelinhas do seu tinteiro vocabular.

20 A Rosa e o Gládio (Marisa Macedo) - Entre a espada e a parede. Entre a continuidade e a demissão. Entre Estarreja e Lisboa. Nunca uma obra de Astérix revelou uma faceta tão introspectiva, como esta.21 Astérix e Latraviata (Mónica Pereira) - Sabendo o Imperador Romano, Julius Mendonça, que um rabo de saias pode virar a cabeça a qualquer um e até influenciar o desfecho de batalhas, astuto como é, introduziu uma bela cantora de ópera para tentar desafinar a harmonia da trincheira inimiga, mas o melhor que conseguiu foi fazer com que os gauleses ficassem com ela e a incorporassem na luta. 22 O dia em que o céu caiu (Vladimiro Silva) - Os gauleses só têm medo de uma coisa, que o Deus Toutatis lhes faça o céu cair em cima. Em 2001 caiu mesmo, mas foi em cima de um centurião romano, hoje em dia exilado na Córsega.
23 Astérix e os índios - Este é o livro preferido daqueles gauleses que gostam de escrever em murais de tribunal.24 Os 12 Trabalhos (Teixeira Valente) - Este gaulês de ar aparentemente achacadiço, com aspecto de sherpa atarracado, é responsável por efectuar o pagamento aos tipos que dão formação académica aos gauleses da aldeia. O problema é que ele nunca sabe como é que há-de fazer o pagamento. Se em sestércios? Se em javalis? Ou em menires? (O seguinte comentário contém spoilers) No fim do livro, não lhes paga.
25 O golpe do menir (Daniel Batista) - Num pequeno aglomerado a sul do Concelho irredutível, existe um ancião que não se deixa levar pela conversa de chacha e persiste em detectar ilegalidades várias aquando da realização das assembleias plenárias, para depois fazer passar essa informação aos romanos. Há gauleses que já não o podem ver, mas enquanto não lhe acertarem com um menir, vão ter que levar com ele. (com o ancião e não com o menir)
26 O filho de Astérix (Carlos Albérico) - Se Diamantino Sabinix é o filho afilhado de Astérix de Matos, então Carlos Albérix é o neto. O vice de Sabinix e novo líder de bancada da coligação gaulesa só sabe falar de orçamentos e mesmo que lhe perguntem se o FC Petitbonum terá hipóteses de ser campeão, ele responde como responde quase sempre: "o orçamento é quem manda".
27 O domínio dos Deuses (Carlos Vítor) - Se houvesse prémio para a ubiquidade teria que ser entregue a este gaulês descarnado, mas muito fiel às suas cores. A sua vida familiar deve ser muito monótona, porque para além de ter tempo para aparecer em quase todo o lado, este agora deputado, também já chegou a chefe do Carnaval irredutível. E quando existe um acontecimento e ele não é informado, faz birra e amua.