Após longas 'postadelas' de ausência, regressam ao Aviscosidades com Foral os grandes 'hits' da música ligeira portuguesa. Para hoje, inspirado no clássico 'A baía de Cascais', dos Delfins, temos, 'O pinódromo do BioRia'.
No pinódromo de Salreu;
Avistei ao longe um lugre fringilídeo;
Perguntaste, "porque desapareceu?"
Olhei no céu, esquenta o mercúrio;
Vejo um pica-peixe nos teus olhos;
Ao contar-te velhos contos eróticos;
A arte das pinocadas contada em tópicos;
(hu hu uuu)
Eu pinto este pinódromo assim;
(hu hu uuu)
E são mil toirões ao pé de mim;
(hu hu uuu)
Neste pinódromo eu descobri;
Tanta porno-biodiversidade em redor de mim;
Sós, junto ao dique;
Vou recordar o romance tórrido;
Entre a lontra e o melro dentirrostro;
(instrumental)
Vejo a ria nos teus olhos;
Um safio seduz a gineta;
Será que vai haver minet...?
(hu hu uuu)
Eu pinto este pinódromo assim;
(hu hu uuu)
Cardumes de cavalas saltando junto a mim;
(hu hu uuu)
EcoRia, NaturRia e BioRia;
Todos EcoINSIDE numa 'ganda orgia;
(hu hu uuu)
Eu pinto este pinódromo assim;
(hu hu uuu)
E são mil toirões ao pé de mim;
(hu hu uuu)
Neste pinódromo eu descobri;
Tanta porno-biodiversidade em redor de mim;

12 pareceres anónimos:
Fenomenal,"Tanta porno-biodiversidade em redor de mim ", está sublime.
Bem retratado, Ferme.
É que se vê mesmo uma verdadeira biodiversidade de rituais e esquemas de acasalamento, seja macho-fêmea um pouco dispersado, fêmea-fêmea na casa de bonecas do retiro e macho-macho junto ao canavial. Só falta a zona BDSM e swing, porque voyeurs é à pinha ,mesmo sem utilizar as torres de voyeurs Hihihi Ok, a zona macho-macho, que se transfira para outra zona a designar. Ok, desenvolva mais, Ferme que isto promete! Um bem haja! Estava a referir-me às espécies do Bioria, obviamente...
Caso para dizer " pila ligada ao cérebro" !
Anónimo 22h54,
"voyeurs à pinha" não serão, até porque o BioRio não possui assim tantos "turistas", mas que ninguém venha com aquela história dos "birdwatchers", porque grupos de gente munida com binóculos a apontar as ópticas para o canavial durante uma tarde inteira, são, no mínimo, gente com algum tipo de perturbação psíquico-sexual. Em ultimo caso, serão "pornwatchers" de 4ª categoria.
Finalmente vou começar a interessar-me pelo Bio Ria
lololol
Estou boquiaberto. Isso é mesmo assim? Vocês devem estar a exagerar.
Será que isso não stressa a fauna e a flora? Ou será que é um incentivo ao desenvolvimento natural? Estas dúvidas existenciais não me largam.
Incentivo! Opto pelo incentivo. Reparem que, segundo o site camarário, as visitas este ano, ao BioRia, aumentaram, restando saber se essas visitas incluem as incursões oficiais e as não oficiais. O que nos leva a outra discussão: o que será necessário fazer no BioRia para que a nossa presença física seja considerada uma visita?
- pedir informações?
- estacionar o carro, ainda que por apenas 2 minutos?
- caminhar os 7 km?
- pedalar nas bugas disponibilizadas para o efeito?
- e se trouxermos a nossa própria bicicleta?
- não usar as bicicletas, nem caminhar, muito menos pedir informações, mas usar o BioRia para dar uma pinocada ao km 6,8?
- entrarmos no BioRia pelo lado dos recenseadores, mas abandonarmos a zona pelo outro lado?
- se trouxermos crianças menores de 12 anos, é considerada visita total ou apenas meia visita?
- e se nesse dia formos 3 vezes ao BioRia: uma para caminhar, outra para pedalar e outra para irmos buscar o boné que deixamos cair junto ao junco? São registadas 3 visitas, para apenas uma pessoa?
- se sobrevoarmos o BioRia em ultraleve é considerada visita?
- e outra dúvida também ela justificada: se usarmos o anfíbio e ele avariar a meio, existe transporte alternativo?
Posto isto, penso que a instalação de um sistema de torniquetes nas várias entradas do BioRia, para dissipar todas estas dúvidas, já é perfeitamente fundamentada e mais do que justificada.
Anónimo 17h37,
de onde pensa que vem a expressão "amantes da natureza"?
Ah! Ah! Ah!
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