Terça-feira, 28 de Junho de 2011

A política explicada às criancinhas do infantário de Fermelã*

Esta coisa da política é realmente bastante 'pitoresca'. Isto para quem assiste de fora, pois, para quem deambula lá por dentro, é pitoresca e simultâneamente bem remunerada. E o problema reside exactamente aqui, nos €€€. Se a malta lá andasse por vocação própria ou por amor ao país, o sistema funcionaria de forma totalmente diferente, (quase) todos puxariam para o mesmo lado, esqueciam ódios, diferenças raciais e partidárias e quem ganhava era sempre Portugal, mas a vocação de 83,29% desta gente (números aproximados) é o numerário, o cheque e o desfalque movimento bancário. Havendo dinheiro a 'rodos' e tendo a possibilidade de alimentar famílias inteiras, não há hipótese!!!
E depois, ainda há deles cujo vicio de usurpar qualquer coisa é tão grande, que chegam a gamar certos artefactos que nem sequer dão para comer, como por exemplo pequenos gravadores. É algo que está tão entranhado no agente politico - ou foi-lhe entranhado quando ainda era um jovem aspirante a militante - que, mesmo que em cima daquela mesa estivesse um par de vibradores, teriam ido na mesma 'enfiados' nos bolsos do pobre mendigo socialista.
E aqui, o uso do pronome 'socialista' não é abusivo da minha parte, pois o gatuno era mesmo um socialista a valer, daqueles socialistas cuja bondade e generosidade até dão vontade de uma pessoa ficar compadecida, de tão socialistas que eles são. Reparem que ele é tão socialista que optou por roubar os dois gravadores, enquanto se se tratasse de um social-democrata teria certamente optado por furtar apenas um dos gravadores - o de marca mais conceituada - e ignorado o mais 'fraco'.

É óbvio que a dualidade ideológica é necessária em democracia, mas o que vem em demasia acaba por ser moléstia. Vem isto a propósito das declarações recentes do comentariado nacional, acerca das escolhas, tomada de posse e primeiras medidas do novo Governo de Direita. Sim, é um Governo de Direita, mas antes de ser um Governo de Direita, é um Governo que - mal ou bem - vai tentar tirar o pescoço português da guilhotina europeia. O 'mau-perder' de alguma falange socialista foi tão intenso - uns porque perderam a posição no lugarzinho do costume e outros porque já não se lembravam que em Portugal, parecendo que não, é possível haver outros partidos a ganhar eleições legislativas, que não exclusivamente o PS - que desataram a lançar farpas em direcção ao novo Primeiro-Ministro e ainda o antigo Primeiro-Ministro não tinha tido tempo de arrumar a escrivaninha de São Bento e procurar os chinelos de dedo que desapareceram, debaixo de algum armário, durante a legislatura de 2005/09 e nunca mais apareceram.


- Para os apaniguados do PSD, as escolhas de Coelho foram bestiais, certeiras e adequadas ao momento. Não se trataram de segundas escolhas, muito pelo contrário,  foram seleccionadas a partir de um reduzido - mas cuidado e estudado - lote de potenciais ministros que oferecem todas as garantias - mínimas, máximas e intermédias - para tirar Portugal da penúria.
- Já para os correligionários da 'rosa', as escolhas de Coelho foram desesperadamente de recurso e todas elas foram feitas a partir da segunda escolha, da terceira linha, da quarta bancada, do quinto pacote, oriundo da sexta vaga de militância, que ainda há pouco tempo ocupava a sétima posição no estrato dos respectivos partidos, com a agravante de alguns deles nem sequer possuírem o oitavo ano de escolaridade e serem agora chamados para uma verdadeira prova-dos-nove governativa.
Se bem que aqui, o comentariado socialista começa a entrar pelos domínios da incongruência, pois todos estes requisitos - invejavelmente secundários - são, basicamente, os requisitos indispensáveis para se ser ministro. E se a formatura académica tiver sido adquirida num domingo de Páscoa, ainda melhor!


- Para a massa adepta social-democrata, os novos ministros são pessoas com provas dadas em cada um dos seus domínios e aguentam muito bem com a pressão e com a acumulação de pastas ministeriais tão distintas, como são a agricultura e o planeamento do território. Até eu, que nunca estudei para ministro, sei perfeitamente qual a melhor opção para fazer convergir estas duas pastas: é deixar o território português todo a pousio!!! É o melhor planeamento... e na Madeira e Açores, vá lá, talvez dispor uns pés de couve e até, aproveitando as condições húmidas desses pedaços de crusta à deriva no meio do oceano, experimentar produzir uns agriões.
- Já para os defensores do socialismo puro e duro, os novos ministros não passam de garotada mal-educada e impreparada (governo socialista decente tem uma média de idades de 87,6 anos), que saíram há pouco tempo das salas de aula (para cúmulo, com cursos tirados a meio da semana) e esta coisa de dar emprego somente a 11 ministros ainda vai acabar mal, porque toda a gente sabe que um governo, para funcionar correctamente, tem que integrar pelo menos 36 ministros, 87 secretários de estado, 324 assessores, 526 chefes de gabinete e 765 porta-voz. Mais os moços que tiram os cafés. Não esquecendo os 18 Governadores Civis, que parecendo que não, também são gente.



(foto que não tem nada a ver com o texto, mas que foi aqui publicada para fazer descansar as vistas da leitura, durante alguns segundos)




E a tomada de posse? Com 'vespas' e ministras em calças de ganga?
- Para os do PSD, a tomada de posse foi um momento extraordinário e uma viragem decisiva no rumo deste país... apesar de nunca nos ser explicado, pelo menos em português facilitado, o porquê da 'extraordinaridade' desse momento.
- Para os do PS, a tomada de posse foi um momento perdido e ficámos sem saber quais as linhas motrizes pelas quais se vai reger o novo Poder... apesar de nunca nos ser explicado, pelo menos em português facilitado, o porquê da 'perdição' desse momento.


Até no caso 'Nobre' as opiniões dividem-se, consoante o lado para onde aponta a 'rosa-dos-ventos' partidária.
- Para os indefectíveis da laranja, Passos Coelho conseguiu sair ileso deste processo, descalçou uma grande 'bota', evidenciou um golpe de 'rins' notável, agradando a gregos (Paulo Portas), a troianos (oposição parlamentar), à AMI (libertou-lhes o patrão) e até ao FMI, pois a Dona Assunção Esteves é muito mais parecida com Angela Merkl do que o 'nobre' candidato a candidato a presidente da AR.
Um espanto, este Passos!!! Basta ser Coelho!!!
- Mas, atenção, não embandeirar em arco, porque para os entusiastas do socialismo, aqueles que escrevem na borda Esquerda dos jornais - ou no Facebook, no caso do amigo Fernando Mendonça - esta foi a primeira derrota de um poder legislativo que começa "bem", sem qualquer noção de "Estado Social" e que promete levar o país para um abismo económico sideral.


Portanto, para os escrivões afectos ao PS, a primeira semana de governo PSD/CDS já ocupa por legitimo direito um lugar no ranking dos 5 piores governos da história portuguesa, posicionado logo a seguir ao governo de Durão Barroso, ao de Santana, ao de Cavaco e ao de Balsemão, obviamente todos eles governos de Direita, pois já se sabe que os governos do PS ocupam, clara e prestigiosamente, posições entre os melhores do ranking, não só na história política portuguesa como também na história política da Via Láctea e quem sabe, ocupando meritoriamente um lugar de relevo na história política de todo o Cosmos.


Mas não é só em matéria política que o analismo PSD diverge do opinanço PS. Atente-se no caso 'Villas-Boas'.
- Para a massa encefálica admiradora do PSD, a intervenção de Passos Coelho na transferência do 'manager' portista para Londres foi uma obra-prima, caçando 15 milhões de euros ao russo, que bastante jeito vão dar na hora de pagar subsídios de férias aos funcionários públicos esfomeados que por aí vegetam por entre os caixotes do lixo das periferias das micro, pequenas, médias e grandes cidades.
- Já para os teóricos de pacotilha do PS, Passos Coelho ainda agora chegou e já começou a desbaratar o património humano e cerebral que tanto trabalho deu a moldar, ao executivo 'socratino', durante os últimos 6 anos de segundas 'oportunidades', aliás, neste momento, o maior receio por parte da franja socialista é que as políticas nefastas, levadas a cabo por Passos Coelho durante esta primeira semana, obriguem - na senda de Villas-Boas e por arrasto daquilo que tem sido norma nos últimos anos - todos os cérebros recém-formados nas 'Novas Oportunidades' a emigrarem para procurar trabalho na NASA, entre outras.

Outros exemplos. Atente-se no caso 'bombeiros' de Albergaria-A-Velha. Desconheço se essas 'turras' entre Câmara e bombeiros de Albergaria se devem a motivações políticas, mas em Estarreja isto seria impossível de suceder, pois, os mesmos que mandam na Câmara são exactamente os mesmos que mandam apagam fogos nos BVE. Porém, tenho a certeza que bastaria uma dessas administrações mudar de cor partidária para acontecer uma tragédia. Lá está, a filiação partidária sempre à frente de tudo o resto.
É extremamente fodido quando a política se enfia à bruta em áreas sociais onde deveria ficar à porta. Um bom exemplo a nível local é o infantário de Fermelã. Este infantário é simplesmente o maior exemplo de "Estado Social" que se conhece nas redondezas. As pobres vitimas, a maior parte delas com a dentição ainda incompleta, só começam a votar daqui a 15 anos, mas já têm que levar com permanentes guerrilhas de cariz partidário. Desde educadoras que são colocadas na prateleira porque não votam PS - ou pior, integraram listas do PSD nas últimas autárquicas - até admissões de novas funcionárias, sem qualquer tipo de preparação para manusear uma criança, mas que possuem os requisitos mínimos: são simpatizantes da causa socialista e até possuem cada uma o seu 'pin', o boné e a canetinha do partido.
E o cúmulo dos cúmulos, para requisitar um autocarro à Câmara PSD, é preciso entrar em acção um pai (de preferência, independente), pois a direcção técnica do infantário não gosta de 'rebaixar-se' a esse nível. É uma tristeza!!! ...e recomenda-se ao proletariado municipal do PS que pense duas vezes antes de lançar 'farpas' às colocações familiares da Câmara PSD.


De facto, quando o cartãozinho do partido e a consequente necessidade de passar a vida umbilicalmente ligado à 'teta' do poder para poder suprir as dificuldades normais do dia-a-dia familiar, se sobrepõe àquilo que neste momento deveria ser o mais importante - esquecer diferenças ideológicas e 'guerrinhas' pessoais e tentar reunir um consenso de esforços, uma vez que aquilo que está em causa é o futuro de um país, que por acaso até é Portugal - estamos conversados acerca do desinteresse generalizado que a sociedade actual dedica à classe política, incluindo as criancinhas do infantário de Fermelã.


A verdade é que ninguém faz política para o 'próximo', como de resto Nosso Senhor nos aconselhou. Enquanto as políticas forem feitas tendo em vista o bem-estar do próprio, em primeiro lugar, o bem-estar do familiar, em segundo lugar, o bem-estar do amigo, em terceiro lugar e apenas em quarto lugar vier a política direccionada para o país, esta merda vai andar sempre enfiada no mesmo atoleiro e até corre-se o risco do país ser extinto.
Esta capacidade camaleónica de alterar a linha de discurso, conforme se está no poder ou na oposição, é verdadeiramente extasiante para quem está lá 'dentro' e toleravelmente apreciável para quem, como eu, assiste do lado de 'fora' e gosta de consumir o fenómeno político, mas se esta gente continua sem se entender e não se 'adaptam' rapidamente uns aos outros, é provável que a curto prazo deixe mesmo de haver poder e oposição, ou seja, PAÍS, e os únicos animais que cá vão ficar são precisamente aqueles que são à prova de extinção: os ratos, as baratas e os comunistas.

13 pareceres anónimos:

Anónimo disse...

Acho que não há ninguém de Aveiro no Governo. Que pena! A isabelinha não vai.

Anónimo disse...

adormeci a ler isto , tao a falar do quê?
da-se

Anónimo disse...

vai, depois das ferias verao .

Anónimo disse...

Ena ! granda seca , é coisa da temperatura alta do fim semana passado, só pode ..

Anónimo disse...

depois das férias só se for acompanhar o irmão nos seus negócios lisboetas.

O Democrático disse...

Estou curioso; gostava de saber mais sobe o caso do Infantário de FERMELÃ! será que é possivel! agradecia imenso.

Anónimo disse...

no infantario fernmela - ja estao abertas as inscriçoes ...

Criancinha adulta disse...

Democrático pretende saber o quê? Que apesar de todas as actividades para angariação de dinheiros e mensalidades pagas pelos papás (que não são poucas quanto isso) o fundo de maneio do infantário está sempre abaixo do vermelho e que não existe nem nunca existiu contabilidade organizada?

Anónimo disse...

Gostava de saber qual o interesse por um infantário? Há tantos em Estarreja e Avanca! Olha a Fundação, onde está o amigo Zé Claudio; ou a Associação Quinta do Resende, com a ex mulher do silveira; ou... deixo para depois.

Anónimo disse...

E a ama da Rua Dr. Egas Moniz onde estão as filhas do Presidente da Câmara está legal? Paga impostos?

Anónimo disse...

O infantário de fermelã é aquele onde trabalha a irmã da marisa macedo? E a ama de pardilhó já não existia no tempo do ps?

Anónimo disse...

Bem, se vamos para o assunto "amas" de instituições e pessoas que nada têm a ver com política, isto vai dar pano para mangas e quem sai mais chamuscado é o presidente da Câmara. Não tenho dúvida.

a Democrática disse...

Criancinha adulta; continuo a não entender fundo de maneio no vermelho! então onde anda o pilim! contabilidade organizada não existe! não percebo nada. que eu saiba tem que haver contabilidade organizada numa instituição de solidariedade com um determinado numero de funcionárias ou será que estou enganada, mau parece que á algo de errado lá para os lados dessa instituição. Mas bem parece que o padre Borga vai dar uma ajuda.