7 medalhas de ouro, 6 de prata, 13 de bronze e mais 8 classificações dentro do 'top' 5, foi o pecúlio amealhado pelo 'time' do Arsenal de Canelas no recente campeonato nacional de 'high speed', realizado na Pista Internacional de Velocidade de Canelas.
Não querendo tirar o mérito aos patinadores do Arsenal, que realmente exprimiram um domínio avassalador - quase como se patinassem sozinhos - penso que seja a primeira vez que a Câmara faz eco noticioso das suas façanhas. [AQUI]
Algumas conclusões podem ser extraídas:
a) de facto, estamos a atravessar o maior 'deserto' em termos de actividades municipais dos últimos 5 anos e esta categórica exibição do Arsenal veio funcionar quase como que um pequeno 'oásis' informativo, até porque está na altura de pagar aos gestores e 'escrevedores' do site camarário e convém que eles redijam alguma coisa que se veja;
b) a visita a Estarreja dos jovens cantores de La Riche seria também um tema essencial, a explorar incessantemente durante a semana que agora acaba, mas essas moças têm o inconveniente de não actuarem para nós em fato justo e 'pernoca' depilada;
c) já que estamos numa de desporto e aproveitando o facto do futebol ser a única área da sociedade que ainda vai dando de 'comer' ao povo, deixo o meu profundo lamento pelo facto da Câmara de Estarreja não ter dedicado uma única linha ao terceiro apuramento consecutivo do CDE para a final da taça de Aveiro. É revoltante esta situação e se eu estivesse no lugar da direcção do clube mais representativo do concelho (apesar de haver outro numa divisão nacional), intercederia junto da Ass. Futebol de Aveiro para que no dia da final fosse levado a cabo um minuto de silêncio em solidariedade para com os milhares de comerciantes estarrejenses traídos, que pensavam morar numa cidade, com comércio de cidade, actividades de cidade, pujança e dinamismo de cidade, quando na verdade ainda habitam numa medíocre jurisdição medieval pertencente a uma microscópica burguesia molesta, que do topo dos seus imponentes castelos assentes em barro, mijam de alto sobre os eleitores leprosos que se arrastam nas vielas sombrias, defecam nos beirais das suas entradas e se esfolam às terças e sábados na farfúncia mercantil à beira-rio, tentando ser dos primeiros a agarrar a preciosa coxa de frango ou qualquer outro resto que seja largado propositadamente pelos regedores municipais, que passam despreocupadamente a bordo das suas quadrigas rumo às suas habitações de fim de semana, mantendo deste modo a plebe serena, controlada e aprisionada na insignificância individual de cada um.
d) valha-nos a criatividade do Jornal de Estarreja ao enfatizar (lá está) algumas linhas com essa individualidade local - nunca antes entrevistada - que dá pelo nome de Teixeira Valente. Uma entrevista na qual o grande 'comandante' do comércio e logística da região (ele fica contente e orgulhoso que a gente o trate assim) assume que o centro da cidade não passa, neste momento, de uma tenebrosa caverna nefasta à circulação de pessoas e bens:
«...há algumas medidas tomadas que não foram boas para o comércio. São exemplos disso algumas reestruturações que foram feitas... não temos uma praça atractiva, com iluminação muito fraca, as fachadas dos edifícios a precisar de remodelação, os toldos das montras deviam ser iguais. Com o PROCOM não houve cuidado da Câmara em promover uma remodelação da Praça. O dinheiro que foi afecto à autarquia podia ter sido melhor utilizado. As ideias que estão no papel têm que ser postas em prática. Estar no papel não chega...»
Mas eis que a solução, há décadas procurada, é afinal simples de concretizar:
«...o coreto deve ser deitado abaixo...»
Como forma de:
«...criar espaços de esplanada com qualidade para atrair pessoas ao centro..»
Isto porque:
«...as pessoas vão a locais onde possam estacionar com facilidade..»
E até que não discordo do Senhor Valente. Aliás é impossível discordar dele porque ele diz sempre a mesma coisa. Se concordávamos com ele há 30 anos atrás é óbvio que continuamos a abanar a cabeça dizendo que sim a todas as suas ideias e intervenções.
Há mesmo que facilitar a vida aos condutores que chegam aos milhares para abastecerem-se no comércio local. Fartos que andamos de 'remodelações-sem-sucesso' na Pç. Francisco Barbosa, o melhor mesmo era aproveitar o 'bulldozer' que vem deitar o coreto abaixo e arrasar com toda a 'cidade' de Estarreja, criando assim mais alguns milhares de lugares de estacionamento para que o 'grosso' da clientela deixe aqui os seus carros em segurança e possa apanhar o comboio comodamente para ir fazer compras à CIDADE de Aveiro, CIDADE de Ovar, CIDADE de Espinho ou, se der mais jeito, o autocarro para as CIDADES de Oliveira de Azeméis ou Albergaria-A-Velha.
Penso ser importante colocar imediatamente uma placa de VENDE-SE LOCALIDADE, COM ESTATUTO DE CIDADE, USADA MAS BEM CONSERVADA, VISTAS DE SERRA E RIO, PELO MELHOR PREÇO à entrada de Estarreja. Pode ser que alguma construtora, pública ou privada, se interesse por fazer disto um MEGA estacionamento - ou até um SUPER estaleiro servindo de base a outras obras mais importantes - antes que esta merda seja votada a pousio, de vez, pelos proprietários.
Mais do mesmo: sobre a explicação para o 'quid-pro-quod' entre SEMA, IAPMEI e formadores, fiquei a perceber o mesmo...
d) valha-nos a criatividade do Jornal de Estarreja ao enfatizar (lá está) algumas linhas com essa individualidade local - nunca antes entrevistada - que dá pelo nome de Teixeira Valente. Uma entrevista na qual o grande 'comandante' do comércio e logística da região (ele fica contente e orgulhoso que a gente o trate assim) assume que o centro da cidade não passa, neste momento, de uma tenebrosa caverna nefasta à circulação de pessoas e bens:
«...há algumas medidas tomadas que não foram boas para o comércio. São exemplos disso algumas reestruturações que foram feitas... não temos uma praça atractiva, com iluminação muito fraca, as fachadas dos edifícios a precisar de remodelação, os toldos das montras deviam ser iguais. Com o PROCOM não houve cuidado da Câmara em promover uma remodelação da Praça. O dinheiro que foi afecto à autarquia podia ter sido melhor utilizado. As ideias que estão no papel têm que ser postas em prática. Estar no papel não chega...»
Mas eis que a solução, há décadas procurada, é afinal simples de concretizar:
«...o coreto deve ser deitado abaixo...»
Como forma de:
«...criar espaços de esplanada com qualidade para atrair pessoas ao centro..»
Isto porque:
«...as pessoas vão a locais onde possam estacionar com facilidade..»
E até que não discordo do Senhor Valente. Aliás é impossível discordar dele porque ele diz sempre a mesma coisa. Se concordávamos com ele há 30 anos atrás é óbvio que continuamos a abanar a cabeça dizendo que sim a todas as suas ideias e intervenções.
Há mesmo que facilitar a vida aos condutores que chegam aos milhares para abastecerem-se no comércio local. Fartos que andamos de 'remodelações-sem-sucesso' na Pç. Francisco Barbosa, o melhor mesmo era aproveitar o 'bulldozer' que vem deitar o coreto abaixo e arrasar com toda a 'cidade' de Estarreja, criando assim mais alguns milhares de lugares de estacionamento para que o 'grosso' da clientela deixe aqui os seus carros em segurança e possa apanhar o comboio comodamente para ir fazer compras à CIDADE de Aveiro, CIDADE de Ovar, CIDADE de Espinho ou, se der mais jeito, o autocarro para as CIDADES de Oliveira de Azeméis ou Albergaria-A-Velha.
Penso ser importante colocar imediatamente uma placa de VENDE-SE LOCALIDADE, COM ESTATUTO DE CIDADE, USADA MAS BEM CONSERVADA, VISTAS DE SERRA E RIO, PELO MELHOR PREÇO à entrada de Estarreja. Pode ser que alguma construtora, pública ou privada, se interesse por fazer disto um MEGA estacionamento - ou até um SUPER estaleiro servindo de base a outras obras mais importantes - antes que esta merda seja votada a pousio, de vez, pelos proprietários.
Mais do mesmo: sobre a explicação para o 'quid-pro-quod' entre SEMA, IAPMEI e formadores, fiquei a perceber o mesmo...
0 pareceres anónimos:
Enviar um comentário