Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O país vai entrar em campanha eleitoral...

...melhor escrevendo... se calhar ainda está!... já que desde que a malta votou "no" Cavaco ainda não se parou com eleições... e se calhar, sempre esteve!... desde as últimas Legislativas, que foram quase há 2 anos.
Uma das últimas eleições foram ganhas com mais de 90% dos votos e passaram quase despercebidas e outras foram ganhas com cerca de 38% e tiveram grades de ferro a voar contra o vencedor e cânticos neo-nazis em honra do perdedor.
Raios!!!...às vezes mais vale perder!!! Razão tem o Mendonça.


Porém, é esta a magia dos actos eleitorais, o tal "fervor" com que um anónimo adepto do Sporting classificava as eleições do seu clube. A possibilidade de um gajo ganhar a dobrar: em votos e em tentativas de homicídio!!! É por coisas destas que eu nunca iria trabalhar para segurança pessoal, pois assim que a barreira metálica viesse a voar em direcção à minha pessoa, deixava-a tranquilamente passar e o personagem recém-eleito que levasse com ela nas trombas... que eu também tenho bocas em casa para alimentar e a pensão de invalidez não é garante para ninguém!!!
Já nas eleições para a liderança do PS nenhum popular anónimo foi visto nas redondezas a contestar os resultados, a guerrear com os adversários ou sequer a dar uma opinião. Só discursou o Sócrates, para avisar que o PS "está como novo" na luta contra o PSD  e pronto para enfrentar as duras quezílias eleitorais que se aproximam. Eu, por acaso, acho que o 'estado' actual deste PS começa a ficar mais identificado com o 'estado novo' das letras maiúsculas do que propriamente com o das letras minúsculas.

Mas, avançando na temática, sabe-se que o ponto fulcral da questão é que vem "aí" mais do mesmo. Mais 'sotôr' para ali ou menos 'sotôr' para acolá, os debates, confrontos, acusações, calúnias, insultos e impropérios vão voltar em grande estilo. Mais beijinho na peixeira, menos lambidela na senhora da fruta, uma 'ménage' nas verduras e outra 'ménage' na bancada da carne, toda a gente sabe que vai ser nos mercados - numa primeira fase - e nas praças dos taxistas - na segunda semana - que se vão discutir os problemas do país, as soluções, as promessas, a entrada do FMI mais o FBI, a questão do FTP e dos FDP´s, a problemática da RFM contra a TSF mais os preços da FNAC, a criação das FALINTIL e a actuação das FARC. Não esquecendo o FACEBOOK... que também é importante nos dias que correm! O que importa é arranjar uma sigla qualquer que contenha a letra "F", porque tudo aquilo que possua essa letra pode ter influência nas "F"inanças do país.

Outra situação que também costuma ter influência no momento da decisão, ajudando a esclarecer o sentido de voto do cidadão eleitor em momentos de dúvida ou desorientação espacial - é certo que MAIS nas eleições autárquicas e MENOS nas eleições legislativas - é o porco no espeto. Mas, também aqui, convém aos partidos inovar na oferta. Chega de porco a rodar deitado com uma vara metida no orifício anal!!!
Há cada vez mais crianças a frequentar os comícios políticos (até porque começa a faltar aos pais comida em casa para dar aos filhos) e nesse sentido há que tentar evitar na medida do possível que os petizes tenham uma visão tão deprimente da sociedade politica. Tudo bem que existe gente que é mesmo capaz de oferecer/vender a sua rectaguarda em troca de um 'tacho' ou favor político - é um facto consumado e não vale a pena escamoteá-lo -  mas vamos tentar manter intacta a pureza das crianças (futuros eleitores) pelo menos até que estas façam 18 anos e descubram por si próprias como a política pode ser tão (com)penetrante na vida pessoal e profissional dos seus simpatizantes e apaniguados.

Posto isto, há que tentar fazer diferente - diria até mudar de posição - e dessa forma informo que a tendência para esta Primavera/Verão eleitoral é o "porco na VERTICAL".


Não só na vertical como também "já" fatiado!!! Muito mais aerodinâmico e prático de assar, pois o calor entranha-se pelos rasgos preparados de véspera e a carne fica muito mais tostadinha no seu interior. Quem frequenta porcos no espeto e está por dentro das técnicas de preparação, compreende perfeitamente que é um pormenor importante e são estas pequenas 'nuances' culinárias que por vezes estabelecem a diferença entre um voto na Esquerda ou na Direita... até porque as promessas e o caderno de encargos dessas duas ideologias são todas a mesma merda e destinam-se a tramar o pequenito consumidor de carne assada!!! Tudo depende para que lado roda o animal na assadeira, se bem que esta técnica do "porco na vertical" pode acabar por dar votos mas é ao Centro... tendo em conta a posição sodomita do suíno.


Depois, o método "porco na vertical" também é mais simples de retirar do 'todo' e ensanduichar directamente na mão do eleitor. Evitam-se as longas filas de espera, assim como o desespero e a ansiedade. Foi o que faltou nas eleições leoninas, pois se toda aquela malta tivesse dúzias de porcos a rodar na vara pela madrugada dentro, certamente teriam-se evitado cenas lamentáveis de pancadaria entre sócios do mesmo clube, proporcionadas exactamente pelo facto daquela gente estar com fome e nem sequer uma 'roulotte' de bifanas, uma barraquinha de churros, de charros, NADA!!!


E finalmente, o "porco na vertical" é muito mais estético aos olhos de quem consome o 'bicho'. No fundo, trata-se de uma lição a longo prazo para todas as crianças que possam aspirar a uma carreira política: por mais "porcos" que sejamos no desempenho da função política, sempre que sairmos à rua façamos por andar na "vertical". Dá pontos e ...votos!!! Em Estarreja é bastante usual.

5 pareceres anónimos:

Mentecaptosempre!!! disse...

Amigo Ferme;
Essa do espeto na vertical não me convence. Modernices mas não tanto, até porque assim não daria para assar o dito por processos tradicionais. Ora explique-me lá como é que mantinha o necessário carvão na vertical? Ou isso passava a ser eléctrico ou a gás? Naaaa!
Quanto ao resto sugiro que leiam isto, se conseguirem;
http://kropotkine.blogspot.com/2011/03/eu-confecu-que-nao-sei-como-conter-o.html
para o qual está aqui uma boa resposta:

“Porque será que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media nacionais e internacionais?

Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao
fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem
precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por
alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.
Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam
desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão.
A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.
Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou
em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um
acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco.
E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de
2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.
Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.
cont.

Mentecaptosempre!!! disse...

cont.
"Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses
eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido
- e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o
colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em
acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares
[cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses
valores à Islândia.
Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do
Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o
relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas
cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser
pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o
povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido
tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das
indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320
mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15
anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei
e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na
capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson,
recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções
de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da
população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o
país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os
responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser
responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo
governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a
investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson,
ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e
de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá
dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à
Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é
preso.
Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação
aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária,
eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores,
representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na
da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei,
o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para
jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas,
provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que
não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar
despercebida nos media internacionais.”

em http://www.ionline.pt/conteudo/113267-islandia-o-povo-e-quem-mais-ordena-e-ja-tirou-o-pais-da-recessao

Anónimo disse...

pra mim podia vir 2 sandes, mas de pão da avó~.

Anónimo disse...

amigo mentecapto , já experimento ir a uma editora e publicar os seus textos ??? bolas haja paciência , ninguém o ouve em casa e levamos nós com cada texto leitura .

Anónimo disse...

é verdade dá tempo para assar o porco...