Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Juventude Socialista Limpezas, SA (com adenda)

Em princípio, o próximo trabalho será em Estarreja...

Nota de roda-o-pé: por mim este blogue poderá encerrar já amanhã pois os objectivos estão cumpridos. Depois de termos chegado ao 1º lugar da classificação no campeonato nacional dos blogues mais lidos no interior dos escritórios camarários, atingiu-se outra meta impensável, embora não menos prestigiante. Este blogue - um blogue nascido numa das freguesias mais minúsculas (1400 almas) de todo o território do Baixo Vouga (398 467 humanos) - alcançou o histórico feito de ter colocado os grandes agentes que povoam o habitat cultural da Região de Aveiro a assumirem identidades anónimas para exercer a nobre arte do comentário blogosférico. É a loucura meus senhores!!! Já marchava um premiozinho para o '99%'...

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

O 'rating' tira pontos?

'O Moscardo', o 'Sardo' e outros animais

«O jornal "O Moscardo" da Escola Secundária de Estarreja, teve a sua primeira edição no 2º período do ano lectivo 1998/99. Foi uma proposta da comissão executiva instaladora acolhida com entusiasmo pelo "Clube dos Direitos Humanos", coordenado pelo Departamento de Ciências Humanas (grupos de Filosofia e E.M.R.C.). Assim, o jornal enquadrou-se no âmbito das actividades do clube, enquanto meio informativo, formativo e apelativo congregador dos objectivos do clube e das suas actividades continuar a ler AQUI

Foi para o jornal de periodicidade variável 'O Moscardo' que escrevi as minhas primeiras crónicas, longe de imaginar que um dia viria ser o anónimo mais 'conhecido' do concelho de Estarreja. Na altura as crónicas tinham que ser (obrigatoriamente) politicamente correctas, não fosse o Presidente da Câmara de então - Vladimiro Silva - fazer pressão sobre a redacção de 'O Moscardo' e ordenar o seu encerramento. O papel de 'O Moscardo' era, não só apelar e estimular a veia crítica dos alunos, mas também tentar que os poemas que lá eram publicados com o nosso nome dessem resultados 'palpáveis' junto do sexo oposto. Muitos anos depois posso afirmar que nem uma coisa nem outra: 'O Moscardo' não me ajudou a fazer carreira no 'Crime' e muito menos no 'Ocasião', nem as quadras incipientes que lá escrevi tocaram a artéria aorta de qualquer franga da secundária. Nem sei até se algumas delas saberiam ler textos corridos, quanto mais consumir poesia...

Contudo o que mais apreciava no 'O Moscardo' era mesmo o título:
'O MOSCARDO'!!!!
Genial!
Era o ponto de partida ideal para mim. Escrever num jornal cujo símbolo é um insecto díptero que tem por hábito sobrevoar lixeiras, alimentar-se de detritos e ovular em montes de fezes é o sonho de qualquer cronista de província principiante, como era o meu caso. Ainda hoje quando penso no 'O Moscardo' a primeira coisa que me vem ao pensamento é uma varejeira da fruta tranquilamente pousada em cima de uma bosteira de vaca daquelas bem confeccionadas e ainda quentinhas, largada numa terra de pasto naquela sua típica estrutura elipsoidal e o característico vapor proveniente do interior da bosteira que se liberta na atmosfera logo pela fresca da manhã deixando no 'ar' a ideia que estamos na presença de um complexo sistema de furnas açorianas. A única diferença é que estas furnas na vez de terem origem nas entranhas da terra, provêem das entranhas da vaca.

Se, porventura, a vaca for de Canelas e ficar de caganeira por causa de ter andado a pastar naqueles terrenos que estiveram debaixo das lamas tóxicas, nesse caso a bosta dela não dará origem a uma furna matinal, mas antes a um géiser intestinal. Graças aos céus que as vacas - pelo menos as de Canelas - não aprenderam a voar, senão...

Serve esta verbosidade literária para fazer a ponte para os tipos que escrevem hoje em dia na imprensa local e até nacional. Apesar de toda aquela aparente intelectualidade que alguns tentam transmitir nas páginas do Jornal de Estarreja e do Diário de Aveiro, por exemplo, nota-se à distância que aquilo não é inato, muito pelo contrário, é do mais artificial que pode existir. Vejamos as crónicas sobre os casamentos entre 'machos' que ultimamente polvilham aquelas páginas. Para começar, esses textos não passam de enfadonhos e monótonos bocejos, sem rasgo criativo, sem interesse, informação útil ou qualquer momento de exaltação ao longo das centenas de caracteres debitados. E depois, homem que é Homem, se tiver que escrever para os jornais acerca da temática 'casamento entre pessoas do mesmo sexo' que medite bem e faça uma de duas coisas:
hipótese 1 - que desista rapidamente da ideia e vá pescar para o molhe da Barra, que é capaz de encontrar por lá espécimes homossexuais que lhe dêem a atenção que merece;
hipótese 2 - se sentir uma necessidade mesmo inultrapassável de fazer o gosto ao dedo e tiver mesmo mesmo que escrever sobre esse assunto da 'homosociedade', pelo menos que escreva sobre os casamentos entre lésbicas, pá! ...que ainda não vi ninguém de cá a escrever sobre as lésbicas, é uma injustiça! ...de preferência com ilustrações, até!
Agora, sempre gays, sempre gays!? Foda-se!!!

O que é que sucede com estes tipos?
A questão é que nas suas crónicas falta-lhes o lado prático da vida. Como é possível editarem uma crónica sobre casamento homossexual se nunca tiveram o prazer de o experienciar? Eu diria que lhes falta o 'tacto'. É que para dar pareceres sobre 'temas fracturantes' sem no entanto os experimentar já basta os padres. Quer dizer... bastava, pois pelos vistos os 'padrecas' andaram entretidos este tempo todo a fazer experiências com a sociedade menor. Lá está, estes últimos para além do 'tacto' tiveram a 'táctica' necessária para levar a 'oralidade' até à 'prática'. E parece que no fim do serviço a coisa voltava a ser oral, para fazer desaparecer os vestígios. Tacticamente, é isto!

Outra coisa que falta aos cronistas é o trabalho de 'campo'. Aquilo é só teoria, escrever, teoria, teoria, escrever e escrever. E o indispensável trabalho de 'campo'? Algum desses cronistas alguma vez mudou o estrume ao gado? Quantos deles sabem usar uma forquilha? Quantos já contactaram pessoalmente com uma bosteira de vaca bem mexida? É que para escrever umas 'merdas' nos jornais convém ter um mínimo de conhecimento de causa sobre a 'merda' e ter já ultrapassado muita 'merda' na vida. Escrever 'merdas' quando nunca se fez 'merda' nenhuma na vida acaba por não valer 'merda' aos olhos dos leitores.

Depois temos aqueles que escrevem para tentar dar uma lição de cultura desconhecendo que a via rápida (sem portagens) que estabelece a ligação entre aquilo que é cultura e aquilo que é parolo, é a mesma. Veja-se o caso do Sardo que ficou muitíssimo indignado com o barulho que a senhora - que tinha idade para ser mãe dele - fez no CTE. Aproveitando o "interstício" do 'show' o estimado Sardo interpelou os agentes barulhentos e fez vincar que em espectáculos em Paris e Londres não se via nada "disto".
Eu por acaso já assisti a concertos dos 'Taxi Taxi!' no Cine-Teatro de Paris na Suíça, em Oslo na Polónia e a outras actuações no Cine-Teatro do estrangeiro e posso afirmar que a desafinação das gajas é a mesma, só muda o palco. Sair de casa para assistir a um concerto deste género, mais vale ficar no curral a aguentar o gemido da vaca a parir um bezerro.
Ainda por cima arranjando confusão e dar uma de intelectual 'alegando' que havia ali gente que não percebia inglês, por causa de uns 'Taxi Taxi!'?
Vindos da Suécia?
É pá, se a malta andasse à porrada por causa da sueca Silvsted ainda se compreendia, agora os 'Taxi'!!! Quem gosta disso são os betinhos do CDS que andaram de táxi durante muitos anos. O que faltou a este Sardo na sua juventude foi ter andado atolado no surro das vacas com merda até ao joelho, como eu andei. Isso sim é 'cultura', até porque para 'cultivar' algo no quintal é necessário que se saiba qual é o melhor estrume e duvido que o Sardo saiba disso, apesar de assistir a grandes espectáculos nos melhores Cine-Teatros do globo.

É por isto tudo que - depois de ter feito carreira no 'O Moscardo' - espero um dia ser contratado pelos serviços camarários para escrever no boletim de obras lá deles. Sinto-me mais do que preparado e a única condição que imponho é que o boletim passe a ter o nome de 'Mosca Tsé-Tsé', dadas as circunstâncias actuais da governação. Assim que estivermos a 2 meses de novas eleições autárquicas passará a boletim 'porco no espeto', retomando a anterior designação 'Tsé-Tsé' quando a vitória PSD estiver consumada.

Isso num futuro a médio prazo, porque a longo prazo espero fundar o meu próprio jornal de informação generalista, o 'SARDO DA MANHÃ', e um magazine de tendências culturais, com agenda, foto-reportagens, coluna de opinião culta, etc, 'O SARDO ILUSTRADO'.

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

"As aventuras de Mendonça" - Edição Bónus Abril

Ordem temporal dos lançamentos de cada obra:

Fevereiro 2010
1-Mendonça assiste à parada dos bombeiros
2-Mendonça crava um dardo no peito de uma alta patente distrital

Março 2010
3-Mendonça assiste à peça de teatro «o bombeiro das escolas»
4-Mendonça visita os calabouços da PJ

Abril 2010
5-Mendonça desafia o «number one»
6-Mendonça sai ileso do túnel da Fundação Cónego Filipe

6 a) Mendonça fica embaciado e faz-me ver que preciso adquirir um novo 'scanner'

Espectacular charada 99%

Quem - de entre os ilustres leitores anónimos deste blogue - conseguir descobrir qual destas personalidades é que destoa nesta excepcional lista de figuras públicas nacionais, vai ter direito a um espectacular fim de semana na Torreira, na minha companhia. Eu escolho o restaurante e o grande vencedor entra com o resto. Eis o inventário de notáveis:

Luís Filipe Menezes
José Pacheco Pereira
Manuela Ferreira Leite
Pedro Passos Coelho
Pedro Santana Lopes
José Aguiar Branco
Marcelo Rebelo de Sousa
Joana Amaral Dias
Pedro Silva Pereira
Francisco Moita Flores
Luís Nobre Guedes
José Eduardo Matos
Marques Mendes
Manuela Moura Guedes
Vasco Pulido Valente
Vasco Graça Moura
Ricardo Araújo Pereira
José Diogo Quintela
José Eduardo Moniz
Jacinto Lucas Pires
Luis Filipe Vieira

Relembro que há só um - ou uma - e apenas um - ou uma - individualidade que não pertence à relação que se pretende levar a cabo. Quem será?
Vá lá, é fácil! Têm 5 segundos para responder.

Terça-feira, 27 de Abril de 2010

"As aventuras de Mendonça" - Edição Abril

Ordem temporal dos lançamentos de cada obra:

Fevereiro 2010
1-Mendonça assiste à parada dos bombeiros
2-Mendonça crava um dardo no peito de uma alta patente distrital

Março 2010
3-Mendonça assiste à peça de teatro «o bombeiro das escolas»
4-Mendonça visita os calabouços da PJ

Abril 2010
5-Mendonça desafia o «number one»
6-Mendonça sai ileso do túnel da Fundação Cónego Filipe

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Vamos denominar o hospital que ainda não existe, dizem, mas vai existir, pensa-se

Reparei há pouco numa situação inconcebível. Este blogue está há mais de 2 meses sem organizar uma mega votação de cariz anónimo. (Como se existissem votações não anónimas) Quer dizer... por acaso até há! As votações da Assembleia Municipal, por exemplo, onde o PSD vota sempre a favor, o PS sempre contra e a CDU abstém-se sempre.

Adiante...

Este blogue pretende saber qual o nome indicado para o futuro eventual possível hipotético provável alegado citado diligenciado referenciado praticável novo hospital de Estarreja. As hipóteses são:
a) hospital Mário Simão
b) hospital Marisa Macedo
c) hospital das medalhas
d) hospital de Matos
e) hospital de Aveiro
f) hospital do Antuã
g) hospital do lago
h) hospital de charme
i) hospital hospitaleiro
j) hospital comendador Joaquim Lagoeiro
k) centro medicinal de medicina médica e reabilitação medical dos médicos do centro do país especializados em medicina
l) outra hipótese. Qual?
m) Hospital na margem sul ou norte do Antuã!? Jamé!!

Gosto destas pessoas 3

Gosto do João Garcia.
Gosto porque é um gajo que mesmo sem dedos e um pedaço do nariz consegue chegar a sítios onde eu também gostava mas nunca irei chegar. E não me estou a referir ao parlamento português, mas antes ao cume do mundo. Embora, como o ar lá no alto é rarefeito, a falta de nariz não é grave. Se tivesse um pulmão a menos era bem pior. Às vezes, quando fazem descargas de fossa no meio da localidade em plena hora do almoço, também apetecia não ter nariz. O Michael Jackson era outro para quem o nariz também não fazia grande falta, mas esse já não faz parte do ecossistema terráqueo. Com a conclusão da missão 'oito mil' já não restam montanhas no planeta para João Garcia 'trepar', tendo que se virar talvez para o Monte Olimpo em Marte, a maior montanha do sistema solar, logo atrás da Sra. do Monte em Salreu. Vai-t´a elas, João!!!

Sábado, 24 de Abril de 2010

Morena versus Loira - o duelo mortal (com arbitragem de Severiano Oliveira)

A morena é dedicada às mentes perigosas de alguns 'opinion makers' profissionais das redondezas, que mal sabem o que hão-de escrever e sabem mal o que acabam por escrever.

I'm searching for answers 'cause something is not right
I follow the signs, I'm close to the fire
I fear that soon you'll reveal, Your dangerous mind


A loira é dedicada ao silenciado mais famoso de Estarreja, Severiano Oliveira, que chegou à conclusão que o melhor cinema que existe é o cinema 'mudo', ou seja uma espécie de indivíduo 'fala-barato' embora amordaçado.

Why can´t we communicate, When the main feature is just begining
In the silent movie there´s no talking, You´re just an actor
So break into my story, Take it over
Paint me with colour

A escolha é vossa! O combate promete! As hipóteses são de 'tifty tifty' (50 / 50%), embora eu seja da opinião que a morena bate (em) Severiano no 7º 'round'.


Já agora, sabiam que o padre de Pardilhó (o tal que faz funerais 'a correr') está a pensar chamar Severiano Oliveira para orar na missa? É que com Severiano a dar o santo sermão, as missas passariam a durar 15 segundos...
...dizem até que Severiano nasceu com o dom da 'palavra'!
Aliás, uma vez falei com ele e reparei que palavras não lhe 'faltam'...


UM ABRAÇO PARA O AMIGO SEVERIANO (PELO MENOS NÃO POUPOU NO NOME) E BOM FIM DE SEMANA PARA OS RESTANTES

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Noticiário

- não tinha conhecimento desta situação até que ma enviaram para o meu 'mail'. (Sim, eu tenho um 'mail'. E também tenho um 'twitter' e um 'Hi5')
Se a Câmara de Estarreja meter pelo mesmo caminho e decidir cortar o acesso não só ao FACEBOOK como também aos blogues, incluíndo nos computadores dos gabinetes dos cabeçudos, lá se vão 70% das visitas diárias deste estaminé. Avizinham-se tempos de seca. SECA no meu contador de visitas e SECA para quem trabalha na Câmara que vai ficar sem nada para fazer...

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

"Somos um concelho de 'Jet-7' pois as nossas freguesias são 7"

Este título podia ser mais um de entre aqueles vibrantes 'dizeres matosianos' que nos enchem as 'medidas' e nos fazem salivar 'desmedidamente'. Mas não, este 'dizer', por acaso, é da minha autoria, pois também mereço os meus 15 minutos de fama. Vem isto a propósito porque fico sempre  indignadíssimo quando folheio o Jornal de Estarreja e reparo que o mesmo não faz publicar aquelas foto-reportagens extraordinárias dedicadas ao 'social', como de resto faz a restante concorrência espalhada por esse país ao comprido. Um jornal sem página do 'social' é um jornal manco, é um jornal incompleto, é um jornal, chamemos-lhe assim, anti-social(ista).


Já nem peço um anexo do Jornal, em formato mini-revista, com uma 'socialite' diferente na capa a cada semana, mas, pelo menos, uma página das centrais com a cobertura de um evento local, daqueles onde o 'glamour', a etiqueta e o sangue azul, percorrem a passadeira vermelha de lés-a-lés. Reparem que até o jornal O JOGO - O JOGO, meus senhores!!! - possui uma página inteirinha dedicada a uma qualquer individualidade do 'showbizz', que tanto pode ser alguém que já deu umas 'cambalhotas' com o Tiger Woods, ou então uma esposa de jogador de futebol que "sofre muito quando o marido está fora em estágio." Geralmente, essas figuras até aparecem nessas páginas apenas com uma tira de roupa a cobrir as zonas 'pudibundas' do organismo, que é para 'mostrar' o quão sentidas são as saudades motivadas pela ausência do seu príncipe dos relvados.

Sei que a sociedade estarrejense é mais conservadora nesse aspecto e prefere efectuar as sessões fotográficas com tecnologia doméstica e guardá-las para uso estritamente caseiro, mas não deixa de ser lamentável que alguns e algumas façam publicar esses excelentes trabalhos de 'fotopornografia' no 'facebook' ou no 'HI5' - onde apenas têm acesso os registados - e nos privem a nós, ávidos consumidores das vidas do 'social', de termos a possibilidade de ver como é que eles têm dispostos os móveis da casa, quantas sanitas com tampo cromado possuem e saber qual o modelo das toalhas de renda que fazem a compostura da propriedade. Se são toalhas renascentistas, de traço barroco, ou foram roubadas do altar da igreja mais próxima.
Fig. 1 - conhecida figura do Jet-7 estarrejense mostra o jacuzzi da sua casa nova


Porque não, vender ao Jornal de Estarreja, os direitos de intromissão no lar, como muito se usa na CARAS e na VIP? Ainda, para mais, numa altura de crise económica em que muita 'socialite' local faz das tripas coração para manter as aparências intactas. Reparem, seria ouro sobre (sangue) azul abrir a porta da sala à reportagem, mostrar a excelente decoração paga a suaves prestações de 60 meses s/ juros, fazer provar o saudável ambiente familiar vivido naquele lar, rindo para a fotografia com todos os dentes brancos à mostra (arranjados graças a... empréstimo) e ainda ganhar alguma maquia com isso. É óbvio que o Jornal de Estarreja não possui orçamento em caixa para satisfazer o 'cachet' pedido pelas estrelas do 'Jet-seven' estarrejense, mas era precisamente aqui que entravam os patrocinadores, com os cosméticos Carlos Santos à cabeça, por exemplo, e ainda a Remax-Estarreja e até mesmo a UPREL.

Seria um negócio vantajoso para todas as partes:
-para as 'socialites', que ficavam com a sua reputação elevada aos pináculos da fama;
-para o Jornal de Estarreja, que se tornaria num campeão de vendas em todo o baixo-Vouga;
-para os patrocinadores, que veriam o seu produto exibido de forma cuidadosamente dissimulada nas prateleiras das mansões das 'socialites', ou seja, publicidade fácil e garantida;


Por exemplo, na foto-reportagem da cozinha, a 'socialite' pousaria com a família deixando a porta do frigorífico entre-aberta e o que é que veríamos lá dentro?
 .
 .
Exactamente!!!
...duas ou três garrafinhas da UPREL, estrategicamente deixadas com o rótulo virado para a objectiva. Se a 'socialite' bebe gasosa e não morre, então é porque faz bem à saúde e todos nós podemos beber o mesmo. Na secção do WC a mesma coisa, mas desta feita com os produtos Carlos Santos amontoados no cestinho, entre a sanita e o bidé. Se a 'socialite' mete aquelas mistelas na cara e tem a pele que tem, vamos já comprar! Quanto à Remax, obviamente que aquelas 4 paredes, mais o telhado, foram claramente adquiridas na Remax, porque só a Remax-Estarreja tem o condão de satisfazer as necessidades básicas de habitação da exigente classe média-alta de Estarreja. Nem sei se existe até outra agência imobiliária em Estarreja que se equipare, mas mesmo que exista, não tem 'estrutura' para agradar ao apetite de requinte das nossas celebridades. A Remax vende e meses mais tarde o Banco vem buscar, mas isso agora não interessa para o caso. Perguntem ao Carlos como é que ele consegue vender mansões. Até retira os autocolantes da concorrência e tudo, mas isso agora também não interessa para nada...
Fig. 2 - é de facto um belo frigorífico. E o fogão e a máquina da roupa também não ficam atrás. Muito bem equipada esta casa de personalidade do 'social'.


Falou-se, anteriormente, acerca das esposas dos jogadores. Porque é que o Jornal de Estarreja ainda não entrevistou uma esposa de jogador do CDE, sendo que essa é uma profissão tão exigente, em termos de espírito de sacrifício, como é 'ser' político ou 'escrevedor' em blogues? Aguentar as bebedeiras e as 'facadinhas' do marido é tão complicado como aturar munícipes e comentadores anónimos.


Porque é que o Jornal de Estarreja continua a insistir nas colunas de opinião, em forma de bocejo, do Joaquim dos contos, do Luís Moreira dos padres, do Sérgio dos patos e do Custódio das bolas, se o que está a dar agora é analisar a conduta das 'socialites' através de um painel de analistas especialmente treinados para o ofício?


Faz-nos falta um Cláudio Ramos a dar uma admoestação severa no guarda-fatos do Presidente da Câmara. Faz-nos falta uma Paula Bobone a dar uma áspera reprimenda nos modos de expressão oral do Presidente da concelhia do CDS-PP. Faz-nos falta uma Vicky Fernandes a ensinar às 'cinquentonas' de Estarreja que não devem entrar em depressão pelo facto do tempo delas estar a caminhar para o ocaso. Faz-nos falta um Tallon a cuidar do físico das celebridades 'popotianas' aqui do burgo e um Daniel Oliveira a entrevistar o líder da JSD-Estarreja, tentando saber o que é que ele gosta, o que é que ele odeia, o que é que o move, o que é que o inspira e o que é que o faz sair da cama com vontade de iniciar outro belo dia no paraíso. Quem sabe se Hilário 'de' Matos não ficará a ser AMIGO de Daniel Oliveira!? E até ficar com o contacto dele do 'messenger'?


É que, por exemplo, até no caminhar pela praça estamos no último lugar do campeonato da graciosidade distrital. Aquele fulano da fiscalidade das lâmpadas não pode andar por aí a fiscalizar todo torto, parece um pato marreco quando pula da água e aterra no solo. Ele tem que manter a erecção do corpo, senão, qualquer dia, fica igual ao corcunda da capelinha de Sto. António. As potencialidades estão cá mas temos que as potenciar (esta frase é LINDA).

Fig. 3 - esta celebridade está apaixonada e pagou à revista para informar o país. Nessa noite Portugal dormiu melhor. Vamos fazer o mesmo em Estarreja.

Porém, é sabido que o 'social' estarrejense é limitado, pois são sempre os mesmos, mas é exactamente por isso que temos que colocar a imaginação ao serviço das celebridades. O Diário de Aveiro, na sua revistinha, já deu a volta ao ' social' aveirense por 14 vezes e está preste a iniciar a 15ª temporada. Em Estarreja não podemos ficar para trás. Vamos arregaçar as mangas e perseguir celebridades. Vamos entrevistar a dona da 'Casa das Noivas', pois urge saber se ela já vende material para os casamentos 'gays'. Vamos entrevistar as meninas da Vodafone, pois consta que o 'roaming' por lá ainda se encontra a preço de ocasião. Por falar em 'roaming', porque é que ainda não se entrevistou o gerente da agência de viagens? É que, assim, ficávamos logo a saber onde é que as nossas celebridades estarrejenses passam férias (Torreira não conta, que isso é para parolos). Às terças e sábados há 'praça-pública', porque é que não vamos tentar saber um pouco mais sobre os gostos e preferências das nossas estrelas? O que compram, como regateiam, se pagam com VISA, se ficam a  dever ou pagam com o corpo, se o 'soutien' é de copa larga... é pá, a Rádio Voz da Ria até podia fazer o relato das compras em directo, ainda por cima agora que vem aí o encerramento da temporada futebolística. Estou a idealizar na mente, o acompanhamento 24 sobre 24 horas, da Rádio em relação a uma qualquer 'socialite', escolhida totalmente ao acaso, e nessa situação, o 'cachet' pedido pela celebridade até nem seria problema para a Rádio, desde que não ultrapassasse os 32.000 euros, que é o fundo de maneio da estação. Passo então a palavra ao radialista João Evangelista:

- "Fiado é igual à barba, se não cortar só cresce" lá dizia o meu avô!
- Eu ainda sou do tempo em que fiado só se fazia a um bom amigo, mas o bom amigo nunca pedia fiado.
- Na taberna onde eu ia, fiado era só para maiores de 80 anos quando devidamente acompanhados pelos pais.
- Bravas e esbeltas 'socialites' de Estarreja, pois quem come fiado, anda magro.
- Comprar árbitro a fiado, paga dobrado.
- O fiado quebra sempre pelo mais fraco, Botte és um fracassado! Adeus!

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Tentativa (talvez frustrada) de piada caseira

Record do Mundo 60 metros sem bola:
Maurice Greene EUA 6,39s 1998
Record do Mundo 60 metros com bola:
Cristiano Ronaldo POR 9,33s 2010
Record do Concelho 60 metros com bola:
Fernando Mendonça ETR 11,00s 2010

Próximo objectivo de Mendonça:

- desafiar José Mourinho para um jogo de xadrez - ambos com as mãos atadas atrás das costas - utilizando apenas os 'mind games' para fazer mover as peças.

Obras que obedecem à força da gravidade

Continuando na senda das minhas frases autárquicas preferidas, hoje temos uma que é mítica e faz sempre parte da secção das empreitadas do boletim de propaganda quadrimestral. Por esta altura os estimados anónimos já devem saber que se trata da célebre:

"as obras já estão no terreno."

Estando as obras em algum lado, queriam eles que as mesmas estivessem onde? No mar? Ou em órbita?

A menos que as obras tenham lugar nos jardins 'suspensos' da Babilónia.

Cidades do pecado

Convenhamos que existem nomes de localidades bem piores que ESTARREJA!
Mas nenhuma destas tem a vantagem de rimar com a "Merdaleja" dos "sketches" do Herman como a nossa Estarreja natal. E tantos - mas tantos - trocadilhos que se podiam 'arquitectar' envolvendo Estarreja e 'Merdaleja'. Os pontos de contacto são vários e até podia haver uma geminação entre as duas. Os governantes de cá na vez de irem para a neve podiam aproveitar para ir 'limpar Merdaleja' e os de lá podiam vir ajudar a fiscalizar os assuntos pendentes das lamas tóxicas, da bacia de retenção, dos descuidos intestinais da SIMRIA, das areias, da Mota-Engil e de toda essa restante 'merdaleja' que por aí abunda neste concelho...

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Gosto destas pessoas 2

Gosto da Sra. Judite de Sousa. Mas não pelo marido ser benfiquista. É benfiquista, é,  só que perde por ser PSD. Nem é pelas suas GRANDES ENTREVISTAS, pois os entrevistados são cada vez mais medíocres, dando até a sensação que qualquer um neste país pode 'ir' à Judite. Gosto da senhora porque a cada 'rentrée' televisiva ela parece estar cada vez mais fresca, viçosa e verdejante. Até Pinto da Costa não tirava os olhos dela, tal e qual um comerciante de 'fruta' aprecia com prazer a mercadoria exposta no seu balcão. Vai-t´a eles, Judite!!!

Perdoa-lhe, Pedroto, nessa noite o 'Papa' estava com os copos

Baseado nisto que vi no jornal A Bola:
Lembrei-me disto que vi hoje de manhã no cemitério de Fermelã:

E para hoje, uma crónica à Severiano Oliveira

NÃO!

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Comunicado não anónimo

Depois do sucesso 'comunicado anónimo da SEMA', o 'post' mais famoso da história deste blogue, que motivou 68 comentários e foi lido por milhões de pessoas em Estarreja, agora temos o 'comunicado não anónimo' da autoria de Sérgio Pombo, que tem tudo para ser um novo 'best reading'. A semelhança entre estes dois sucessos de leituras é que, lamentavelmente, nenhum foi escrito por mim.

«...inventaram que o Sr. Presidente da CME tinha falado comigo e que me tinha dito que se eu não parasse estava “lixado”, coisa que nunca aconteceu e que me fez rir durante mais de uma semana. Lembro-me de mails hilariantes que recebi em tom de ameaça...», «...sou um leitor assíduo do Blogue do Fermelanidades e penso que Pardilhó precisa de um blogue assim! Um blogue que incomoda muita gente porque diz umas quantas verdades e os visados nem sabem a quem vão responder. Isso deixa-os atordoados!...»
LER na íntegra  A+Q+U+I

Vou ter que começar a meter fotos de 'gajas' mais regularmente...

...para não perder a clientela pois a concorrência está 'forte'!
Já têm 13 comentários!
Livra!!!

Domingo, 18 de Abril de 2010

Petição de interesse público para que Ronaldo apenas se exprima em inglês e Mendonça em português

«Dezenas de vencedores de vários países participaram esta sexta-feira no Challenge Ronaldo, um desafio promovido em todo o mundo pela Castrol, empresa de lubrificantes britânica, ao qual A BOLA se associou. A prova consistia em contornar cinco obstáculos com a bola controlada e voltar ao ponto de partida. O tempo de referência era 10,49 segundos, marca fixada por Cristiano Ronaldo, num primeiro ensaio, realizado em Setembro do ano passado. O brasileiro Filipe Santos surpreendeu a plateia, fazendo 10,39 segundos. E o segundo classificado foi o português Fernando Mendonça, 42 anos, natural e habitante de Estarreja, professor de História de formação e actualmente chefe do gabinete do Governo Civil de Aveiro -11 segundos, quase tão rápido como Ronaldo. Mas, como seria de esperar, CR9 pegou na bola e baixou a marca 9,33 segundos. Está certo. Leia a reportagem com Fernando Mendonça brevemente em A BOLA.» 

Devo dizer que fiquei impressionado com a frescura física que Fernando Mendonça ainda conserva após 4 décadas de vida, mais os últimos dois anos que devem ter sido os mais agitados e 'stressantes'. Ter quase idade para ser pai de Ronaldo e mesmo assim ficar a pouco mais de segundo e meio do 'number one' num exercício que consistia em 'sanicar' para um lado e para o outro, flectir a anca, fazer trabalho de braços, virar de posição e repetir tudo novamente, ainda por cima em frente às câmaras e milhões de espectadores, é merecedor de uma enorme salva de felicitações por parte de '99%'. Já vi muito atleta profissional fazer bem pior...

Apreciei também o discurso final vitorioso por parte de Fernando Mendonça, aliás, manifestado no endereço seguinte:

"it´s very funny for me participating in contest"

Das duas, uma:

-a voz de Fernando Mendonça foi distorcida, a pedido dele, para não ser reconhecido no Governo Civil e assim não se darem conta de que ele andou a faltar ao trabalho durante a semana só para ir trocar umas bolas com o Ronaldo (nesse caso o trabalho ficou a meio pois faltou enevoar a face);

-2ª hipótese, esta sim mais plausível, claramente aquilo é uma tradução 'Herbert Richers' para poder ser divulgada nas tv´s dos países de língua oficial inglesa, como por exemplo a Antígua e Barbuda e o tradutor que dá voz a Fernando Mendonça é um indivíduo queniano que aprendeu inglês por via postal, é 'guichet' numa unidade hoteleira de Nairobi e pelos vistos faz biscates para a Castrol. Só assim se explica a pronúncia esquisita de Mendonça.

De resto, gostei, só faltando a Mendonça - o queniano de Santiais - dizer uma única coisa, que é de resto imperioso nestas situações:

"da food is good anda weather is fine"

Sábado, 17 de Abril de 2010

O meu contributo para o centésimo vigésimo sétimo 'cumpleaños' do Jornal de Estarreja:

Fermelanidades Leite de Matos 16/04/10

"Crónica de Riddick" é um espectacular filme lançado em 2004 e foi nele que me baseei para atribuir um título a esta crónica de homenagem ao 127º aniversário do Jornal de Estarreja (JE).

Ridícula, não só porque é escrita por autor desconhecido, mas também porque ainda estou para saber porque é que um periódico secular e renomado como é o JE convida um tipo como eu para fazer parte de um painel de cronistas tão ilustres e consagrados.

Bom, vamos lá ao que interessa antes que o JE se arrependa. O JE é uma publicação tão idosa, mas tão idosa, que se aproveitasse a promoção da Multiópticas, dava para os óculos e ainda recebia 27% do valor. O JE nasceu no mesmo ano de Franz Kafka, a diferença é que as obras do Judeu eram apenas ficção enquanto as do Jornal são de acção.

Por falar em grandes obras de literatura de acção, quando o JE foi fundado, o poeta e dramaturgo local, Joaquim Lagoeiro, ainda dava os primeiros passos na nobre arte da escrita, aliás, trago Joaquim Lagoeiro à liça porque a carreira do veterano escritor possui vários pontos de contacto com a linha editorial seguida pelo JE ao longo destas quase 13 décadas de existência. Joaquim Lagoeiro começou com pequenas e inocentes histórias infantis até atingir o patamar dos contos eróticos entre seniores.

Já o JE nasceu no tempo em que um homem era legítimo proprietário de parelhas de inocentes mulheres e agora, 127 anos depois, faz publicar crónicas em que analistas profissionais discutem o erotismo presente nos casamentos 'gays. É um claro sinal de evolução da sociedade e o JE merece todo o nosso gabo porque tem sido uma fonte de informação inesgotável.

Em 127 anos de publicação ininterrupta (excepto nos meses que atingem a quinta 6ª feira) e em 127 de fiel distribuição aos assinantes (excepto quando o carteiro os leva para parte incerta), o JE sobreviveu às duas Grandes Guerras, a I entre Vladimiro Silva e Eduardo de Matos e a II entre este último e F. Mendonça.

O JE viu tombar a monarquia, esteve presente na Implantação da República, atravessou a Ditadura, voltou a receber a democracia e sempre foi imune a todas as formas de coacção provenientes do interior dos gabinetes dos sucessivos executivos camarários e comissões administrativas.

Coacções que sempre existiram, a diferença é que as pressões que antes se faziam por carta lacrada ou pombo-correio, agora são feitas por e-mail.

O JE viu desaparecer concorrentes directos no formato papel, resistiu ao advento das rádios e criou uma página electrónica para não perder terreno em relação aos blogues, que publicam os escândalos locais muito mais rapidamente. No entanto, a efeméride mais histórica que o JE teve o prazer de noticiar em toda a sua vida supra-centenária foi a elevação da sua terra natal à categoria de 'cidade', pena foi que tenha sido logo após o alcance dessa proeza inimaginável que Estarreja começou a perder pujança em relação a localidades vizinhas que ainda não necessitaram de ser consideradas 'cidade' para atraírem humanos na procura de habitação e trabalho (ou emprego), que consequentemente, contribuem para a revitalização do pequeno e médio comércio.

É que se alguém quiser fazer carreira profissional em Estarreja só se for no negócio da fiscalização dos marcos do correio e dos candeeiros da via pública, porque em termos de comércio vulgar, digamos assim, basta passar pela praça pedonal Francisco Barbosa e ficar atónito com o desenvolvimento assustador daquele centro medieval. Mesmo assim há que dar a mão à palmatória e admitir que existem lojas no centro da cidade que integram mais funcionários nos seus quadros do que certas empresas que habitam o majestoso Ecoparque, um verdadeiro paraíso industrial tantas vezes glorificado em cada virar de página do nosso imprescindível JE e nas páginas de outros órgãos de informação totalmente isentos de ingerência camarária, como são os boletins de propaganda quadrimestral.

Mas regressemos às origens do JE, até porque as tristezas locais não pagam a minha assinatura anual. O JE ainda é do tempo em que metade desta região se encontrava coberta pelas águas da Ria e as bateiras eram o principal meio de transporte dos nossos antepassados.

Doze décadas depois as águas recuaram (tal como no dilúvio de Noé) e essas ditas bateiras ficaram apeadas numa rotunda do centro da cidade. Pelo menos duas delas. A propósito de monumentos locais, os dois principais candidatos na recente corrida à autarquia tentaram recriar durante as suas campanhas o extinto ambiente aquático que era cartão-de-visita da Estarreja de há 127 anos. F. Mendonça tentou conquistar os votos através da água límpida da sua grande e visionária lagoa, enquanto Eduardo de Matos apostou no líquido tingido do Santoínho. É de facto uma táctica eleitoral de carácter questionável e ainda hoje não consegui descobrir onde é que F. Mendonça tinha a cabeça quando achou ser possível conquistar alguém através de substância líquida proveniente de fontes.

Para terminar e já que se fala na estrondosa vitória eleitoral de Eduardo de Matos, e aproveitando o facto do Jornal de Estarreja ser uma publicação tão antiga que pode mesmo ser considerado a Bíblia dos serviços noticiosos locais, podemos afirmar em jeito de conclusão que a história de Estarreja e do Jornal de Estarreja vai um dia ser estudada pela posteridade como tendo duas partes distintas, o Antigo Testamento (ADE) e o Novo Testamento (DDE), ou seja, Antes do Dr. Eduardo e Depois do Dr. Eduardo. Venha daí um bolo com 127 velas.

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Piadas, charadas e 'dizeres' para todos os gostos (quem não gostar é deixar na beirinha, sff)

Hoje é dia de 'stand up comedy'.
Quer dizer... uma vez que isto é um blogue é mais apropriado chamar-lhe 'sit down comedy'!
Bom, que se dane, vamos lá a isto, mas é, que eu quero ir de fim de semana...


Quem leu o currículo de Fernando Mendonça sabe que ele costuma participar em passatempos de construir 'frases'. Por outro lado, quem acompanha as declarações públicas do Presidente Eduardo Matos sabe que ele costuma passar-o-tempo a construír 'dizeres'. A maior diferença entre as técnicas de 'construção' de ambos é o local onde assinam após o trabalho concluído: Mendonça assina no papel e Matos no acrílico.
A maior semelhança é que ambos assinam o seu nome e não o de outra pessoa, ao contrário daquilo que é usual na advocacia estarrejense.

O que pouca gente sabe é que esta nobre arte de criar frases e 'dizeres' em formato de charada, dá prémios. Fernando Mendonça lá ganha uns concursos de vez em quando, enquanto Eduardo Matos ganha o dele certinho ao fim do mês. Aliás, aquele fenomenal 'dizer' do "não irei descansar enquanto não levar o asfalto às pessoas" merecia um prémio, senão superior, pelo menos igual ao de um administrador da PT.

E já alguém pensou, por acaso, no que seria uma fusão entre as 'frases' em forma de enigma de Mendonça e os 'dizeres' em forma de repto de Matos? É pá, um híbrido desse género seria o maior fazedor de piadas de todos os tempos.
Para começar, esse híbrido, antes de iniciar carreira, teria que arranjar um nome artístico. Talvez 'José Eduardo Mendonça' ou 'Fernando Matos'. Sou capaz de preferir este último, pois é uma denominação mais 'terra-a-terra', simplória, familiar e cativante, logo, mais passível de gerar empatia no público alvo. 'Fernando Matos' é um nome que poderia estar para os 'dizeres', como Fernando Pessoa está para os 'livros', Fernando Alvim para a 'rádio' e Fernando Rocha para as 'caralhadas'.
'José Eduardo Mendonça', parece-me extremamente altivo e chique em demasia para conseguir motivar o riso alheio. Vamos, portanto, descartar esta hipótese.

O estilo de 'Fernando Matos' seria inconfundível e açambarcaria temas tão diversos do quotidiano como a religião e o futebol. Por exemplo, se 'Fernando Matos' fosse padre de uma qualquer paróquia local, o tipo de açucar mais vital ao correcto funcionamento do seu organismo seria a 'lactose', uma vez que a sua roda dos alimentos é maioritariamente composta por pequenitos que ainda possuem os dentes de "leite".
Já um 'Fernando Matos' dirigente de um qualquer agrupamento desportivo a norte do Rio Douro, cujo símbolo é um dragão, seria um ávido consumidor de outro tipo de alimentação e não andaria por aí aos 'miúdos'. Ele diria algo dentro deste género: "não queremos mais lactose, queremos é 'frutose'."
Isto é só um pequeno exemplo do potencial de cultura fraseada, se se desse a hipótese de efectuar um cruzamento de estilos entre Fernando Mendonça e Eduardo de Matos.

Já que se pegou no célebre "não queremos SER cidade, queremos TER cidade", de José Eduardo Matos, aproveito para dizer que, se Fernando Mendonça fosse chamado a dar o seu parecer - lá está o tal híbrido 'Fernando Matos' - o rifão passaria automaticamente a "não queremos ser Estarreja, queremos ser Atlântida", em virtude do badalado projecto autárquico do candidato socialista, no qual prometeu 'alagar' Estarreja, caso vencesse as eleições.
De facto, não restam dúvidas, se ambos trabalhassem em conjunto no âmbito da criação de frases ambíguas, Estarreja seria hoje uma terra muito mais 'afogada' em matéria cultural. Seria o 'ouro' da conta bancária de Eduardo sobre o 'azul' da lagoa de Mendonça.

Uma vez que este blogue apreciou muito a lagoa 'mendozeana', sabem os excelentíssimos anónimos qual seria a função de Mendonça no caso de integrar uma equipa de ciclismo profissional? Era o 'aguadeiro'.
Já Eduardo de Matos, se praticasse desporto, seria certamente o futebol de sofá. A grande diferença é que, enquanto os restantes adeptos metem sempre as culpas no árbitro, Eduardo iria metê-las no 'Vladimiro'.

Ainda no capítulo da água, sabem porque é que Mendonça andou a ser perseguido pelos fiscais da Câmara durante a construção da sua moradia no centro da cidade? Porque, segundo consta, ele meteu no projecto umas 'águas' 'furtadas'. Só não se sabe se foi do Gonde ou do Jardim.
Sabem qual é o mágico preferido do Dr. Eduardo de Matos? É o Luís de 'Matos'. E sabem qual é o seu truque preferido? É aquele em que Luís de Matos enfia um RInoceronte dentro de um Baú e a seguir tira um 'RiBaú'.

Certa vez, Fernando Mendonça e Eduardo de Matos foram juntos ao teatro. Chatearam-se até hoje. Mendonça escolheu assistir ao 'lago' dos cisnes e Matos optou pelo quebra-'nódoas'.
Eduardo de Matos ligou um dia para os discos pedidos da Rádio Voz da Ria e solicitou Queen, para dedicar à própria RVR. A música era a 'radio Ga Ga'.
Mendonça, por acaso, não precisa de pedir música à Rádio porque tem a lady 'gaga' em casa. (esta piada é francamente má, eu admito)

Consta por aí, nos círculos médicos privados, que o Dr. de Matos contraiu recentemente uma grave doença sexualmente transmissível: a 'CIRA'!
Também se sabe que, apesar da doença, o Dr. de Matos não "há-de morrer" sem chegar a deputado da nação. O problema é que a grande rival, Dra. Marisa, chegou lá 'MA-cedo'.

Já que se fala na deputada Marisa, uma vez vi-a a dar moedas a dois 'arrumadores'. O Dr. Eduardo, por sua vez, foi muito mais generoso e deu a mão a quatro 'varredores', transformando-os em vereadores. O busílis da questão é que a mão já foi toda consumida e eles agora querem-lhe comer o 'b(r)aço'.

Aliás, esses 4 vereadores são bastante temidos e respeitados em Estarreja, pois toda a gente sabe que são eles os donos da 'pasta'. Por outro lado, as pastas de cada um são tantas, que a páginas tantas eles não exercem a vereação: eles 'pastam'.

Por falar em pasta, aqui vai um verso digno de um híbrido 'Fernando Matos', rei dos 'dizeres' provincianos:
-Fernando Mendonça frequenta restaurantes onde sirvam pasta italiana às 'vezes'; Eduardo Matos só frequenta aqueles de onde se servem o Ribau e também o 'Menezes'.

Muitos (2 ou 3) ficaram escandalizados por causa dos votos para os BVE terem sido metidos por 'procuração'. Grande coisa!!! Nas eleições para a Junta de Fermelã era usual chegar às 18 horas e verificar nas listas quantos PSD´s assumidos é que ainda não tinham votado. Logo a seguir, cada um dos olheiros pegava na sua viatura e dirigia-se a casa dos visados, para 'procurá-los'. Isto sim é uma 'procuração' digna desse nome!!! ...e durante a viagem até à urna ainda os esclareciam no sentido de voto, não fossem eles entrar pela 'chaminé' errada.
Essa procuração em forma de serviço de táxi ao domicílio, até tinha um nome: "em busca do acamado pretendido!!!"


No dia seguinte às eleições, se o acamado necessitasse de boleia para o hospital, mandavam-no chamar um táxi. Mas desta vez, um 'táxi' mesmo a sério...

Gosto destas pessoas 1

Gosto do Sr. Vital Moreira.
Pode ter sido um notável legislador e dizer umas coisas importantes de vez em quando, mas não é por aí que advém a minha simpatia por ele, até porque aquilo que ele diz não me interessa rigorosamente para nada e da constituição portuguesa pouco estudei e menos vontade tive. Basicamente, gosto do Sr. Vital porque o seu aspecto franzino, embora de traço afectuoso, faz-nos reavivar aquela sensação reconfortante que toda a gente nutria pelo avôzinho que já perdemos. Vai-t´a eles, Vital!!!

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

"Olha que eu tenho idade para ser tua mãe, tenho uma filha com 30 anos" (clicar)

A frase preferida da minha merceeira relativamente a assuntos locais é:

-Ouvi Dizer!

Esta é das tais músicas que só despertam um único sentimento: - ou se a ama ou se a odeia! Tal como a nossa relação com as merceeiras da esquina. Eu por acaso nem uma coisa nem outra: - gosto! Da música, não da merceeira. Da minha merceeira também gosto, mas gosto ainda mais da letra dela. Da merceeira, não da música. A letra da música é excelente, mas optei por ligeiras 'nuances' para melhor a adaptar à letra da merceeira lá da minha esquina, cuja letra é daquelas que só despertam uma única sensação: -ou é verdade ou é mentira. Tal como as crónicas do Crespo. Aliás, este 'post' está cada vez mais parecido com uma crónica do Crespo: - ou se a ama ou se a odeia, ou é verdadeira ou é falsa. Nestas coisas se não se é boi, é-se vaca. E o Crespo vaca não é. Já a minha merceeira...
Bom, como diria o saudoso Lauro 'Dérmio': -let´s look at the 'treila'!

(Quadra 1)
Ouvi dizer que o nosso governo acabou;
Pois eu não tive a noção do seu início;
Pelo que eu já pensei aquilo é mesmo um vício;
Mexeram no IRS e o crédito desabou;

(Quadra 2)
E ao qu´eu vejo tudo foi para eles;
Um fartote de comissões e viajar;
E eu fiquei com tanto p´ra pagar;
E agora;
Não vou votar nunca mais a menos 'qu´aja' um porco na vara a girar;

(Chorus)
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;
Ahhhhhhh

(Quadra 3)
Ouvi dizer que o 'Antônio' casa amanhã;
Eu tinha tantos planos p´ra minha filha;
Foi ele quem entrou p´ra Câmara;
Podia-se ter 'amigado' com a minha Graça;
Mas agora vai passear com outra pela praça;

(Quadra 4)
Isto da paixão é incerto;
Convém sempre ter um político por perto;
Um dia vais ser tu e não deixes de aproveitar;
Arranja 'lá' um lugar;
Para que nunca te venha ouvir dizer;

(Chorus)
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;
Mais dia menos dia vais dizer;
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;
E pudesse eu passar tanta fome;

(Quadra final murmurada)
A cidade está deserta;
E alguém deixou o teu nome à descoberta;
Nos jornais, nos editais;
Nos vidrais... e até nos murais;
Em todo o lado esse 'mimo' repetido à porta do tribunal;
Ora roda;
Ora vira;
Para nos lembrar que a política é uma doença;
Pois em todos nós existe um porco em convalescença;

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

'voyeur' parlamentar

Toda a gente estará a par da polémica desencadeada por José Lello (primo de um cigano meu conhecido) e Jaime Gama por causa do 'voyeurismo' sobre os computadores dos deputados da nação. '99%' infiltrou-se no Parlamento e teve acesso a uma vista aérea traseira da bancada socialista da anterior legislatura, onde inclusive, por obra e graça do acaso, aparece a ex-deputada Dra. Marisa Macedo à esquerda de um tipo que tem as costas mesmo largas. Se aquela não fosse a bancada socialista, diria que se tratava de Bernardino Soares. Contudo e apesar da largura da grelha costal do indivíduo, '99%' consegue ver em que tipo de 'sites' é que ele e os outros andavam a fazer pesquisa, na altura. Aqui fica a prova fotográfica, aliás, esta imagem dos deputados a preto e branco com  monitores a cores é das provas criminais mais verosímeis e incontestadas que este blogue alguma vez publicou:
Ora bem, os dois 'mocinhos' aqui de baixo diga-se desde já que revelam bom gosto na hora de 'surfar' pela net. Gostei. Já o deputado do canto inferior esquerdo - que nem sequer aparece na fotografia - é senhor de preferências 'blogonáuticas' assim mais aventureiras. Pelo menos o seu portátil assim o indica. O deputado do canto superior esquerdo, com aquela imagem em ambiente de fundo, tenho quase a certeza que estará a 'dormitar' sobre o assunto, como tão bem sabe fazer. Os restantes 3 da fila superior, infelizmente, não nos é possível 'cuscar' as suas preferências com exactidão, mas por aquilo que observo na imagem arrisco que a deputada do meio está ligada no 'site' do Benfica, Marisa Macedo está obviamente no do FC Porto (ou em última hipótese no blogue do PP - Estarreja) e o das costas largas parece estar a consultar algo que se situará entre casas para vender em Lisboa, casadas para permutar em Lisboa, ou caseiras para arrendar. Portanto, tudo ali a pesquisar como assim deve ser.

Dizem que no Sporting a manta é curta

 

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Quem escreve assim não é maneta

Comentário anónimo depositado neste blogue a 23 de Março às 09h35 AM.

«Pois eu acho que este senhor Diamantino vai ser o futuro presidente da Câmara. Coitadito do Abílio Silveira!»

E hoje é só isto!

...e já não é pouco!

Está tudo doido

Os furtos das tarjas com textos e poemas do escritor Gonçalo M. Tavares que estavam patentes nas ruas da cidade de Aveiro são para a vereadora da Cultura, Maria da Luz Nolasco, perfeitamente «compreensíveis» dado que «as pessoas gostaram tanto que as levaram para casa.»

Aliás, esta prática apenas agora chegou a Aveiro porque isto em Estarreja é usual. Os painéis informativos dos 'Biorias' estão tão bem recheados com a informação sobre a biodiversidade do Baixo-Vouga Lagunar que alguns ecoturistas até os levam durante a noite para poderem consultar descansadamente em casa sem terem que estar ao alto a aguentar com as picadas dos insectos. No passado, o roubo dos bancos da zona de descanso perto da represa do Antuã não passou de uma louvável atitude cívica pois aquela madeira era mesmo de boa qualidade e até dava pena estar por ali votada ao abandono. O mesmo se passou no Parque Municipal, não conseguindo os transeuntes levar os patos em carne, osso e penas, acabaram por levar os 'placares' de acrílico onde os palmípedes constavam. O sabor não é bem o mesmo e ao princípio estranha-se, mas depois o acrílico entranha-se e é sempre a consumir. E ainda agora no recente incêndio no parque infantil de Fermelã, inaugurado há menos de 1 ano, aquilo não foi falta de civismo ou vandalismo gratuíto, foi isso sim para verificar se o material usado pela Câmara no âmbito da construção de parques para crianças é realmente seguro ou se entra em combustão logo à primeira rega de gasolina. De facto são atitudes cívicas de enaltecer.
Está tudo doido e já nem os vereadores da cultura se safam. Principalmente, esses!

Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Curiosidade da semana

As 100 palavras mais utilizadas por Eduardo de Matos na entrevista pré-autárquica ao Jornal de Estarreja:
'dizer' mais hilariante da entrevista:
«A Cidade do Antuã tem no Parque o seu pulmão.»

As 100 palavras mais utilizadas por Fernando Mendonça na entrevista pré-autárquica ao Jornal de Estarreja:

'dizer' mais hilariante da entrevista:
«Um excelente resultado é o que Estarreja vai ter depois de ganharmos as eleições.»

As 100 palavras mais utilizadas por António Vidal na entrevista pré-autárquica ao Jornal de Estarreja:

'dizer' mais hilariante: (este então é mesmo hilariante)
«É um pouco difícil para a CDU não repetir nomes até porque, por vezes, é uma estratégia a repetição.»

Como é perceptível o termo 'Estarreja' foi o mais comum a todos os entrevistados. Mal seria se o termo mais utilizado fosse 'Caldas da Raínha', 'Santa Comba Dão' ou 'Mesão Frio'. José Eduardo de Matos, para além de 'Estarreja', focou o seu discurso nos termos 'cidade' e 'município'. Para a aula de geografia ficar completa apenas ficou a faltar que o Presidente da CME também dissesse que Estarreja é um 'concelho' e tem um 'rio'. Outro termo muito utilizado pelo Dr. de Matos foi o 'bem'. Ficámos assim a saber que Estarreja está 'bem' e recomenda-se, que este executivo formado por pessoas de 'bem' pratica o 'bem' e que existe todo um 'bem' estar - aliás 'bem' visível - no seio dos amigos coloridos da coligação laranja-azulada.

Já Fernando Mendonça colocou o 'Carnaval' em igual patamar de utilização da 'Câmara', podendo-se assim alegar que Mendonça passou todo o tempo da entrevista a falar de fantoches.

António Vidal focou várias vezes o termo 'desenvolvimento', apenas não se sabendo se se referia a Estarreja, ao país, ou ao partido dele, o PCP. Nas propostas de António Vidal consta dezenas de vezes o projecto 'PS'. É de facto uma proposta arrojada do candidato comunista, mas penso que não será proposta da sua autoria, pois nos congressos do PSD o tema 'PS' também é vastas vezes trazido à liça. São uns copiões estes camaradas.

Dúzias de outras ilações poderiam ser extraídas da análise dos 100 termos mais utilizados pelos 3 candidatos à CME, mas vamos queimar etapas e passar à análise das palavras de Fermelanidades Leite de Matos na sua recente entrevista ao mesmo semanário. Aqui estão elas:

Nem há comparação possível, pois as propostas do Dr. Fermelanidades são de longe as mais exequíveis no actual contexto de crise nacional. Fazer 'política' durante os próximos 'dois' 'anos' em formato de 'blog' 'anónimo' através de 'crónicas' sem 'nome' e com 'comentários' 'anónimos' 'acaba' por 'ser' uma técnica 'inspiradora' para qualquer 'Carlos', 'José', 'Paulo' ou 'Sílvio' 'municipal'. 'Decidi' também 'criar' um 'malafaia' na 'Suiça'. Cá na 'freguesia' vão 'todos' e é para 'continuar'.

Sábado, 10 de Abril de 2010

A frase preferida de Pinto Da Costa é:

-"Não sei quem é nem nunca me foi apresentado(a)"

Já agora, sabem qual é a marca de shampoo preferida de Pinto da Costa?
- o Garnier 'Fructis'!!!

Bom Fim de Semana

Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Gloriooooso CDE, para o ano é que é!!!

Parte I
Toda a gente conhece o 'inclassifícável' comentador desportivo Rui Santos. Comentador 'desportivo' que é como quem 'diz', uma vez que nunca o ouvi falar de outros desportos que não o futebol. Rui Santos é desde há anos a esta parte um dos maiores 'cruzadores' pela purificação do futebol português. Pena é que esta purificação apenas diga respeito ao futebol profissional, pois nas ligas amadoras aquilo que se passa em termos de bastidores é tão lamentável que dá vontade de nunca mais frequentar um estádio dos distritais. Se a 'fruta' utilizada nos nacionais é 'tropical', então nos distritais não passa de 'fruta podre'. O que se passa na liga do CDE é bom exemplo disso, com os sucessivos favorecimentos de arbitragem às equipas que são adversárias do Estarreja. Foi assim em tempos idos com o Recreio de Águeda e com o Cesarense, e é agora com o Alba, o Bustelo e o Gafanha, tudo equipas que estão classificadas à frente do Estarreja. Se elas estivessem atrás do Estarreja este problema não se colocava, mas como estão à frente há que denunciar esta vergonha e é realmente escandaloso constatar que o campeonato "está sempre feito" para outras equipas que não o Estarreja e já vai sendo tempo de se organizar um campeonato que "esteja feito" para os tubarões do Antuã. É que depois temos de levar com João Evangelista a escrever incompreensívelmente que "esta é a divisão adequada para o Estarreja" quando todos nós sabemos que o lugar do Estarreja é entre os grandes do futebol lusitano, não fosse existir um "sistema" instalado na associação de Aveiro que tolhe os movimentos e a ambição aos nossos 'bravos'. A verdade é que o CDE "incomoda e assusta muita gente lá de cima" e é por isso que não o deixam subir "mais alto e mais além". O Alba tem estado a ser levado ao 'colo', o Bustelo num 'andor', o Gafanha numa 'padiola' e o Estarreja segue a bordo do 'carro-maca'.

(à semelhança de João Evangelista, tentei escrever este texto com a máxima indignação possível, como se dos resultados do CDE dependesse o futuro dos meus filhos)

Parte II
Voltando ao Rui Santos, ele tem uma particularidade que chama a atenção, para além dos bons fatos, do cabelo exigentemente bem acondicionado e da higiene pessoal que faz sempre questão de manter bastante cuidada. Rui Santos luta pela purificação do futebol, mas sem contudo assumir o dirigismo de qualquer entidade, seja a Federação, a Liga, o Sindicato dos Treinadores, ou a APAF. Nada disso! Rui Santos dá notas!!! E estas notas não se resumem ao desempenho dos jogadores de futebol dentro das 4 linhas, pois podem ser notas dadas a uma manchete de jornal, a uma 'cheerleader' ou a um 'placard' de publicidade. O problema é que as notas de Rui Santos, por vezes, são tão mal recebidas pelos agentes desportivos que o referido comentador sente-se na obrigação de contratar uma empresa de segurança, em virtude das agressões e processos que já lhe foram movidos pelos visados que levaram com essas terríveis notas. É a tal coisa, se Rui Santos porventura lhes atribuísse notas de 500, já não o processavam. Pois é!
Dar notas é hoje em dia uma profissão de risco. O júri do último Carnaval de Estarreja que o diga. Digamos, assim, que Rui Santos é o Fermelanidades Leite de Matos da bola. Também não faz nada, só escreve e fala. A diferença entre nós é que ele dá a cara, sendo exactamente pelo facto do cara dar a cara que leva na cara de vez em quando.

Ainda sobre as notas de Rui Santos falta referir que até as notas que ele dá são especiais. São de zero a dez, mas comportam as casas décimais, ou seja, um dirigente desportivo poderá levar nota 5,4 por comportamento incorrecto na cabine do árbitro e outro dirigente poderá sair penalizado com uma nota de 4,3 se esse comportamento incorrecto se der numa casa de putas. É realmente brilhante este Rui! Já o estou a imaginar a arrasar com um Presidente de clube de futebol por ter apostado numa romena para meter a jogar atrás quando toda a gente sabe que são as brasileiras as que mais gostam de jogar na rectaguarda, sendo as romenas mais apropriadas para atacar, sim, mas pelos flancos. Dar notas com casas décimais é de génio!

Parte III
Mas Rui Santos faz ainda outra coisa bastante interessante na sua luta incessante pela 'higienização' do futebol pátrio. Ele faz perguntas da semana!!! Perguntas da semana que podem não ser mais do que uma bizarra "acha que o Sporting já devia ter promovido o roupeiro Paulinho a director desportivo?" até uma muita estúpida "acha que o Queiroz se ainda tivesse bigode tinha mais chances de ser campeão do mundo na África do Sul?". Fazer perguntas da semana é, esta sim, uma profissão com saída profissional. Responda já para Ruisantos@sic.pt.

Posto isto, apetece-me fazer uma pergunta da semana neste blogue, que é:
-acha que se João Evangelista meter o primo na liga de clubes do futebol distrital, o genro na comissão de arbitragem e acertar umas promoções jeitosas com os gajos da Turvela para mandar meia dúzia de árbitros apanhar fruta ao Brasil, o CDE terá hipóteses de ir por aí acima?

Fica lançado o debate. Quem quiser participar no fórum basta ligar para casa de João Evangelista e propor. Se o telefone estiver interrompido não fique "desfraldado", é sinal que ele foi ao estádio hastear a bandeira do Club Esportivo Estarreja.