Hoje é dia de 'stand up comedy'.
Quer dizer... uma vez que isto é um blogue é mais apropriado chamar-lhe 'sit down comedy'!
Bom, que se dane, vamos lá a isto, mas é, que eu quero ir de fim de semana...
Quem leu o currículo de Fernando Mendonça sabe que ele costuma participar em passatempos de construir 'frases'. Por outro lado, quem acompanha as declarações públicas do Presidente Eduardo Matos sabe que ele costuma passar-o-tempo a construír 'dizeres'. A maior diferença entre as técnicas de 'construção' de ambos é o local onde assinam após o trabalho concluído: Mendonça assina no papel e Matos no acrílico.
A maior semelhança é que ambos assinam o seu nome e não o de outra pessoa, ao contrário daquilo que é usual na advocacia estarrejense.
O que pouca gente sabe é que esta nobre arte de criar frases e 'dizeres' em formato de charada, dá prémios. Fernando Mendonça lá ganha uns concursos de vez em quando, enquanto Eduardo Matos ganha o dele certinho ao fim do mês. Aliás, aquele fenomenal 'dizer' do "não irei descansar enquanto não levar o asfalto às pessoas" merecia um prémio, senão superior, pelo menos igual ao de um administrador da PT.
E já alguém pensou, por acaso, no que seria uma fusão entre as 'frases' em forma de enigma de Mendonça e os 'dizeres' em forma de repto de Matos? É pá, um híbrido desse género seria o maior fazedor de piadas de todos os tempos.
Para começar, esse híbrido, antes de iniciar carreira, teria que arranjar um nome artístico. Talvez 'José Eduardo Mendonça' ou 'Fernando Matos'. Sou capaz de preferir este último, pois é uma denominação mais 'terra-a-terra', simplória, familiar e cativante, logo, mais passível de gerar empatia no público alvo. 'Fernando Matos' é um nome que poderia estar para os 'dizeres', como Fernando Pessoa está para os 'livros', Fernando Alvim para a 'rádio' e Fernando Rocha para as 'caralhadas'.
Já 'José Eduardo Mendonça', parece-me extremamente altivo e chique em demasia para conseguir motivar o riso alheio. Vamos, portanto, descartar esta hipótese.
O estilo de 'Fernando Matos' seria inconfundível e açambarcaria temas tão diversos do quotidiano como a religião e o futebol. Por exemplo, se 'Fernando Matos' fosse padre de uma qualquer paróquia local, o tipo de açucar mais vital ao correcto funcionamento do seu organismo seria a 'lactose', uma vez que a sua roda dos alimentos é maioritariamente composta por pequenitos que ainda possuem os dentes de "leite".
Já um 'Fernando Matos' dirigente de um qualquer agrupamento desportivo a norte do Rio Douro, cujo símbolo é um dragão, seria um ávido consumidor de outro tipo de alimentação e não andaria por aí aos 'miúdos'. Ele diria algo dentro deste género: "não queremos mais lactose, queremos é 'frutose'."
Isto é só um pequeno exemplo do potencial de cultura fraseada, se se desse a hipótese de efectuar um cruzamento de estilos entre Fernando Mendonça e Eduardo de Matos.
Já que se pegou no célebre "não queremos SER cidade, queremos TER cidade", de José Eduardo Matos, aproveito para dizer que, se Fernando Mendonça fosse chamado a dar o seu parecer - lá está o tal híbrido 'Fernando Matos' - o rifão passaria automaticamente a "não queremos ser Estarreja, queremos ser Atlântida", em virtude do badalado projecto autárquico do candidato socialista, no qual prometeu 'alagar' Estarreja, caso vencesse as eleições.
De facto, não restam dúvidas, se ambos trabalhassem em conjunto no âmbito da criação de frases ambíguas, Estarreja seria hoje uma terra muito mais 'afogada' em matéria cultural. Seria o 'ouro' da conta bancária de Eduardo sobre o 'azul' da lagoa de Mendonça.
Uma vez que este blogue apreciou muito a lagoa 'mendozeana', sabem os excelentíssimos anónimos qual seria a função de Mendonça no caso de integrar uma equipa de ciclismo profissional? Era o 'aguadeiro'.
Já Eduardo de Matos, se praticasse desporto, seria certamente o futebol de sofá. A grande diferença é que, enquanto os restantes adeptos metem sempre as culpas no árbitro, Eduardo iria metê-las no 'Vladimiro'.
Ainda no capítulo da água, sabem porque é que Mendonça andou a ser perseguido pelos fiscais da Câmara durante a construção da sua moradia no centro da cidade? Porque, segundo consta, ele meteu no projecto umas 'águas' 'furtadas'. Só não se sabe se foi do Gonde ou do Jardim.
Sabem qual é o mágico preferido do Dr. Eduardo de Matos? É o Luís de 'Matos'. E sabem qual é o seu truque preferido? É aquele em que Luís de Matos enfia um RInoceronte dentro de um Baú e a seguir tira um 'RiBaú'.
Certa vez, Fernando Mendonça e Eduardo de Matos foram juntos ao teatro. Chatearam-se até hoje. Mendonça escolheu assistir ao 'lago' dos cisnes e Matos optou pelo quebra-'nódoas'.
Eduardo de Matos ligou um dia para os discos pedidos da Rádio Voz da Ria e solicitou Queen, para dedicar à própria RVR. A música era a 'radio Ga Ga'.
Mendonça, por acaso, não precisa de pedir música à Rádio porque tem a lady 'gaga' em casa. (esta piada é francamente má, eu admito)
Consta por aí, nos círculos médicos privados, que o Dr. de Matos contraiu recentemente uma grave doença sexualmente transmissível: a 'CIRA'!
Também se sabe que, apesar da doença, o Dr. de Matos não "há-de morrer" sem chegar a deputado da nação. O problema é que a grande rival, Dra. Marisa, chegou lá 'MA-cedo'.
Já que se fala na deputada Marisa, uma vez vi-a a dar moedas a dois 'arrumadores'. O Dr. Eduardo, por sua vez, foi muito mais generoso e deu a mão a quatro 'varredores', transformando-os em vereadores. O busílis da questão é que a mão já foi toda consumida e eles agora querem-lhe comer o 'b(r)aço'.
Aliás, esses 4 vereadores são bastante temidos e respeitados em Estarreja, pois toda a gente sabe que são eles os donos da 'pasta'. Por outro lado, as pastas de cada um são tantas, que a páginas tantas eles não exercem a vereação: eles 'pastam'.
Por falar em pasta, aqui vai um verso digno de um híbrido 'Fernando Matos', rei dos 'dizeres' provincianos:
-Fernando Mendonça frequenta restaurantes onde sirvam pasta italiana às 'vezes'; Eduardo Matos só frequenta aqueles de onde se servem o Ribau e também o 'Menezes'.
Muitos (2 ou 3) ficaram escandalizados por causa dos votos para os BVE terem sido metidos por 'procuração'. Grande coisa!!! Nas eleições para a Junta de Fermelã era usual chegar às 18 horas e verificar nas listas quantos PSD´s assumidos é que ainda não tinham votado. Logo a seguir, cada um dos olheiros pegava na sua viatura e dirigia-se a casa dos visados, para 'procurá-los'. Isto sim é uma 'procuração' digna desse nome!!! ...e durante a viagem até à urna ainda os esclareciam no sentido de voto, não fossem eles entrar pela 'chaminé' errada.
Essa procuração em forma de serviço de táxi ao domicílio, até tinha um nome: "em busca do acamado pretendido!!!"
No dia seguinte às eleições, se o acamado necessitasse de boleia para o hospital, mandavam-no chamar um táxi. Mas desta vez, um 'táxi' mesmo a sério...