Domingo, 31 de Outubro de 2010

A inovação na escrita

Ao folhear uma revista temática - cujo nome não interessa para nada (não, não é o boletim quadrimestral da Câmara) - reparo no seguinte pedaço de prosa: "sente que as periferias e as periferias das periferias são refúgios de solidão em que raramente está presente o conceito de cidadão?".

Nunca é tarde para descobrirmos novos termos linguísticos, sejam eles profundos 'dizeres matosianos', verborreias publicadas por abéculas mentais que dão pelo nome de 'anónimos', ou meros recalques intelectuais de gente com algum tipo de estigma pessoal.
No seguimento disto, desconhecia totalmente que as periferias possuíam, também elas, as suas periferias.

Ora bem, isto era merecedor de um aturado estudo, o chamado estudo 'adolfoniano' oriundo lá dos confins do gabinete de pareceres, estudos & projectos camarários. O problema é que não tenho tempo nem me apetece. Deixo apenas duas cordatas interrogações:

- partindo da cruel evidência que o GRANDE centro científico, industrial e comercial, vulgo, CIDADE, a que pertencemos é a Praça Francisco Barbosa, vulgo, Beduído, e sabendo que as periferias dessa mega-metrópole são Salreu, Avanca e Pardilhó, será correcto afirmar que as periferia das periferias são Veiros, Fermelã e Canelas?

- então e o Roxico é o quê? Será o 'gheto'?

Bem, 'marginais' é coisa que não falta por lá...

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