«O jornal "O Moscardo" da Escola Secundária de Estarreja, teve a sua primeira edição no 2º período do ano lectivo 1998/99. Foi uma proposta da comissão executiva instaladora acolhida com entusiasmo pelo "Clube dos Direitos Humanos", coordenado pelo Departamento de Ciências Humanas (grupos de Filosofia e E.M.R.C.). Assim, o jornal enquadrou-se no âmbito das actividades do clube, enquanto meio informativo, formativo e apelativo congregador dos objectivos do clube e das suas actividades.» continuar a ler AQUI
Foi para o jornal de periodicidade variável 'O Moscardo' que escrevi as minhas primeiras crónicas, longe de imaginar que um dia viria ser o anónimo mais 'conhecido' do concelho de Estarreja. Na altura as crónicas tinham que ser (obrigatoriamente) politicamente correctas, não fosse o Presidente da Câmara de então - Vladimiro Silva - fazer pressão sobre a redacção de 'O Moscardo' e ordenar o seu encerramento. O papel de 'O Moscardo' era, não só apelar e estimular a veia crítica dos alunos, mas também tentar que os poemas que lá eram publicados com o nosso nome dessem resultados 'palpáveis' junto do sexo oposto. Muitos anos depois posso afirmar que nem uma coisa nem outra: 'O Moscardo' não me ajudou a fazer carreira no 'Crime' e muito menos no 'Ocasião', nem as quadras incipientes que lá escrevi tocaram a artéria aorta de qualquer franga da secundária. Nem sei até se algumas delas saberiam ler textos corridos, quanto mais consumir poesia...
Contudo o que mais apreciava no 'O Moscardo' era mesmo o título:
'O MOSCARDO'!!!!
Genial!
Era o ponto de partida ideal para mim. Escrever num jornal cujo símbolo é um insecto díptero que tem por hábito sobrevoar lixeiras, alimentar-se de detritos e ovular em montes de fezes é o sonho de qualquer cronista de província principiante, como era o meu caso. Ainda hoje quando penso no 'O Moscardo' a primeira coisa que me vem ao pensamento é uma varejeira da fruta tranquilamente pousada em cima de uma bosteira de vaca daquelas bem confeccionadas e ainda quentinhas, largada numa terra de pasto naquela sua típica estrutura elipsoidal e o característico vapor proveniente do interior da bosteira que se liberta na atmosfera logo pela fresca da manhã deixando no 'ar' a ideia que estamos na presença de um complexo sistema de furnas açorianas. A única diferença é que estas furnas na vez de terem origem nas entranhas da terra, provêem das entranhas da vaca.
Contudo o que mais apreciava no 'O Moscardo' era mesmo o título:
'O MOSCARDO'!!!!
Genial!
Era o ponto de partida ideal para mim. Escrever num jornal cujo símbolo é um insecto díptero que tem por hábito sobrevoar lixeiras, alimentar-se de detritos e ovular em montes de fezes é o sonho de qualquer cronista de província principiante, como era o meu caso. Ainda hoje quando penso no 'O Moscardo' a primeira coisa que me vem ao pensamento é uma varejeira da fruta tranquilamente pousada em cima de uma bosteira de vaca daquelas bem confeccionadas e ainda quentinhas, largada numa terra de pasto naquela sua típica estrutura elipsoidal e o característico vapor proveniente do interior da bosteira que se liberta na atmosfera logo pela fresca da manhã deixando no 'ar' a ideia que estamos na presença de um complexo sistema de furnas açorianas. A única diferença é que estas furnas na vez de terem origem nas entranhas da terra, provêem das entranhas da vaca.
Se, porventura, a vaca for de Canelas e ficar de caganeira por causa de ter andado a pastar naqueles terrenos que estiveram debaixo das lamas tóxicas, nesse caso a bosta dela não dará origem a uma furna matinal, mas antes a um géiser intestinal. Graças aos céus que as vacas - pelo menos as de Canelas - não aprenderam a voar, senão...
Serve esta verbosidade literária para fazer a ponte para os tipos que escrevem hoje em dia na imprensa local e até nacional. Apesar de toda aquela aparente intelectualidade que alguns tentam transmitir nas páginas do Jornal de Estarreja e do Diário de Aveiro, por exemplo, nota-se à distância que aquilo não é inato, muito pelo contrário, é do mais artificial que pode existir. Vejamos as crónicas sobre os casamentos entre 'machos' que ultimamente polvilham aquelas páginas. Para começar, esses textos não passam de enfadonhos e monótonos bocejos, sem rasgo criativo, sem interesse, informação útil ou qualquer momento de exaltação ao longo das centenas de caracteres debitados. E depois, homem que é Homem, se tiver que escrever para os jornais acerca da temática 'casamento entre pessoas do mesmo sexo' que medite bem e faça uma de duas coisas:
hipótese 1 - que desista rapidamente da ideia e vá pescar para o molhe da Barra, que é capaz de encontrar por lá espécimes homossexuais que lhe dêem a atenção que merece;
hipótese 2 - se sentir uma necessidade mesmo inultrapassável de fazer o gosto ao dedo e tiver mesmo mesmo que escrever sobre esse assunto da 'homosociedade', pelo menos que escreva sobre os casamentos entre lésbicas, pá! ...que ainda não vi ninguém de cá a escrever sobre as lésbicas, é uma injustiça! ...de preferência com ilustrações, até!
Agora, sempre gays, sempre gays!? Foda-se!!!
Agora, sempre gays, sempre gays!? Foda-se!!!
A questão é que nas suas crónicas falta-lhes o lado prático da vida. Como é possível editarem uma crónica sobre casamento homossexual se nunca tiveram o prazer de o experienciar? Eu diria que lhes falta o 'tacto'. É que para dar pareceres sobre 'temas fracturantes' sem no entanto os experimentar já basta os padres. Quer dizer... bastava, pois pelos vistos os 'padrecas' andaram entretidos este tempo todo a fazer experiências com a sociedade menor. Lá está, estes últimos para além do 'tacto' tiveram a 'táctica' necessária para levar a 'oralidade' até à 'prática'. E parece que no fim do serviço a coisa voltava a ser oral, para fazer desaparecer os vestígios. Tacticamente, é isto!
Outra coisa que falta aos cronistas é o trabalho de 'campo'. Aquilo é só teoria, escrever, teoria, teoria, escrever e escrever. E o indispensável trabalho de 'campo'? Algum desses cronistas alguma vez mudou o estrume ao gado? Quantos deles sabem usar uma forquilha? Quantos já contactaram pessoalmente com uma bosteira de vaca bem mexida? É que para escrever umas 'merdas' nos jornais convém ter um mínimo de conhecimento de causa sobre a 'merda' e ter já ultrapassado muita 'merda' na vida. Escrever 'merdas' quando nunca se fez 'merda' nenhuma na vida acaba por não valer 'merda' aos olhos dos leitores.
Depois temos aqueles que escrevem para tentar dar uma lição de cultura desconhecendo que a via rápida (sem portagens) que estabelece a ligação entre aquilo que é cultura e aquilo que é parolo, é a mesma. Veja-se o caso do Sardo que ficou muitíssimo indignado com o barulho que a senhora - que tinha idade para ser mãe dele - fez no CTE. Aproveitando o "interstício" do 'show' o estimado Sardo interpelou os agentes barulhentos e fez vincar que em espectáculos em Paris e Londres não se via nada "disto".
Eu por acaso já assisti a concertos dos 'Taxi Taxi!' no Cine-Teatro de Paris na Suíça, em Oslo na Polónia e a outras actuações no Cine-Teatro do estrangeiro e posso afirmar que a desafinação das gajas é a mesma, só muda o palco. Sair de casa para assistir a um concerto deste género, mais vale ficar no curral a aguentar o gemido da vaca a parir um bezerro.
Ainda por cima arranjando confusão e dar uma de intelectual 'alegando' que havia ali gente que não percebia inglês, por causa de uns 'Taxi Taxi!'?
Vindos da Suécia?
É pá, se a malta andasse à porrada por causa da sueca Silvsted ainda se compreendia, agora os 'Taxi'!!! Quem gosta disso são os betinhos do CDS que andaram de táxi durante muitos anos. O que faltou a este Sardo na sua juventude foi ter andado atolado no surro das vacas com merda até ao joelho, como eu andei. Isso sim é 'cultura', até porque para 'cultivar' algo no quintal é necessário que se saiba qual é o melhor estrume e duvido que o Sardo saiba disso, apesar de assistir a grandes espectáculos nos melhores Cine-Teatros do globo.
É por isto tudo que - depois de ter feito carreira no 'O Moscardo' - espero um dia ser contratado pelos serviços camarários para escrever no boletim de obras lá deles. Sinto-me mais do que preparado e a única condição que imponho é que o boletim passe a ter o nome de 'Mosca Tsé-Tsé', dadas as circunstâncias actuais da governação. Assim que estivermos a 2 meses de novas eleições autárquicas passará a boletim 'porco no espeto', retomando a anterior designação 'Tsé-Tsé' quando a vitória PSD estiver consumada.
Isso num futuro a médio prazo, porque a longo prazo espero fundar o meu próprio jornal de informação generalista, o 'SARDO DA MANHÃ', e um magazine de tendências culturais, com agenda, foto-reportagens, coluna de opinião culta, etc, 'O SARDO ILUSTRADO'.
Depois temos aqueles que escrevem para tentar dar uma lição de cultura desconhecendo que a via rápida (sem portagens) que estabelece a ligação entre aquilo que é cultura e aquilo que é parolo, é a mesma. Veja-se o caso do Sardo que ficou muitíssimo indignado com o barulho que a senhora - que tinha idade para ser mãe dele - fez no CTE. Aproveitando o "interstício" do 'show' o estimado Sardo interpelou os agentes barulhentos e fez vincar que em espectáculos em Paris e Londres não se via nada "disto".
Eu por acaso já assisti a concertos dos 'Taxi Taxi!' no Cine-Teatro de Paris na Suíça, em Oslo na Polónia e a outras actuações no Cine-Teatro do estrangeiro e posso afirmar que a desafinação das gajas é a mesma, só muda o palco. Sair de casa para assistir a um concerto deste género, mais vale ficar no curral a aguentar o gemido da vaca a parir um bezerro.
Ainda por cima arranjando confusão e dar uma de intelectual 'alegando' que havia ali gente que não percebia inglês, por causa de uns 'Taxi Taxi!'?
Vindos da Suécia?
É pá, se a malta andasse à porrada por causa da sueca Silvsted ainda se compreendia, agora os 'Taxi'!!! Quem gosta disso são os betinhos do CDS que andaram de táxi durante muitos anos. O que faltou a este Sardo na sua juventude foi ter andado atolado no surro das vacas com merda até ao joelho, como eu andei. Isso sim é 'cultura', até porque para 'cultivar' algo no quintal é necessário que se saiba qual é o melhor estrume e duvido que o Sardo saiba disso, apesar de assistir a grandes espectáculos nos melhores Cine-Teatros do globo.
É por isto tudo que - depois de ter feito carreira no 'O Moscardo' - espero um dia ser contratado pelos serviços camarários para escrever no boletim de obras lá deles. Sinto-me mais do que preparado e a única condição que imponho é que o boletim passe a ter o nome de 'Mosca Tsé-Tsé', dadas as circunstâncias actuais da governação. Assim que estivermos a 2 meses de novas eleições autárquicas passará a boletim 'porco no espeto', retomando a anterior designação 'Tsé-Tsé' quando a vitória PSD estiver consumada.
Isso num futuro a médio prazo, porque a longo prazo espero fundar o meu próprio jornal de informação generalista, o 'SARDO DA MANHÃ', e um magazine de tendências culturais, com agenda, foto-reportagens, coluna de opinião culta, etc, 'O SARDO ILUSTRADO'.

8 pareceres anónimos:
Afinal quem é você?
O 'Sardo da manhã', aka (que eu também sei inglês...)o 'Sardo do mijo' !!!
Curioso... detenho essa primeira edição desse jornal entre outras...
Estimado Pires,
se tem essa edição, deve ter lá o meu nome.
Uma vez tambem pratiquei o amor com uma senhora e só no fim é que ela me disse que era lésmica. Poderei ter algum problema, Maria?
É pá nem me falem em paneleiros porcos. Uma vez madruguei por causa de uma porcaria de um prego que espetei na palma da mão por causa de uma cobertura sem licença que andava a erguer no pátio dos meus preciosos recos para ver se eles agora não queimam a pele com a chegada do sol e era para ver se assim acordando cedo chegava dentro dos 20 primeiros ao centro médico porque chegar fora dos 20 primeiros implica ter que aguentar o prego espetado na mão até ao dia seguinte. Mas não queria abandonar a minha quintinha sem ver se estava tudo bem com os meus lindos e se tinham passado bem a noite. Qual não foi o meu espanto quando assisti a um infeliz espectaculo que nunca pensei que nojices daquelas chegassem à minha academia prestigiada de criação suinícula. Dois dos meus mais requintados roliços estavam encavalitados um no outro a fazer aquilo que o Jorge Micael foi apanhado a fazer na casa de banho publica com o pêga dele. Fiquei branco como a cal das paredes da junta e estarrecido como um mirone daqueles do centro da praça que vê passar um casal de namorados aos apalpões e fica com as mãos nos bolsos a saborear o momento. Só que aqui os namorados eram do mesmo sexo, livra! Que grandessissimos porcos badalhocos. Fiquei tão impotente com aquele quadro que nem tive forças pra lhes dar o sermão. Ainda por cima ali bem à frente dos novatos acabadinhos de ser paridos pela porca Mãe. Que exemplo dum raio para os pequenitos. Quer dizer eu por um lado a proibir os novatos de consumirem suinografia gratuita no suinomagalhães lá deles e por outro dois exemplares adultos que deviam dar o exemplo ali a meterem o chusso no veio intestinal um do outro. Porca miséria. Bem me avisaram uma vez "suinicultor não metas o brinco nos teus porcos porque isso é o primeiro passo para a suinossexualidade". Aquilo foi como que um balde de surro frio a escorrer pelo meu corpo abaixo e ainda hoje não me recompus. Andei com eles no psiquiatra, no osteopata, no pediatra, no psicologo e no psicopata mas ninguem lhes tirou aquele vicio do corpo. Vi-me negro para controlar o resto da vara que viam aquilo no quinteiro e tambem queriam começar a experimentar. Uma vez até havia um pequenito que não chegava ao orificio do maior e subiu para cima da cerca correndo o risco de partir a pá ou de contrair uma lombalgia no lombo ou até um estiramento no presunto. Só para terem uma ideia do gravoso da situação posso contar que a maioria da vara votava PSD e de um dia para o outro começaram a fazer campanha pelo bloco de esquerda e pelo socrates. Antes ouviam metalica na rádio VOZ DA RIA e depois só sintonizavam a NOVA ERA para ouvir ney MATO-GROSSO, antónio Calvário e aquele que já morreu por overdose de sexo anal, o fredy mercurio. Antes idolatravam o Pete Sampras e o tiger woods pelas suas façanhas sexuais mas agora só assistem aos jogos da navratilova no canal memória. Agora até já fazem dounlod das musicas do ricky martim depois de descobrirem que o porto riquenho tambem tem os genitais virados ao contrario. Antes limpava a pocilga todas as semanas porque a caca deles só era conduzida exclusivamente para o lado de fora do rabo mas agora chega-se a passar 15 dias sem ser preciso revirar o mato pois a caca passou a ser empurrada para dentro e assim o mato está sempre limpo. Tenho a criação toda perdida e agora quero ver quem me vai dar os subsidios pois depois disto não estou a ver ninguem que aceite comprarmos, mesmo que a preço de feira, para depois comer carne contagiosa e ficar igual. E as minhas porcas? Quem é que mas cobre agora? Para continuar a fazer ninhadas vou ter que ir procurar nas redondezas um porco que não seja paneleiro. Vai ser fácil, ai vai vai.
ó suinicultor, você devia era levá-los ao suinopata.
e deixe-me dizer-lhe que o jorge michael foi apanhado a fazer (ou a fazerem-lhe) um bóbó, muito desenvoltos eram os seus recos se fosse isso que estavam a fazer um ao outro :)
você até podia ganhar dinheiro com isso!
O Moscardo. Palavra que gosto mesmo desse título. Faz-me lembrar o nome de um jornal da época monárquica. Gostei!
O amigo Ferme que me desculpe, o seu post está melhor que muuuuitas das crónicas jornalísticas que se lêem por aí mas...para além de um pouco apressado não queria mexer muito na merda para não cheirar ainda pior.
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