Uma discordância e uma concordância:
«...o meu problema é que levei muito a sério o que aprendi na catequese...»
«...considero uma pena esta falta de ambição. Por cá, a maioria contenta-se com tão pouco...»
Eu também andei na catequese e sinto que só evoluí moralmente depois de lá ter saído. Posso não ter evoluído muito, aliás é notório, mas frequentar a catequese não é sinónimo de estarmos melhor ou pior preparados para lidar com a nossa consciência. Andar na catequese é como tirar a carta de condução, ou seja só depois de passarmos a conduzir sozinhos e sem ninguém a ordenar para onde devemos seguir, é que efectivamente estamos aptos a conduzir. Se, depois, nos actos que praticamos entendemos seguir por um sentido proibido, por uma assinatura falsificada, ou por um cheque desviado, isso ficará para sempre a pesar na consciência de cada um. Ou não.
É perfeitamente legítimo e ninguém poderá condenar Marisa Macedo por considerar Estarreja um concelho sem ambição. Transportando a coisa novamente para o âmbito clubístico - tão do agrado de Marisa Macedo - podemos comparar Estarreja ao Sporting. O Sporting, apesar de nunca ficar à frente do FC Porto, costuma ficar sempre à frente do Benfica e isso, para os sportinguistas, parece ser mais do que suficiente para levarem uma vida feliz. Estarreja é a mesma coisa. Vemos Oliveira de Azeméis e até Albergaria-a-Velha a seguirem caminhos de desenvolvimento, mas enquanto estivermos à frente da Murtosa, estaremos satisfeitos com o que a vida nos dá.
6 pareceres anónimos:
Caro Fermelaniwhatever, excelente analogia (ou, em duas palavras, ana logia) entre a catequese e a carta de condução!
Eu também gostei.
Ela diz que andou na catequese!
Mas eu conheço quem vá para as missas com cara de beato, para agradar às velhas...
Talvez hoje esteja como o dia, diazinho estúpido, frio, feio.
Digo isto porque ao ler estes últimos postes do Mr. Ferme fui atirado para uma reflexão mais abrangente sobre a panorâmica politica concelhia. E para azar não gostei do que vi, por mais que lhe alterasse o prisma a visão não era famosa. Talvez venha a falar sobre essa reflexão, talvez num dia que me sinta mais masoquista do que acontece hoje.
Por agora, quero apenas dizer,acho que aquilo que está em causa é a ética e não a catequese.
Concordo que existe falta de ambição - um problema nacional - mas não concordo que a maioria se contente com pouco, o que me leva para a introdução. Por agora chega.
O meu dia também está a ser assim.
No meu tempo de catraio a catequese era mais do mesmo;
rpetitiva e chata como a potassa!
Padre nosso e avé maria, avé maria e padre nosso...
Não é pela catequese que estamos garantidos de ficar sempre à frente da Murtosa!
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