«No discurso da tomada de posse como Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, José Eduardo Matos chamou a atenção para a possibilidade do município vir a receber o impacto de dois TGV´s. Feitas as contas, o concelho passaria a ser um local de muitos e grandes atravessamentos. Para além da EN109, tem duas auto-estradas, a linha de caminho-de-ferro e, futuramente, as linhas de TGV. Ainda falta uma helipista, um aeroporto e uma plataforma para lançamento de foguetões...»
Verdadinhas do Diário de Aveiro - 30/10/09Esta é Estarreja sem "atravessamentos"...
Esta é Estarreja com o "atravessamento" de uma EN109, duas AE´s, uma linha do TGV para a Galiza, outra para Salamanca e o Diário de Aveiro ainda se esqueceu do "atravessamento" do gasoduto, representado em faixa rosa. Como podem reparar, Pardilhó e Veiros são quem ganham com isto, porque vão receber acessos novinhos, mesmo sem serem "atravessadas" por nada.
Esta é Estarreja que levou com o "impacto de dois TGV´s", um a norte e outro lá mais para baixo...
Um dos TGV´s era conduzido pelo jornalista do Diário de Aveiro e varreu com Fermelã do mapa. No outro, vinha aos comandos o Dr. José Eduardo, que eliminou grande parte de Pardilhó. Que pena o impacto não ter sido TGV com TGV...
E esta vai ser a grande aposta da coligação PSD/CDS para este mandato. Para tanto "atravessamento" só existe uma solução: Estarreja corrida a zebras!!!
«Assim, e tendo em vista os interesses do concelho, há que escolher entre a insistência na contestação e o aproveitamento do tempo para elaborar um caderno de contra-partidas devidamente fundamentado, a ser apresentado e negociado a seu tempo.» Assunção de opinião de Camilo Rego no seu blogue acerca da linha de AV - Aveiro / Salamanca
A tentativa é boa. A chamada de atenção é conveniente e o timing escolhido oferece garantias que ainda se vai muito a tempo de estudar todas as variantes inerentes à construção de um "atravessamento" desta grandeza. É por isso que irei já pegar no meu burro e na minha velinha de mão para que nada falte na hora de negociar as contrapartidas de mais uma espinha "atravessada" na goela do concelho. Ninguém me pode criticar por esta atitude, pois foi assim que os doutores do meu município me ensinaram...
1 pareceres anónimos:
Caro Ferme respondo aqui ao anterior.
Eu estou inocente, não pedi absolutamente nada mas... se uns nasceram para matar por cá nascemos para sofrer, por hábito tradicional que felizmente se vai perdendo, sem falar. Por acaso, nesta introdução do século XXI, já existem personalidades com alterações mentais graves, segundo alguns pontos de vista, que advogam "Precisamos urgentemente de voltar a a ensinar ética e civismo nas escolas e matar a pior doença do país, que não é a gripe A, mas sim a "doutorite", para que as mentalidades mudem radicalmente e se possa instalar uma meritocracia em todas as relações dos cidadãos entre eles e com o Estado".
Posto isto, julgo de toda a conveniência estarmos muito atentos e com capacidade interventora no sentido de pressionar, incentivar, enfim exercer os nossos direitos de cidadania e fazer perceber aos dirigentes regionais, nacionais e europeus que não ficamos satisfeitos com o imparável e inevitável retalhar do concelho mas que queremos obra que compense a perda de parte das raízes de vida, da sua qualidade e da forma tradicional de sustento de parte da população.
Apesar de ainda não possuir informação mais detalhada sobre este TGV Av-Salamanca, à partida não parece ser tão problemático como o troço Norte/SUL, não é descabido começar a estar vigilante e meditar sobre formas e meios de contrapartidas que sob a minha perspectiva se devem conjugar com tipos de negócio interdependentes, e aí os politicos, economistas e marketing têm muito caminho a desbravar, que propiciem aliciantes de retardamento de estadias e não apenas um ponto de transbordo de pouco interesse para o distrito e concelho.
As dificuldades geram oportunidades e é na preparação atempada que se pode desprezar o dito "depois de casa roubada trancas à porta".
Muita pedra para partir, muitas conversas, ideias e discussões interessantes poderá isto trazer, digo eu que sou mentecapto
Como cidadão, agradeço a CR o alerta atempado e a Ferme o pegar neste tema de interesse colectivo.
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