Este sábado transacto, em conversa franca com um amigo em frente de um belo pires de tremoços, a conversa puxou a conversa e entre outros assuntos igualmente interessantes, lá acabamos a tarde a debater a evolução das sessões de porco no espeto politico, nomeadamente, ao nível do equipamento utilizado para tostar o suíno que dá votos. Fiquei intrigado com esta questão, até porque nas sessões de espetadas de porco realizadas em Fermelã a assadeira é sempre a mesma, mas se o meu amigo insistia que este era um mundo em franca evolução tecnológica, quem sou eu para duvidar dele? Fui daí investigar e de facto é impressionante ao ponto de aperfeiçoamento a que se chegou só para caçar mais uns votos aos eleitores "comedores" das terras de aquém e além Antuã. Reparem como eram assados os suínos no tempo de Vladimiro Silva (fig.1). Uma pega (não confundir com a pega do ultimo post) perfeitamente arcaica, mal jeitosa, pouco eficaz, correndo o risco até de tostar a carne do animal em demasia com as consequentes e nefastas implicações dos eleitores não apreciarem devidamente a carne deste "candidato" e acabarem por dar a preferência ao "porco" da concorrência.
Em 2001, o PSD ganhou a câmara e não será de excluir a hipótese da nova assadeira, agora muito mais manobrável graças ao sistema guiador (fig. 2), ter tido alguma influência na captação de novos eleitores oriundos da esquerda socialista e até comunista para o partido da laranja. É caso para dizer que este novo equipamento, foi não apenas a cereja em cima do bolo, mas também a laranja na boca do porco.
Em 2001, o PSD ganhou a câmara e não será de excluir a hipótese da nova assadeira, agora muito mais manobrável graças ao sistema guiador (fig. 2), ter tido alguma influência na captação de novos eleitores oriundos da esquerda socialista e até comunista para o partido da laranja. É caso para dizer que este novo equipamento, foi não apenas a cereja em cima do bolo, mas também a laranja na boca do porco.
Em 2005 o PSD não precisou de grandes "manobras" para ganhar a câmara porque nessa altura o PS estava ele próprio transformado num gigantesco porco no espeto, assando-se uns aos outros no seu próprio braseiro. Mas mesmo assim o PSD não quis facilitar e introduziu o sistema de volante (fig. 3). Agora qualquer um podia rodar o porco mesmo sem estar habilitado para tal, assim como nesse ano qualquer um podia entrar para a câmara via PSD mesmo sem possuir formação politica para tanto.
Como será em 2009? Bem, antevendo uma eleição muito mais renhida entre os dois maiores partidos concelhios, penso que as assadeiras automáticas (fig. 4) serão o próximo passo evolutivo e verdadeiro grito desta estação. É que assim, enquanto o porco assa sozinho, os candidatos de um e outro lado poderão ir "minar" o porco do vizinho, enfiando à socapa um panfleto eleitoral no orifício anal do porco do rival. Já estou a imaginar, por exemplo, um comício do PS em que os "comedores" chegam à zona do cu e encontram um folheto de propaganda com os dizeres "VOTA PSD"!
Sobre o mesmo tema, o meu amigo mencionou que ainda não perdeu a esperança de um dia chegar a uma sessão de porco no espeto politico e depois de já ter visto uma assadeira com guiador, uma assadeira com volante e uma assadeira com mudanças automáticas, só lhe falta mesmo encontrar uma assadeira com pedal da embraiagem, airbag, e especialmente, ar condicionado, até porque os "porcos" da politica às vezes cheiram mal...

6 pareceres:
Este paralelismo entre a evolução da confecção do porco no espeto e a politica estarrejense é deveras intrigante!
Aprecio particularmente o seu termo "confecção do porco". Sei lá, faz lembrar um politico no alfaiate a tirar medidas para o fato oficial de campanha. Ou então sou eu que tenho muita imaginação...
Por cada porco espetado outro se criará.
É o lema da minha empresa.
O meu lema é bem melhor, mais vale um porco no espeto do que dois no curral.E esta heim......!!!!!
Pois o meu lema e por arrastamento lema dos 99% é:
"POR FAVOR, NÃO MATEM O PORCO NO ESPETO"
ou numa segunda via
"DEIXEM-NOS RODAR, MAS NÃO OS MATEM"
Concordo já marchava uma sandocha.
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